Militares da Base Conjunta Andrews refletem sobre o legado do Huey antes da transição para os HH-60W

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Militares da Base Conjunta Andrews refletem sobre o legado do Huey antes da transição para os HH-60W

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A região de Washington, D.C., e seus residentes, juntamente com os militares da Força Aérea dos Estados Unidos, em breve observarão o fim de uma era, com a iminente despedida do familiar som “whomp whomp” dos helicópteros UH-1N Huey, que deixarão a Base Conjunta Andrews nos próximos anos. Essas aeronaves de utilidade média, que têm servido por décadas, serão substituídas por uma nova frota mais moderna e capaz. A Força Aérea dos EUA selecionou recentemente a Base Conjunta Andrews para receber 26 helicópteros HH-60W Jolly Green II, uma plataforma avançada de busca e salvamento em combate. Esta substituição é estratégica, visando modernizar as capacidades da base e otimizar as operações de suporte a líderes e missões críticas na capital do país.

Os novos HH-60W Jolly Green IIs deverão atingir a capacidade operacional inicial (IOC) até 2029, com a capacidade operacional plena (FOC) esperada para 2030. A IOC refere-se ao ponto em que um sistema é minimamente pronto para entrar em operação, enquanto a FOC indica que todas as unidades e funcionalidades estão completamente implementadas e aptas para o serviço. Como parte da preparação para a chegada das aeronaves, a base estabelecerá o 5º Esquadrão de Helicópteros, que será a primeira unidade a receber os Jolly Green IIs. Essa transição para a missão “Whiskey” – uma referência à letra ‘W’ na designação HH-60W – resultará na adição de 60 posições de militares da ativa, reforçando o efetivo para operar e manter os novos helicópteros. Katrina Cheesman, chefe de relações públicas da 316ª Ala da Base Conjunta Andrews (JBA), confirmou ao Military Times que, até 2030, tanto o 1º Esquadrão de Helicópteros, atualmente responsável pelos Hueys, quanto o recém-formado 5º Esquadrão, estarão operando exclusivamente os HH-60W.

Em antecipação a esta significativa mudança, o Military Times teve a oportunidade de realizar um voo a bordo de um Huey em uma missão de mídia, acompanhado por sua tripulação. Este voo de 30 minutos, com três tripulantes, partiu de Andrews e sobrevoou o National Mall, seguiu para o norte em direção à Virgínia, depois ao sul rumo a Springfield e retornou à base, oferecendo aos passageiros uma vista aérea privilegiada de marcos como o Washington Monument e o Capitólio. O tenente-coronel Kristopher Schmautz, diretor de operações do 1º Esquadrão de Helicópteros, destacou que, assim como ocorre com veículos terrestres, diferentes modelos de aeronaves compartilham certas similaridades, o que pode reduzir a curva de aprendizado para os aviadores durante a transição. Os Jolly Green IIs representam uma modernização substancial, incorporando avanços em sistemas de aviônicos – que englobam a eletrônica essencial para o voo, navegação e comunicação – e em como a tripulação pode operar a aeronave. Schmautz comparou a pilotagem dos Hueys, com seus instrumentos analógicos e sistemas de controle de voo mais exigentes e manuais, à experiência de dirigir um Cadillac da década de 1970. Em contraste, o HH-60W, com seus sofisticados sistemas de controle de voo que assistem o piloto, foi comparado a um Tesla moderno. O novo helicóptero dispõe de um sistema de piloto automático de quatro eixos, que permite aos operadores dedicar mais atenção aos aspectos críticos da missão, como táticas e gerenciamento de ameaças, enquanto a aeronave se encarrega de grande parte da pilotagem.

O legado do Huey

A transição dos Hueys para os Jolly Green IIs é acompanhada por uma mistura de emoções entre os militares, dada a rica e extensa história de 60 anos do Huey. Várias das aeronaves em serviço na Base Conjunta Andrews datam de 1966, o que significa que estiveram em operação por seis décadas, com sua história remontando à Guerra do Vietnã. Notavelmente, três dos Hueys atualmente em uso na JBA participaram diretamente do conflito no Vietnã, conferindo-lhes um valor histórico inestimável. A Base Conjunta Andrews e seus Hueys também desempenharam um papel crucial como uma das primeiras aeronaves a responder aos ataques de 11 de setembro, prestando suporte vital a líderes seniores após o impacto no Pentágono e auxiliando em evacuações médicas e fornecimento de ajuda na área. Esse histórico diversificado e a longevidade da aeronave solidificam seu status como um ícone da aviação militar.

Conforme Schmautz observou, “eles testemunharam décadas de apoio a missões tanto aqui quanto no exterior, e, por isso, é o fim de uma era”. Ele acrescentou que “as aeronaves são muito visíveis. As pessoas ouvem o som a quilômetros de distância, e sabem que é um Huey”. O perfil sonoro distinto do Huey, atribuído à sua estrutura de rotor de duas pás, é uma característica inconfundível. Os HH-60W, com suas quatro pás, terão um perfil sonoro diferente e, por serem mais silenciosos, podem levar os residentes a perceber que há menos aeronaves voando nas proximidades. Essa mudança é um reflexo do avanço tecnológico na redução de ruído. Schmautz destacou a conexão emocional: “Para a nossa geração que serviu no Vietnã, alguns deles, o som os faz parar, porque eles se lembram desse som. É tão notável, e fazer parte de uma tripulação que teve a oportunidade de voar esta aeronave lendária é algo que eu nunca poderia ter imaginado quando me alistei há 24 anos”. Apesar da nostalgia, a transição para os Jolly Green IIs gera grande entusiasmo entre a tripulação devido às suas capacidades aprimoradas. O novo helicóptero oferece maior capacidade de carga útil, velocidade máxima superior e um alcance de missão estendido, permitindo operar por mais tempo e em áreas maiores. Especificamente, os Jolly Green IIs poderão transportar até 11 passageiros, superando a capacidade de nove passageiros dos Hueys.

A transição gradual

O 1º Esquadrão de Helicópteros continuará a operar os Hueys até que a conversão completa para a missão “Whiskey” seja concluída. Enquanto isso, todos os aviadores do 5º Esquadrão de Helicópteros serão duplamente qualificados, o que significa que manterão suas habilidades com os Hueys enquanto iniciam a transição para os HH-60W Jolly Green IIs. Este grupo será o primeiro a começar o treinamento nas novas aeronaves. O tenente-coronel Schmautz descreveu este como um processo de “transição lenta”, no qual alguns detalhes ainda precisam ser finalizados. O 1º Esquadrão manterá as operações essenciais, garantindo a continuidade da missão, enquanto o 5º Esquadrão trabalha para assumir parte dessas responsabilidades. A colaboração entre os dois esquadrões será fundamental para transferir diferentes componentes da missão de forma eficaz, permitindo que os membros do 1º Esquadrão também iniciem sua qualificação nos novos helicópteros.

Schmautz enfatizou a complexidade logística da operação: “No dia a dia, será um ato de equilíbrio enquanto definimos a dinâmica exata de quão rápido e como faremos a conversão das tripulações de um esquadrão ou de uma aeronave para a outra”. Essa abordagem cuidadosa visa assegurar que a prontidão operacional não seja comprometida durante o período de adaptação. O sargento-chefe John Griggs, engenheiro de voo do 1º Esquadrão de Helicópteros e líder sênior alistado do 5º Esquadrão de Helicópteros, expressou uma perspectiva otimista, afirmando que a mudança representa um grande passo na direção certa, uma vez que a nova estrutura da aeronave proporcionará capacidades superiores. Essa modernização é vista como essencial para atender às demandas futuras das missões de busca e salvamento em combate e para o suporte aéreo, garantindo que a Base Conjunta Andrews permaneça na vanguarda das operações militares.

A transição do UH-1N Huey para o HH-60W Jolly Green II na Base Conjunta Andrews marca um capítulo significativo na história da aviação militar dos EUA, equilibrando o respeito por um legado de serviço inestimável com a necessidade imperativa de modernização. Para uma análise mais aprofundada sobre defesa, geopolítica e segurança, siga a OP Magazine em nossas redes sociais e mantenha-se atualizado com os mais recentes desenvolvimentos globais.

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A região de Washington, D.C., e seus residentes, juntamente com os militares da Força Aérea dos Estados Unidos, em breve observarão o fim de uma era, com a iminente despedida do familiar som “whomp whomp” dos helicópteros UH-1N Huey, que deixarão a Base Conjunta Andrews nos próximos anos. Essas aeronaves de utilidade média, que têm servido por décadas, serão substituídas por uma nova frota mais moderna e capaz. A Força Aérea dos EUA selecionou recentemente a Base Conjunta Andrews para receber 26 helicópteros HH-60W Jolly Green II, uma plataforma avançada de busca e salvamento em combate. Esta substituição é estratégica, visando modernizar as capacidades da base e otimizar as operações de suporte a líderes e missões críticas na capital do país.

Os novos HH-60W Jolly Green IIs deverão atingir a capacidade operacional inicial (IOC) até 2029, com a capacidade operacional plena (FOC) esperada para 2030. A IOC refere-se ao ponto em que um sistema é minimamente pronto para entrar em operação, enquanto a FOC indica que todas as unidades e funcionalidades estão completamente implementadas e aptas para o serviço. Como parte da preparação para a chegada das aeronaves, a base estabelecerá o 5º Esquadrão de Helicópteros, que será a primeira unidade a receber os Jolly Green IIs. Essa transição para a missão “Whiskey” – uma referência à letra ‘W’ na designação HH-60W – resultará na adição de 60 posições de militares da ativa, reforçando o efetivo para operar e manter os novos helicópteros. Katrina Cheesman, chefe de relações públicas da 316ª Ala da Base Conjunta Andrews (JBA), confirmou ao Military Times que, até 2030, tanto o 1º Esquadrão de Helicópteros, atualmente responsável pelos Hueys, quanto o recém-formado 5º Esquadrão, estarão operando exclusivamente os HH-60W.

Em antecipação a esta significativa mudança, o Military Times teve a oportunidade de realizar um voo a bordo de um Huey em uma missão de mídia, acompanhado por sua tripulação. Este voo de 30 minutos, com três tripulantes, partiu de Andrews e sobrevoou o National Mall, seguiu para o norte em direção à Virgínia, depois ao sul rumo a Springfield e retornou à base, oferecendo aos passageiros uma vista aérea privilegiada de marcos como o Washington Monument e o Capitólio. O tenente-coronel Kristopher Schmautz, diretor de operações do 1º Esquadrão de Helicópteros, destacou que, assim como ocorre com veículos terrestres, diferentes modelos de aeronaves compartilham certas similaridades, o que pode reduzir a curva de aprendizado para os aviadores durante a transição. Os Jolly Green IIs representam uma modernização substancial, incorporando avanços em sistemas de aviônicos – que englobam a eletrônica essencial para o voo, navegação e comunicação – e em como a tripulação pode operar a aeronave. Schmautz comparou a pilotagem dos Hueys, com seus instrumentos analógicos e sistemas de controle de voo mais exigentes e manuais, à experiência de dirigir um Cadillac da década de 1970. Em contraste, o HH-60W, com seus sofisticados sistemas de controle de voo que assistem o piloto, foi comparado a um Tesla moderno. O novo helicóptero dispõe de um sistema de piloto automático de quatro eixos, que permite aos operadores dedicar mais atenção aos aspectos críticos da missão, como táticas e gerenciamento de ameaças, enquanto a aeronave se encarrega de grande parte da pilotagem.

O legado do Huey

A transição dos Hueys para os Jolly Green IIs é acompanhada por uma mistura de emoções entre os militares, dada a rica e extensa história de 60 anos do Huey. Várias das aeronaves em serviço na Base Conjunta Andrews datam de 1966, o que significa que estiveram em operação por seis décadas, com sua história remontando à Guerra do Vietnã. Notavelmente, três dos Hueys atualmente em uso na JBA participaram diretamente do conflito no Vietnã, conferindo-lhes um valor histórico inestimável. A Base Conjunta Andrews e seus Hueys também desempenharam um papel crucial como uma das primeiras aeronaves a responder aos ataques de 11 de setembro, prestando suporte vital a líderes seniores após o impacto no Pentágono e auxiliando em evacuações médicas e fornecimento de ajuda na área. Esse histórico diversificado e a longevidade da aeronave solidificam seu status como um ícone da aviação militar.

Conforme Schmautz observou, “eles testemunharam décadas de apoio a missões tanto aqui quanto no exterior, e, por isso, é o fim de uma era”. Ele acrescentou que “as aeronaves são muito visíveis. As pessoas ouvem o som a quilômetros de distância, e sabem que é um Huey”. O perfil sonoro distinto do Huey, atribuído à sua estrutura de rotor de duas pás, é uma característica inconfundível. Os HH-60W, com suas quatro pás, terão um perfil sonoro diferente e, por serem mais silenciosos, podem levar os residentes a perceber que há menos aeronaves voando nas proximidades. Essa mudança é um reflexo do avanço tecnológico na redução de ruído. Schmautz destacou a conexão emocional: “Para a nossa geração que serviu no Vietnã, alguns deles, o som os faz parar, porque eles se lembram desse som. É tão notável, e fazer parte de uma tripulação que teve a oportunidade de voar esta aeronave lendária é algo que eu nunca poderia ter imaginado quando me alistei há 24 anos”. Apesar da nostalgia, a transição para os Jolly Green IIs gera grande entusiasmo entre a tripulação devido às suas capacidades aprimoradas. O novo helicóptero oferece maior capacidade de carga útil, velocidade máxima superior e um alcance de missão estendido, permitindo operar por mais tempo e em áreas maiores. Especificamente, os Jolly Green IIs poderão transportar até 11 passageiros, superando a capacidade de nove passageiros dos Hueys.

A transição gradual

O 1º Esquadrão de Helicópteros continuará a operar os Hueys até que a conversão completa para a missão “Whiskey” seja concluída. Enquanto isso, todos os aviadores do 5º Esquadrão de Helicópteros serão duplamente qualificados, o que significa que manterão suas habilidades com os Hueys enquanto iniciam a transição para os HH-60W Jolly Green IIs. Este grupo será o primeiro a começar o treinamento nas novas aeronaves. O tenente-coronel Schmautz descreveu este como um processo de “transição lenta”, no qual alguns detalhes ainda precisam ser finalizados. O 1º Esquadrão manterá as operações essenciais, garantindo a continuidade da missão, enquanto o 5º Esquadrão trabalha para assumir parte dessas responsabilidades. A colaboração entre os dois esquadrões será fundamental para transferir diferentes componentes da missão de forma eficaz, permitindo que os membros do 1º Esquadrão também iniciem sua qualificação nos novos helicópteros.

Schmautz enfatizou a complexidade logística da operação: “No dia a dia, será um ato de equilíbrio enquanto definimos a dinâmica exata de quão rápido e como faremos a conversão das tripulações de um esquadrão ou de uma aeronave para a outra”. Essa abordagem cuidadosa visa assegurar que a prontidão operacional não seja comprometida durante o período de adaptação. O sargento-chefe John Griggs, engenheiro de voo do 1º Esquadrão de Helicópteros e líder sênior alistado do 5º Esquadrão de Helicópteros, expressou uma perspectiva otimista, afirmando que a mudança representa um grande passo na direção certa, uma vez que a nova estrutura da aeronave proporcionará capacidades superiores. Essa modernização é vista como essencial para atender às demandas futuras das missões de busca e salvamento em combate e para o suporte aéreo, garantindo que a Base Conjunta Andrews permaneça na vanguarda das operações militares.

A transição do UH-1N Huey para o HH-60W Jolly Green II na Base Conjunta Andrews marca um capítulo significativo na história da aviação militar dos EUA, equilibrando o respeito por um legado de serviço inestimável com a necessidade imperativa de modernização. Para uma análise mais aprofundada sobre defesa, geopolítica e segurança, siga a OP Magazine em nossas redes sociais e mantenha-se atualizado com os mais recentes desenvolvimentos globais.

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