Marinha do Brasil forma primeira turma de operadores de drones no CIASC

O programa enfatizou a pilotagem básica, a obtenção de dados de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (IVR) e o emprego da aeronave como vetor de ataque.

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Marinha do Brasil forma primeira turma de operadores de drones no CIASC

O programa enfatizou a pilotagem básica, a obtenção de dados de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (IVR) e o emprego da aeronave como vetor de ataque.

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O estágio capacitou 21 alunos, 17 militares de diversas Organizações Militares da Marinha do Brasil e quatro Auditores Fiscais de Finanças e Contas da Controladoria-Geral da União. (CIASC/2SG-FN-IF VALDIR)

O Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo (CIASC) concluiu, em 22 de maio, a primeira edição do Estágio de Qualificação Técnica Especial de Operador de Sistemas de Aeronaves Remotamente Pilotadas Categorias 0 e 1 (E-QTEsp-OpSARP-0/1). O curso, realizado entre os dias 5 e 22 de maio, representa o marco inaugural das atividades da Escola de Drones, inaugurada em 17 de março de 2026 como a primeira instituição militar brasileira dedicada exclusivamente ao estudo de drones militares.

O estágio capacitou 21 alunos, 17 militares de diversas Organizações Militares da Marinha do Brasil e quatro Auditores Fiscais de Finanças e Contas da Controladoria-Geral da União (CGU), na operação de SARP classe Multirrotor, categorias 0 e 1. O programa enfatizou a pilotagem básica, a obtenção de dados de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (IVR) e o emprego da aeronave como vetor de ataque. Durante as instruções, os discentes desenvolveram competências em segurança operacional, planejamento de missões, observação aérea, consciência situacional e emprego tático dos sistemas remotamente pilotados, em apoio às operações militares.

A cerimônia de encerramento foi presidida pelo Contra-Almirante (FN) Luís Felippe Valentini da Silva, comandante do CIASC, e contou com a presença do Superintendente Adjunto da CGU, Luiz Henrique Gomes Coelho da Silva, evidenciando o alcance interinstitucional da capacitação. Na ocasião, ressaltou-se a centralidade da modernização tecnológica e do adestramento profissional para o fortalecimento operativo da Força, reafirmando o papel estratégico dos SARP tanto nos conflitos contemporâneos quanto nas atividades de apoio a órgãos de Estado. A formatura consolida a doutrina de emprego de sistemas remotamente pilotados no Corpo de Fuzileiros Navais e insere os novos operadores em um grupo qualificado para atuação técnica e operacional.

Alunos no simulador de drone FPV com o instrutor convidado da 9°BIM da França. (CIASC/2SG-FN-IF VALDIR)

A implantação de sistemas de aeronaves remotamente pilotadas na Marinha do Brasil responde a uma necessidade estratégica de vigilância e proteção da Amazônia Azul, área marítima de cerca de 5,7 milhões de km², onde se concentram rotas comerciais, reservas de petróleo e gás, e recursos pesqueiros. Os SARP embarcados e baseados em terra ampliam a capacidade de monitoramento do tráfego marítimo, a detecção de ilícitos transfronteiriços, a busca e salvamento e o apoio a operações de paz, com custo operacional inferior ao de aeronaves tripuladas e menor exposição de pessoal. A qualificação de operadores em cursos como o E-QTEsp-OpSARP-0/1 é, condição indispensável para que a Esquadra disponha de vetores orgânicos de sensoriamento e ataque, integrados às plataformas de superfície e aos grupamentos de Fuzileiros Navais, em consonância com as demandas da guerra naval moderna.

No cenário bélico contemporâneo, os drones e SARP reconfiguraram as dinâmicas do campo de batalha, atuando como multiplicadores de força acessíveis a uma ampla gama de atores. Conflitos recentes demonstraram que enxames de aeronaves baratas podem saturar defesas antiaéreas sofisticadas, enquanto plataformas de média e longa duração fornecem inteligência em tempo real, guiando fogos de artilharia e mísseis de precisão. O uso massivo de loitering munitions e quadrirrotores adaptados para lançamento de granadas evidenciou a fusão entre capacidades de reconhecimento e ataque, reduzindo a janela de decisão do oponente. Essas lições impulsionam forças armadas a revisarem doutrinas, integrarem sistemas de guerra eletrônica voltados à defesa anti-drones e, sobretudo, a investirem na formação de recursos humanos capazes de operar esses meios com proficiência tática, exatamente como a Escola de Drones do CIASC se propõe a fazer.

A implantação de sistemas de aeronaves remotamente pilotadas na Marinha do Brasil responde a uma necessidade estratégica de vigilância e proteção da Amazônia Azul. (CIASC)

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O estágio capacitou 21 alunos, 17 militares de diversas Organizações Militares da Marinha do Brasil e quatro Auditores Fiscais de Finanças e Contas da Controladoria-Geral da União. (CIASC/2SG-FN-IF VALDIR)

O Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo (CIASC) concluiu, em 22 de maio, a primeira edição do Estágio de Qualificação Técnica Especial de Operador de Sistemas de Aeronaves Remotamente Pilotadas Categorias 0 e 1 (E-QTEsp-OpSARP-0/1). O curso, realizado entre os dias 5 e 22 de maio, representa o marco inaugural das atividades da Escola de Drones, inaugurada em 17 de março de 2026 como a primeira instituição militar brasileira dedicada exclusivamente ao estudo de drones militares.

O estágio capacitou 21 alunos, 17 militares de diversas Organizações Militares da Marinha do Brasil e quatro Auditores Fiscais de Finanças e Contas da Controladoria-Geral da União (CGU), na operação de SARP classe Multirrotor, categorias 0 e 1. O programa enfatizou a pilotagem básica, a obtenção de dados de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (IVR) e o emprego da aeronave como vetor de ataque. Durante as instruções, os discentes desenvolveram competências em segurança operacional, planejamento de missões, observação aérea, consciência situacional e emprego tático dos sistemas remotamente pilotados, em apoio às operações militares.

A cerimônia de encerramento foi presidida pelo Contra-Almirante (FN) Luís Felippe Valentini da Silva, comandante do CIASC, e contou com a presença do Superintendente Adjunto da CGU, Luiz Henrique Gomes Coelho da Silva, evidenciando o alcance interinstitucional da capacitação. Na ocasião, ressaltou-se a centralidade da modernização tecnológica e do adestramento profissional para o fortalecimento operativo da Força, reafirmando o papel estratégico dos SARP tanto nos conflitos contemporâneos quanto nas atividades de apoio a órgãos de Estado. A formatura consolida a doutrina de emprego de sistemas remotamente pilotados no Corpo de Fuzileiros Navais e insere os novos operadores em um grupo qualificado para atuação técnica e operacional.

Alunos no simulador de drone FPV com o instrutor convidado da 9°BIM da França. (CIASC/2SG-FN-IF VALDIR)

A implantação de sistemas de aeronaves remotamente pilotadas na Marinha do Brasil responde a uma necessidade estratégica de vigilância e proteção da Amazônia Azul, área marítima de cerca de 5,7 milhões de km², onde se concentram rotas comerciais, reservas de petróleo e gás, e recursos pesqueiros. Os SARP embarcados e baseados em terra ampliam a capacidade de monitoramento do tráfego marítimo, a detecção de ilícitos transfronteiriços, a busca e salvamento e o apoio a operações de paz, com custo operacional inferior ao de aeronaves tripuladas e menor exposição de pessoal. A qualificação de operadores em cursos como o E-QTEsp-OpSARP-0/1 é, condição indispensável para que a Esquadra disponha de vetores orgânicos de sensoriamento e ataque, integrados às plataformas de superfície e aos grupamentos de Fuzileiros Navais, em consonância com as demandas da guerra naval moderna.

No cenário bélico contemporâneo, os drones e SARP reconfiguraram as dinâmicas do campo de batalha, atuando como multiplicadores de força acessíveis a uma ampla gama de atores. Conflitos recentes demonstraram que enxames de aeronaves baratas podem saturar defesas antiaéreas sofisticadas, enquanto plataformas de média e longa duração fornecem inteligência em tempo real, guiando fogos de artilharia e mísseis de precisão. O uso massivo de loitering munitions e quadrirrotores adaptados para lançamento de granadas evidenciou a fusão entre capacidades de reconhecimento e ataque, reduzindo a janela de decisão do oponente. Essas lições impulsionam forças armadas a revisarem doutrinas, integrarem sistemas de guerra eletrônica voltados à defesa anti-drones e, sobretudo, a investirem na formação de recursos humanos capazes de operar esses meios com proficiência tática, exatamente como a Escola de Drones do CIASC se propõe a fazer.

A implantação de sistemas de aeronaves remotamente pilotadas na Marinha do Brasil responde a uma necessidade estratégica de vigilância e proteção da Amazônia Azul. (CIASC)

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