Thales Australia desenvolve veículo terrestre não tripulado armado em apenas seis semanas

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Thales Australia desenvolve veículo terrestre não tripulado armado em apenas seis semanas

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Em uma demonstração notável de agilidade industrial e capacidade de resposta, a Thales Australia transformou um conceito inicial em um veículo terrestre não tripulado (UGV) armado e totalmente operacional em um período recorde de apenas seis semanas. Denominado Guardian Angel, este UGV de quatro rodas já concluiu com sucesso testes de tiro real, validando sua funcionalidade e letalidade potencial. Este feito sublinha a importância crescente da velocidade na aquisição de capacidades defensivas, um fator crítico no cenário de segurança contemporâneo, onde a inovação rápida pode conferir uma vantagem estratégica significativa.

Desenvolvimento acelerado e colaboração estratégica

Para concretizar o sistema Guardian Angel, a Thales Australia estabeleceu uma colaboração estratégica com outras duas empresas australianas especializadas. A primeira, Chaos 1, desempenhou um papel crucial com sua expertise em avaliações rápidas, prototipagem e experimentação de sistemas autônomos, acelerando o processo de desenvolvimento e validação. A segunda parceira foi a W&E Platt, uma empresa renomada na fabricação de suportes para armamento. O Guardian Angel integra especificamente a PLATTform de Arma Operada Remotamente (ROWP) de baixo custo da W&E Platt, sendo uma imagem divulgada mostrando a ROWP montando uma metralhadora Dillon M134D Minigun. Esta colaboração entre empresas australianas demonstra não apenas a força industrial soberana do país, mas também a capacidade de inovar e integrar tecnologias avançadas para atender às necessidades de defesa e segurança nacional.

A Thales Australia enfatizou, em um comunicado oficial, que este projeto é uma prova da sua “força industrial soberana, capacidade de atender às necessidades de defesa e segurança da nação, e habilidade para entregar e fabricar sistemas e soluções autônomas”. O principal objetivo declarado da empresa com este empreendimento é a proteção das tropas australianas, buscando mitigar os riscos aos militares em ambientes hostis. Contudo, um porta-voz da empresa esclareceu à Defense News que, embora seja uma demonstração impressionante, “o Guardian Angel é um protótipo e não foi construído especificamente para o mercado. Ele faz parte de um programa para testar e fortalecer nossa capacidade em sistemas e soluções autônomas.” Essa distinção ressalta o foco em pesquisa e desenvolvimento interno para expandir o conhecimento e a proficiência tecnológica da Thales Australia no domínio dos sistemas não tripulados.

Expansão de capacidades e a visão operacional para UGVs

Mesmo como um protótipo, a conclusão do Guardian Angel abre caminho para o desenvolvimento de futuras plataformas autônomas. A visão é para sistemas de missão modularizados e conteinerizados, que poderiam oferecer uma ampla gama de capacidades operacionais. Estas incluiriam evacuação médica de feridos em zonas de combate, suporte direto às tropas em campo, transporte de carga essencial para suprir linhas de frente ou bases isoladas, e apoio de fogo, aumentando o poder de fogo disponível para as unidades. Esta modularidade e versatilidade são cruciais para a adaptabilidade das forças armadas modernas.

Andrew Downes, vice-presidente da área terrestre da Thales Australia, ressaltou a importância estratégica dos UGVs: “Os UGVs podem preservar soldados operando em ambientes de alto risco, ao mesmo tempo em que proporcionam uma clara vantagem tática, auxiliando operações no campo de batalha. Eles oferecem capacidade escalável, ágil e econômica que pode aumentar o alcance operacional sem aumentar o risco para o pessoal.” A capacidade de implantar esses veículos em áreas perigosas protege a vida humana e permite que as forças militares mantenham uma presença e projeção de poder em locais onde seria impraticável ou excessivamente arriscado enviar tropas. Benny Johanson, fundador e CEO da Chaos 1, descreveu o processo como “prototipagem rápida em sua verdadeira forma — pouco tempo, extremamente caótico e de alto risco.” Ele acrescentou que “Em apenas seis semanas, passamos de um conceito gráfico para uma demonstração de tiro real, e muitos disseram que não poderia ser feito,” e que o Guardian Angel “provou a pura força que a indústria pode gerar para o combatente em alta velocidade.” Este testemunho destaca a eficácia de abordagens ágeis e a colaboração setorial para superar desafios tecnológicos e de produção.

Adoção e experimentação de sistemas não tripulados pelo exército australiano

A indústria australiana tem sido proativa no desenvolvimento de diversos designs de UGV, e o Exército Australiano está ativamente envolvido na experimentação com algumas dessas plataformas. Por exemplo, a BAE Systems Australia está testando veículos blindados de transporte de pessoal M113AS4 convertidos em veículos robóticos modulares, o que representa um avanço na automação de frotas existentes. A plataforma de maior porte da BAE Systems Australia é o ATLAS 8×8, equipado com uma torre não tripulada e um canhão Bushmaster de 25mm, atualmente em fase de protótipo demonstrador, apontando para futuras capacidades de combate autônomas. O Exército Australiano também testou o UGV Warfighter rastreado da Cyborg Dynamics Engineering, explorando sua mobilidade em terrenos diversos. Além disso, o Ground Uncrewed System (GUS), apelidado carinhosamente e produzido pela Outlook Industries, já está em uso pelo exército para vigilância costeira remota, indicando a integração progressiva desses sistemas em operações cotidianas.

No campo dos UGVs descartáveis, projetados para missões de alto risco onde a perda do veículo é aceitável, estão sendo testadas plataformas como o Jaegar-C da GaardTech e o Banshee da DefendTex. Estes são veículos menores capazes de transportar cargas cinéticas. O Brigadeiro Ben McLennan, comandante da 3ª Brigada do Exército Australiano, recentemente informou à Defense News sobre a iminente integração desses sistemas em exercícios: “Estamos prestes a trazer UGVs para o próximo exercício. Podemos praticar a transposição de campos minados, por exemplo, com UGVs sacrificáveis que podem arrastar um tubo cheio de explosivos através de um campo minado – e podemos detoná-lo.” Ele acrescentou que “essa é apenas uma aplicação. Há uma série de outras aplicações que estamos desenvolvendo,” evidenciando o vasto potencial e a diversidade de usos que os UGVs trarão para as operações militares futuras.

A contínua evolução e integração de veículos terrestres não tripulados, como o Guardian Angel, ressalta o compromisso da Austrália com a inovação e a segurança de suas forças. Para se manter atualizado sobre as mais recentes tendências e desenvolvimentos em defesa, geopolítica e segurança, siga a OP Magazine em nossas redes sociais e tenha acesso a análises aprofundadas e notícias exclusivas que moldam o cenário global.

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Em uma demonstração notável de agilidade industrial e capacidade de resposta, a Thales Australia transformou um conceito inicial em um veículo terrestre não tripulado (UGV) armado e totalmente operacional em um período recorde de apenas seis semanas. Denominado Guardian Angel, este UGV de quatro rodas já concluiu com sucesso testes de tiro real, validando sua funcionalidade e letalidade potencial. Este feito sublinha a importância crescente da velocidade na aquisição de capacidades defensivas, um fator crítico no cenário de segurança contemporâneo, onde a inovação rápida pode conferir uma vantagem estratégica significativa.

Desenvolvimento acelerado e colaboração estratégica

Para concretizar o sistema Guardian Angel, a Thales Australia estabeleceu uma colaboração estratégica com outras duas empresas australianas especializadas. A primeira, Chaos 1, desempenhou um papel crucial com sua expertise em avaliações rápidas, prototipagem e experimentação de sistemas autônomos, acelerando o processo de desenvolvimento e validação. A segunda parceira foi a W&E Platt, uma empresa renomada na fabricação de suportes para armamento. O Guardian Angel integra especificamente a PLATTform de Arma Operada Remotamente (ROWP) de baixo custo da W&E Platt, sendo uma imagem divulgada mostrando a ROWP montando uma metralhadora Dillon M134D Minigun. Esta colaboração entre empresas australianas demonstra não apenas a força industrial soberana do país, mas também a capacidade de inovar e integrar tecnologias avançadas para atender às necessidades de defesa e segurança nacional.

A Thales Australia enfatizou, em um comunicado oficial, que este projeto é uma prova da sua “força industrial soberana, capacidade de atender às necessidades de defesa e segurança da nação, e habilidade para entregar e fabricar sistemas e soluções autônomas”. O principal objetivo declarado da empresa com este empreendimento é a proteção das tropas australianas, buscando mitigar os riscos aos militares em ambientes hostis. Contudo, um porta-voz da empresa esclareceu à Defense News que, embora seja uma demonstração impressionante, “o Guardian Angel é um protótipo e não foi construído especificamente para o mercado. Ele faz parte de um programa para testar e fortalecer nossa capacidade em sistemas e soluções autônomas.” Essa distinção ressalta o foco em pesquisa e desenvolvimento interno para expandir o conhecimento e a proficiência tecnológica da Thales Australia no domínio dos sistemas não tripulados.

Expansão de capacidades e a visão operacional para UGVs

Mesmo como um protótipo, a conclusão do Guardian Angel abre caminho para o desenvolvimento de futuras plataformas autônomas. A visão é para sistemas de missão modularizados e conteinerizados, que poderiam oferecer uma ampla gama de capacidades operacionais. Estas incluiriam evacuação médica de feridos em zonas de combate, suporte direto às tropas em campo, transporte de carga essencial para suprir linhas de frente ou bases isoladas, e apoio de fogo, aumentando o poder de fogo disponível para as unidades. Esta modularidade e versatilidade são cruciais para a adaptabilidade das forças armadas modernas.

Andrew Downes, vice-presidente da área terrestre da Thales Australia, ressaltou a importância estratégica dos UGVs: “Os UGVs podem preservar soldados operando em ambientes de alto risco, ao mesmo tempo em que proporcionam uma clara vantagem tática, auxiliando operações no campo de batalha. Eles oferecem capacidade escalável, ágil e econômica que pode aumentar o alcance operacional sem aumentar o risco para o pessoal.” A capacidade de implantar esses veículos em áreas perigosas protege a vida humana e permite que as forças militares mantenham uma presença e projeção de poder em locais onde seria impraticável ou excessivamente arriscado enviar tropas. Benny Johanson, fundador e CEO da Chaos 1, descreveu o processo como “prototipagem rápida em sua verdadeira forma — pouco tempo, extremamente caótico e de alto risco.” Ele acrescentou que “Em apenas seis semanas, passamos de um conceito gráfico para uma demonstração de tiro real, e muitos disseram que não poderia ser feito,” e que o Guardian Angel “provou a pura força que a indústria pode gerar para o combatente em alta velocidade.” Este testemunho destaca a eficácia de abordagens ágeis e a colaboração setorial para superar desafios tecnológicos e de produção.

Adoção e experimentação de sistemas não tripulados pelo exército australiano

A indústria australiana tem sido proativa no desenvolvimento de diversos designs de UGV, e o Exército Australiano está ativamente envolvido na experimentação com algumas dessas plataformas. Por exemplo, a BAE Systems Australia está testando veículos blindados de transporte de pessoal M113AS4 convertidos em veículos robóticos modulares, o que representa um avanço na automação de frotas existentes. A plataforma de maior porte da BAE Systems Australia é o ATLAS 8×8, equipado com uma torre não tripulada e um canhão Bushmaster de 25mm, atualmente em fase de protótipo demonstrador, apontando para futuras capacidades de combate autônomas. O Exército Australiano também testou o UGV Warfighter rastreado da Cyborg Dynamics Engineering, explorando sua mobilidade em terrenos diversos. Além disso, o Ground Uncrewed System (GUS), apelidado carinhosamente e produzido pela Outlook Industries, já está em uso pelo exército para vigilância costeira remota, indicando a integração progressiva desses sistemas em operações cotidianas.

No campo dos UGVs descartáveis, projetados para missões de alto risco onde a perda do veículo é aceitável, estão sendo testadas plataformas como o Jaegar-C da GaardTech e o Banshee da DefendTex. Estes são veículos menores capazes de transportar cargas cinéticas. O Brigadeiro Ben McLennan, comandante da 3ª Brigada do Exército Australiano, recentemente informou à Defense News sobre a iminente integração desses sistemas em exercícios: “Estamos prestes a trazer UGVs para o próximo exercício. Podemos praticar a transposição de campos minados, por exemplo, com UGVs sacrificáveis que podem arrastar um tubo cheio de explosivos através de um campo minado – e podemos detoná-lo.” Ele acrescentou que “essa é apenas uma aplicação. Há uma série de outras aplicações que estamos desenvolvendo,” evidenciando o vasto potencial e a diversidade de usos que os UGVs trarão para as operações militares futuras.

A contínua evolução e integração de veículos terrestres não tripulados, como o Guardian Angel, ressalta o compromisso da Austrália com a inovação e a segurança de suas forças. Para se manter atualizado sobre as mais recentes tendências e desenvolvimentos em defesa, geopolítica e segurança, siga a OP Magazine em nossas redes sociais e tenha acesso a análises aprofundadas e notícias exclusivas que moldam o cenário global.

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