Orca XLUUV da U.S. Navy conclui marco de 1.000 milhas no Pacífico

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Orca XLUUV da U.S. Navy conclui marco de 1.000 milhas no Pacífico

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A Marinha dos Estados Unidos (U.S. Navy) alcançou um marco significativo em julho ao completar um trânsito de 1.000 milhas náuticas com seu submarino não tripulado extra grande (XLUUV) Orca. Esta operação representa uma conquista inédita para a instituição, consolidando os avanços na autonomia de sistemas subaquáticos. A missão, que envolveu a colaboração entre equipes do Escritório Executivo de Programas para Combatentes Não Tripulados e Pequenos (PEO USC), Boeing e Huntington Ingalls, foi concluída no Pacífico Leste, conforme anunciado pelo Contra-Almirante Chris Cavanaugh, Comandante da Força Submarina dos EUA no Pacífico (U.S. Submarine Force, Pacific Fleet).

O marco estratégico do Orca XLUUV no Pacífico

A patrulha de mais de 1.000 milhas náuticas realizada pelo Orca XLUUV não apenas estabelece um novo recorde na história do programa, mas também sublinha a urgência do Pentágono em intensificar rapidamente as operações não tripuladas na região do Pacífico. O objetivo primordial é complementar a frota existente de aeronaves, navios, lançadores de mísseis e submarinos tripulados, transformando esses veículos autônomos em multiplicadores de força cruciais. A capacidade de um XLUUV operar de forma autônoma por longas distâncias representa um avanço na projeção de poder e na sustentação de uma presença estratégica em áreas de interesse vital, sem expor tripulações a riscos desnecessários.

Em sua declaração, o Contra-Almirante Cavanaugh enfatizou a dinâmica do cenário operacional. “O ambiente operacional no Pacífico continua a evoluir com o rápido desenvolvimento de avanços tecnológicos no domínio submarino”, afirmou. Ele destacou ainda o investimento substancial da Força Submarina do Pacífico em capacidades não tripuladas, visando aprimorar os submarinos tripulados e manter a vantagem submarina em todo o espectro das operações. Essa estratégia reflete uma adaptação às crescentes complexidades geopolíticas e tecnológicas da região, onde a superioridade no ambiente subaquático é um pilar da segurança e defesa.

Capacidades multifuncionais e inovadoras do veículo

O Orca é reconhecido como um dos maiores veículos submarinos não tripulados da U.S. Navy, projetado para executar uma gama de missões ofensivas e defensivas. Essas missões foram delineadas em uma Necessidade Operacional Urgente Conjunta (Joint Urgent Operational Need) diretamente vinculada ao teatro de operações do Pacífico. Conforme reportado anteriormente pela Naval News, suas capacidades abrangem operações de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (ISR), guerra de minas, guerra no fundo do mar (seabed warfare) e apoio expedicionário. Cada uma dessas funções permite que o Orca atue em cenários complexos, desde a coleta de informações sensíveis até a neutralização de ameaças subaquáticas. A versão mais recente do Orca XLUUV, designada XLE2, foi comissionada no início deste ano, marcando sua integração formal à frota.

A U.S. Navy está progressivamente incorporando ao Orca as mais avançadas capacidades de serviço de submarinos, visando operações futuras. Essas implementações incluem “abordagens inovadoras” destinadas a multiplicar o poder de combate, conforme detalhado nos orçamentos mais recentes de pesquisa e desenvolvimento da instituição, publicados em abril. Tais abordagens envolvem a reavaliação de capacidades de combate existentes, refinando-as com novos sistemas e ferramentas de implantação para aplicações altamente eficazes, tudo isso estrategicamente direcionado para o teatro do Pacífico, onde a demanda por soluções tecnologicamente avançadas é crescente.

Um dos desenvolvimentos notáveis é o payload Hunter, uma carga útil projetada para o Orca XLUUV, que oferece capacidades avançadas de minagem expedicionária em ambientes contestados e negados. O programa Hunter, segundo o site da Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA), “busca desenvolver um conceito inovador para a entrega de cargas úteis submarinas avançadas a partir de veículos submarinos não tripulados extragrandes (XLUUVs)”. A estratégia de aquisição para o Hunter será formalizada entre o final de 2027 e o início de 2028, indicando um planejamento de longo prazo para essa capacidade crítica.

Além do Hunter, o Orca também será equipado com um novo e até então não reportado sistema de lançamento de torpedos pesados de longo alcance. Este sistema está em processo de transição para o escritório PMS 406 de Sistemas Não Tripulados e Pequenos Combatentes da U.S. Navy. A relevância deste sistema é sublinhada pelo fato de que o módulo Hunter do Orca é dependente do seu desenvolvimento e cronograma de aquisição, evidenciando uma integração complexa e interdependente de tecnologias.

Em 2024, a Naval News já havia destacado as novas capacidades do Orca, quando o serviço finalizou a instalação de um grande módulo de carga útil, com aproximadamente 10 metros de comprimento. Este módulo apresenta uma baia de abertura vertical de grandes dimensões, o que é consistente com as implantações de cargas úteis especializadas. H. I. Sutton, colaborador da Naval News e analista naval, observou na época que “o módulo de carga útil possui grandes escotilhas na parte superior, e possivelmente na parte inferior, o que seria consistente com missões de lançamento de minas”. Esta configuração permite ao Orca uma versatilidade significativa em suas missões subaquáticas.

Avanços futuros e a projeção de poder submarino

A inovação não cessa com o Orca atual. Uma nova geração de XLUUVs já está em desenvolvimento através do projeto Combat Autonomous Maritime Platform (CAMP) da Unidade de Inovação de Defesa (Defense Innovation Unit). A Anduril, uma das empresas competidoras no projeto CAMP, está desenvolvendo seu sistema Dive-XL. Este XLUUV avançado será capaz de lançar uma variedade de “efectores” (sistemas de ação ou armas) e de implantar o Seabed Sentry, um nó ISR (Inteligência, Vigilância e Reconhecimento) de ancoragem no fundo do mar da própria empresa. Esses desenvolvimentos representam um salto qualitativo nas capacidades submarinas, visando aprimorar ainda mais a autonomia, a capacidade de carga e a eficácia operacional em ambientes submarinos desafiadores.

A conclusão bem-sucedida do trânsito de 1.000 milhas náuticas do Orca XLUUV reitera o compromisso da U.S. Navy com a inovação e a adaptação estratégica no domínio submarino. Este avanço, juntamente com o desenvolvimento contínuo de novas cargas úteis e plataformas de próxima geração, posiciona os Estados Unidos para manter sua vantagem operacional no Pacífico, garantindo a segurança e a projeção de poder em um cenário global em constante transformação. Para se aprofundar em análises exclusivas sobre defesa, geopolítica e segurança, siga a OP Magazine em nossas redes sociais e mantenha-se informado sobre os desdobramentos mais relevantes do cenário estratégico internacional.

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A Marinha dos Estados Unidos (U.S. Navy) alcançou um marco significativo em julho ao completar um trânsito de 1.000 milhas náuticas com seu submarino não tripulado extra grande (XLUUV) Orca. Esta operação representa uma conquista inédita para a instituição, consolidando os avanços na autonomia de sistemas subaquáticos. A missão, que envolveu a colaboração entre equipes do Escritório Executivo de Programas para Combatentes Não Tripulados e Pequenos (PEO USC), Boeing e Huntington Ingalls, foi concluída no Pacífico Leste, conforme anunciado pelo Contra-Almirante Chris Cavanaugh, Comandante da Força Submarina dos EUA no Pacífico (U.S. Submarine Force, Pacific Fleet).

O marco estratégico do Orca XLUUV no Pacífico

A patrulha de mais de 1.000 milhas náuticas realizada pelo Orca XLUUV não apenas estabelece um novo recorde na história do programa, mas também sublinha a urgência do Pentágono em intensificar rapidamente as operações não tripuladas na região do Pacífico. O objetivo primordial é complementar a frota existente de aeronaves, navios, lançadores de mísseis e submarinos tripulados, transformando esses veículos autônomos em multiplicadores de força cruciais. A capacidade de um XLUUV operar de forma autônoma por longas distâncias representa um avanço na projeção de poder e na sustentação de uma presença estratégica em áreas de interesse vital, sem expor tripulações a riscos desnecessários.

Em sua declaração, o Contra-Almirante Cavanaugh enfatizou a dinâmica do cenário operacional. “O ambiente operacional no Pacífico continua a evoluir com o rápido desenvolvimento de avanços tecnológicos no domínio submarino”, afirmou. Ele destacou ainda o investimento substancial da Força Submarina do Pacífico em capacidades não tripuladas, visando aprimorar os submarinos tripulados e manter a vantagem submarina em todo o espectro das operações. Essa estratégia reflete uma adaptação às crescentes complexidades geopolíticas e tecnológicas da região, onde a superioridade no ambiente subaquático é um pilar da segurança e defesa.

Capacidades multifuncionais e inovadoras do veículo

O Orca é reconhecido como um dos maiores veículos submarinos não tripulados da U.S. Navy, projetado para executar uma gama de missões ofensivas e defensivas. Essas missões foram delineadas em uma Necessidade Operacional Urgente Conjunta (Joint Urgent Operational Need) diretamente vinculada ao teatro de operações do Pacífico. Conforme reportado anteriormente pela Naval News, suas capacidades abrangem operações de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (ISR), guerra de minas, guerra no fundo do mar (seabed warfare) e apoio expedicionário. Cada uma dessas funções permite que o Orca atue em cenários complexos, desde a coleta de informações sensíveis até a neutralização de ameaças subaquáticas. A versão mais recente do Orca XLUUV, designada XLE2, foi comissionada no início deste ano, marcando sua integração formal à frota.

A U.S. Navy está progressivamente incorporando ao Orca as mais avançadas capacidades de serviço de submarinos, visando operações futuras. Essas implementações incluem “abordagens inovadoras” destinadas a multiplicar o poder de combate, conforme detalhado nos orçamentos mais recentes de pesquisa e desenvolvimento da instituição, publicados em abril. Tais abordagens envolvem a reavaliação de capacidades de combate existentes, refinando-as com novos sistemas e ferramentas de implantação para aplicações altamente eficazes, tudo isso estrategicamente direcionado para o teatro do Pacífico, onde a demanda por soluções tecnologicamente avançadas é crescente.

Um dos desenvolvimentos notáveis é o payload Hunter, uma carga útil projetada para o Orca XLUUV, que oferece capacidades avançadas de minagem expedicionária em ambientes contestados e negados. O programa Hunter, segundo o site da Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA), “busca desenvolver um conceito inovador para a entrega de cargas úteis submarinas avançadas a partir de veículos submarinos não tripulados extragrandes (XLUUVs)”. A estratégia de aquisição para o Hunter será formalizada entre o final de 2027 e o início de 2028, indicando um planejamento de longo prazo para essa capacidade crítica.

Além do Hunter, o Orca também será equipado com um novo e até então não reportado sistema de lançamento de torpedos pesados de longo alcance. Este sistema está em processo de transição para o escritório PMS 406 de Sistemas Não Tripulados e Pequenos Combatentes da U.S. Navy. A relevância deste sistema é sublinhada pelo fato de que o módulo Hunter do Orca é dependente do seu desenvolvimento e cronograma de aquisição, evidenciando uma integração complexa e interdependente de tecnologias.

Em 2024, a Naval News já havia destacado as novas capacidades do Orca, quando o serviço finalizou a instalação de um grande módulo de carga útil, com aproximadamente 10 metros de comprimento. Este módulo apresenta uma baia de abertura vertical de grandes dimensões, o que é consistente com as implantações de cargas úteis especializadas. H. I. Sutton, colaborador da Naval News e analista naval, observou na época que “o módulo de carga útil possui grandes escotilhas na parte superior, e possivelmente na parte inferior, o que seria consistente com missões de lançamento de minas”. Esta configuração permite ao Orca uma versatilidade significativa em suas missões subaquáticas.

Avanços futuros e a projeção de poder submarino

A inovação não cessa com o Orca atual. Uma nova geração de XLUUVs já está em desenvolvimento através do projeto Combat Autonomous Maritime Platform (CAMP) da Unidade de Inovação de Defesa (Defense Innovation Unit). A Anduril, uma das empresas competidoras no projeto CAMP, está desenvolvendo seu sistema Dive-XL. Este XLUUV avançado será capaz de lançar uma variedade de “efectores” (sistemas de ação ou armas) e de implantar o Seabed Sentry, um nó ISR (Inteligência, Vigilância e Reconhecimento) de ancoragem no fundo do mar da própria empresa. Esses desenvolvimentos representam um salto qualitativo nas capacidades submarinas, visando aprimorar ainda mais a autonomia, a capacidade de carga e a eficácia operacional em ambientes submarinos desafiadores.

A conclusão bem-sucedida do trânsito de 1.000 milhas náuticas do Orca XLUUV reitera o compromisso da U.S. Navy com a inovação e a adaptação estratégica no domínio submarino. Este avanço, juntamente com o desenvolvimento contínuo de novas cargas úteis e plataformas de próxima geração, posiciona os Estados Unidos para manter sua vantagem operacional no Pacífico, garantindo a segurança e a projeção de poder em um cenário global em constante transformação. Para se aprofundar em análises exclusivas sobre defesa, geopolítica e segurança, siga a OP Magazine em nossas redes sociais e mantenha-se informado sobre os desdobramentos mais relevantes do cenário estratégico internacional.

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