Eurosatory 2026 destaca a transformação e os desafios da defesa europeia

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Eurosatory 2026 destaca a transformação e os desafios da defesa europeia

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A Eurosatory, reconhecida como a maior feira global dedicada à defesa e segurança terrestre e aeroterrestre, tem sido um palco crucial para a evolução estratégica e tecnológica no setor. Realizada bianualmente na região de Paris, este evento de magnitude internacional congrega uma diversidade de atores essenciais, incluindo as forças armadas de diversas nações, líderes e representantes da indústria de defesa, comunidades de pesquisa e delegações oficiais provenientes de todos os continentes. Para a edição de 2026, o Ministério das Forças Armadas da França explicitou que a feira atuaria como uma vitrine para as transformações em curso nas capacidades terrestres e aeroterrestres francesas, refletindo um compromisso com a modernização e a adaptação aos cenários de segurança contemporâneos.

O evento de 2026, conforme reportagem e fotos de Jean François Auran, foi sediado em Villepinte, na região de Paris, durante o mês de junho. Esta edição registrou um crescimento notável em sua participação, reunindo 2.640 expositores de 68 países distintos, o que representou um aumento de 30% em comparação com o ano de 2024. Entre os expositores internacionais, destacaram-se 220 empresas da Alemanha e 180 dos Estados Unidos, evidenciando a amplitude e o interesse global no evento. Adicionalmente, a feira atraiu 440 delegações oficiais, um aumento de 30% em relação às 330 delegações de 2024, reforçando seu papel como fórum estratégico para governos e instituições militares. A programação incluiu mais de 100 conferências, com a participação de cerca de 300 palestrantes, proporcionando discussões aprofundadas sobre os temas mais prementes da defesa. A estrutura da Eurosatory 2026 foi organizada em torno de quatro eixos principais, que delinearam as prioridades estratégicas e tecnológicas do setor: a busca pela superioridade multidomínio, que abrange cibernética, espaço, inteligência artificial e os novos desafios digitais; o desenvolvimento do combate à distância, manobras terrestres e aeromobilidade; a expansão da segurança global, com foco na prevenção de riscos e gestão de crises; e, por fim, a resiliência industrial e o conceito de economia de guerra, que se mostraram essenciais no contexto geopolítico atual.

Desafios e tendências na defesa europeia

A edição de 2026 da Eurosatory funcionou como um espelho das transformações e dos desafios que atualmente moldam o setor de defesa europeu. Entre as tendências mais proeminentes, observou-se a urgência em acelerar os ritmos industriais para atender às demandas crescentes, a imperativa busca por inovação tecnológica que possa conferir vantagens competitivas, e o fortalecimento da resiliência das cadeias de abastecimento, que se mostraram vulneráveis em crises recentes. Um foco central reside na preparação das forças para a eventualidade de conflitos de alta intensidade, uma preocupação que ganha relevância no atual panorama geopolítico, e o consequente fortalecimento da cooperação europeia, buscando uma abordagem mais coesa e eficiente. A modernização das forças terrestres permanece um pilar fundamental da feira, com a apresentação de programas que abrangem desde sistemas de artilharia e veículos blindados de nova geração até complexos sistemas de combate robotizados. Essas iniciativas ilustram a forma como as forças armadas estão se adaptando e evoluindo para atender às necessidades operacionais em constante mudança.

Os conflitos recentes, notadamente o da Ucrânia, serviram como catalisadores para a reavaliação de doutrinas e o aprimoramento de capacidades. Essas experiências destacaram a criticidade dos disparos de longo alcance, a necessidade de mobilidade aprimorada no campo de batalha, a importância da capacidade de sobrevivência das tropas e equipamentos, e a habilidade de operar eficazmente em ambientes cada vez mais contestados e complexos. No âmbito francês, o Ministério das Forças Armadas enfatiza que a transformação das capacidades aeroterrestres do país está alicerçada em uma integração progressiva e abrangente de tecnologias avançadas. Isso inclui o uso intensivo de drones para vigilância e ataque, a aplicação de robótica em diversas funções de apoio e combate, a utilização de munições teleoperadas que aumentam a precisão e reduzem o risco para os operadores, o desenvolvimento de capacidades robustas de guerra eletrônica, a implementação de sistemas de comando digitalizados para otimizar a coordenação e a tomada de decisões, e a exploração da inteligência artificial para análise de dados e automação de processos.

A cibersegurança, antes um aspecto secundário, ascendeu ao status de condição sine qua non para o poder militar no século XXI. A digitalização das forças, que por muito tempo foi apresentada como uma promessa de aceleração – com mais sensores, mais dados, mais coordenação, mais precisão e mais conectividade – continua a ter seu valor. Contudo, essa promessa agora vem acompanhada de seu reverso: quanto mais conectada uma força se torna, maior é sua dependência de suas conexões, e, consequentemente, mais vulnerável ela se torna a ataques cibernéticos. Este cenário exige investimentos substanciais em defesa cibernética para proteger infraestruturas críticas e sistemas de comunicação.

A Espanha exemplifica essa dinâmica de modernização com a renovação de vários componentes essenciais de suas forças terrestres. Um programa ambicioso visa a substituição de plataformas obsoletas por equipamentos de nova geração. Isso inclui um obus autopropelido sobre esteiras de 155 mm e um canhão autopropelido sobre rodas do mesmo calibre, ambos incorporando tecnologias da **Hanwha Aerospace**. O obus autopropelido sobre esteiras está programado para substituir os **M109A5** espanhóis, enquanto o canhão autopropelido sobre rodas irá substituir os sistemas rebocados considerados obsoletos. Complementando esses esforços, outros projetos importantes estão em andamento, como um veículo de combate anfíbio 8×8, desenvolvido especificamente para os fuzileiros navais espanhóis, que substituirá os atuais **Piranha**. Adicionalmente, está sendo introduzido um colocador de pontes sobre rodas, capaz de instalar um vão de 24 metros e suportar veículos militares de classe 80, o que aprimorará significativamente a capacidade de mobilidade e projeção de força em diferentes terrenos.

Novas plataformas e cooperação internacional

No segmento de veículos blindados, a Eurosatory 2026 apresentou inovações notáveis e parcerias estratégicas. A Espanha exibiu o **VAMTAC AX4**, um veículo de proteção contra emboscadas resistentes a minas (MRAP) construído sobre o chassi do **VAMTAC ST5**. Com um peso de 17 toneladas, o **VAMTAC AX4** oferece níveis de proteção balística que podem atingir o nível 4 e proteção contraminas de nível 3, garantindo maior segurança para o pessoal em ambientes hostis. A empresa canadense **INKAS** também marcou presença com a apresentação do **MRAP M1** durante as demonstrações dinâmicas da feira. Este veículo foi desenvolvido em colaboração com a **KNDS Mobility**, anteriormente conhecida como **Texelis**, que faz parte do renomado grupo **KNDS**. Essa parceria ressalta a importância da colaboração internacional no desenvolvimento de soluções de defesa avançadas.

Uma das soluções mais inovadoras em destaque foi o **DORCUS (Deployable Off-Road Combat Unit System)**, fruto de uma colaboração franco-brasileira entre a **MAC JEE** e a **SOFRAME**. O **DORCUS** é uma solução blindada de apoio de fogo, concebida pela **SOFRAME**, especialista em sistemas de armas e foguetes guiados e não guiados, e pela **MAC JEE**. Esta plataforma se distingue pela integração de um lançador múltiplo de foguetes retrátil, combinando discrição operacional, alta mobilidade tática, rápida mobilização em campo e um substancial poder de fogo, elementos cruciais para operações modernas.

A **Gendarmerie Nationale** da França continua a receber um número crescente de veículos de segurança interna **Centaur 4×4 (ISV)**, que estão em processo de substituição da antiga frota de **VBRG**, em serviço há mais de quatro décadas. Embora os números oficiais de produção não tenham sido divulgados publicamente, estima-se que mais de 70 desses veículos já foram encomendados, e a produção segue em ritmo contínuo para modernizar as capacidades da força. No estande da **SOFRAME**, o ambiente era de otimismo, especialmente em função dos estudos do fabricante brasileiro **Mac Jay** sobre a possibilidade de montar um lançador de foguetes em um dos veículos blindados de fabrico alsaciano. Essa potencial colaboração reforça a tendência de parcerias estratégicas e o intercâmbio de tecnologias entre países, visando o desenvolvimento de sistemas de defesa mais robustos e adaptáveis aos desafios contemporâneos.

A Eurosatory 2026, portanto, consolidou-se como um termômetro das inovações e estratégias que redefinem o futuro da defesa e segurança. As discussões sobre superioridade multidomínio, o aprimoramento do combate à distância, a gestão de crises e a resiliência industrial são reflexos diretos dos desafios geopolíticos atuais. A participação crescente e a diversidade de tecnologias apresentadas, desde veículos blindados avançados até sistemas cibernéticos complexos, sublinham a importância de uma defesa integrada e cooperativa. Para continuar acompanhando as análises mais aprofundadas sobre defesa, geopolítica e segurança, convidamos você a seguir as redes sociais da OP Magazine e manter-se atualizado com as últimas notícias e tendências do setor.

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A Eurosatory, reconhecida como a maior feira global dedicada à defesa e segurança terrestre e aeroterrestre, tem sido um palco crucial para a evolução estratégica e tecnológica no setor. Realizada bianualmente na região de Paris, este evento de magnitude internacional congrega uma diversidade de atores essenciais, incluindo as forças armadas de diversas nações, líderes e representantes da indústria de defesa, comunidades de pesquisa e delegações oficiais provenientes de todos os continentes. Para a edição de 2026, o Ministério das Forças Armadas da França explicitou que a feira atuaria como uma vitrine para as transformações em curso nas capacidades terrestres e aeroterrestres francesas, refletindo um compromisso com a modernização e a adaptação aos cenários de segurança contemporâneos.

O evento de 2026, conforme reportagem e fotos de Jean François Auran, foi sediado em Villepinte, na região de Paris, durante o mês de junho. Esta edição registrou um crescimento notável em sua participação, reunindo 2.640 expositores de 68 países distintos, o que representou um aumento de 30% em comparação com o ano de 2024. Entre os expositores internacionais, destacaram-se 220 empresas da Alemanha e 180 dos Estados Unidos, evidenciando a amplitude e o interesse global no evento. Adicionalmente, a feira atraiu 440 delegações oficiais, um aumento de 30% em relação às 330 delegações de 2024, reforçando seu papel como fórum estratégico para governos e instituições militares. A programação incluiu mais de 100 conferências, com a participação de cerca de 300 palestrantes, proporcionando discussões aprofundadas sobre os temas mais prementes da defesa. A estrutura da Eurosatory 2026 foi organizada em torno de quatro eixos principais, que delinearam as prioridades estratégicas e tecnológicas do setor: a busca pela superioridade multidomínio, que abrange cibernética, espaço, inteligência artificial e os novos desafios digitais; o desenvolvimento do combate à distância, manobras terrestres e aeromobilidade; a expansão da segurança global, com foco na prevenção de riscos e gestão de crises; e, por fim, a resiliência industrial e o conceito de economia de guerra, que se mostraram essenciais no contexto geopolítico atual.

Desafios e tendências na defesa europeia

A edição de 2026 da Eurosatory funcionou como um espelho das transformações e dos desafios que atualmente moldam o setor de defesa europeu. Entre as tendências mais proeminentes, observou-se a urgência em acelerar os ritmos industriais para atender às demandas crescentes, a imperativa busca por inovação tecnológica que possa conferir vantagens competitivas, e o fortalecimento da resiliência das cadeias de abastecimento, que se mostraram vulneráveis em crises recentes. Um foco central reside na preparação das forças para a eventualidade de conflitos de alta intensidade, uma preocupação que ganha relevância no atual panorama geopolítico, e o consequente fortalecimento da cooperação europeia, buscando uma abordagem mais coesa e eficiente. A modernização das forças terrestres permanece um pilar fundamental da feira, com a apresentação de programas que abrangem desde sistemas de artilharia e veículos blindados de nova geração até complexos sistemas de combate robotizados. Essas iniciativas ilustram a forma como as forças armadas estão se adaptando e evoluindo para atender às necessidades operacionais em constante mudança.

Os conflitos recentes, notadamente o da Ucrânia, serviram como catalisadores para a reavaliação de doutrinas e o aprimoramento de capacidades. Essas experiências destacaram a criticidade dos disparos de longo alcance, a necessidade de mobilidade aprimorada no campo de batalha, a importância da capacidade de sobrevivência das tropas e equipamentos, e a habilidade de operar eficazmente em ambientes cada vez mais contestados e complexos. No âmbito francês, o Ministério das Forças Armadas enfatiza que a transformação das capacidades aeroterrestres do país está alicerçada em uma integração progressiva e abrangente de tecnologias avançadas. Isso inclui o uso intensivo de drones para vigilância e ataque, a aplicação de robótica em diversas funções de apoio e combate, a utilização de munições teleoperadas que aumentam a precisão e reduzem o risco para os operadores, o desenvolvimento de capacidades robustas de guerra eletrônica, a implementação de sistemas de comando digitalizados para otimizar a coordenação e a tomada de decisões, e a exploração da inteligência artificial para análise de dados e automação de processos.

A cibersegurança, antes um aspecto secundário, ascendeu ao status de condição sine qua non para o poder militar no século XXI. A digitalização das forças, que por muito tempo foi apresentada como uma promessa de aceleração – com mais sensores, mais dados, mais coordenação, mais precisão e mais conectividade – continua a ter seu valor. Contudo, essa promessa agora vem acompanhada de seu reverso: quanto mais conectada uma força se torna, maior é sua dependência de suas conexões, e, consequentemente, mais vulnerável ela se torna a ataques cibernéticos. Este cenário exige investimentos substanciais em defesa cibernética para proteger infraestruturas críticas e sistemas de comunicação.

A Espanha exemplifica essa dinâmica de modernização com a renovação de vários componentes essenciais de suas forças terrestres. Um programa ambicioso visa a substituição de plataformas obsoletas por equipamentos de nova geração. Isso inclui um obus autopropelido sobre esteiras de 155 mm e um canhão autopropelido sobre rodas do mesmo calibre, ambos incorporando tecnologias da **Hanwha Aerospace**. O obus autopropelido sobre esteiras está programado para substituir os **M109A5** espanhóis, enquanto o canhão autopropelido sobre rodas irá substituir os sistemas rebocados considerados obsoletos. Complementando esses esforços, outros projetos importantes estão em andamento, como um veículo de combate anfíbio 8×8, desenvolvido especificamente para os fuzileiros navais espanhóis, que substituirá os atuais **Piranha**. Adicionalmente, está sendo introduzido um colocador de pontes sobre rodas, capaz de instalar um vão de 24 metros e suportar veículos militares de classe 80, o que aprimorará significativamente a capacidade de mobilidade e projeção de força em diferentes terrenos.

Novas plataformas e cooperação internacional

No segmento de veículos blindados, a Eurosatory 2026 apresentou inovações notáveis e parcerias estratégicas. A Espanha exibiu o **VAMTAC AX4**, um veículo de proteção contra emboscadas resistentes a minas (MRAP) construído sobre o chassi do **VAMTAC ST5**. Com um peso de 17 toneladas, o **VAMTAC AX4** oferece níveis de proteção balística que podem atingir o nível 4 e proteção contraminas de nível 3, garantindo maior segurança para o pessoal em ambientes hostis. A empresa canadense **INKAS** também marcou presença com a apresentação do **MRAP M1** durante as demonstrações dinâmicas da feira. Este veículo foi desenvolvido em colaboração com a **KNDS Mobility**, anteriormente conhecida como **Texelis**, que faz parte do renomado grupo **KNDS**. Essa parceria ressalta a importância da colaboração internacional no desenvolvimento de soluções de defesa avançadas.

Uma das soluções mais inovadoras em destaque foi o **DORCUS (Deployable Off-Road Combat Unit System)**, fruto de uma colaboração franco-brasileira entre a **MAC JEE** e a **SOFRAME**. O **DORCUS** é uma solução blindada de apoio de fogo, concebida pela **SOFRAME**, especialista em sistemas de armas e foguetes guiados e não guiados, e pela **MAC JEE**. Esta plataforma se distingue pela integração de um lançador múltiplo de foguetes retrátil, combinando discrição operacional, alta mobilidade tática, rápida mobilização em campo e um substancial poder de fogo, elementos cruciais para operações modernas.

A **Gendarmerie Nationale** da França continua a receber um número crescente de veículos de segurança interna **Centaur 4×4 (ISV)**, que estão em processo de substituição da antiga frota de **VBRG**, em serviço há mais de quatro décadas. Embora os números oficiais de produção não tenham sido divulgados publicamente, estima-se que mais de 70 desses veículos já foram encomendados, e a produção segue em ritmo contínuo para modernizar as capacidades da força. No estande da **SOFRAME**, o ambiente era de otimismo, especialmente em função dos estudos do fabricante brasileiro **Mac Jay** sobre a possibilidade de montar um lançador de foguetes em um dos veículos blindados de fabrico alsaciano. Essa potencial colaboração reforça a tendência de parcerias estratégicas e o intercâmbio de tecnologias entre países, visando o desenvolvimento de sistemas de defesa mais robustos e adaptáveis aos desafios contemporâneos.

A Eurosatory 2026, portanto, consolidou-se como um termômetro das inovações e estratégias que redefinem o futuro da defesa e segurança. As discussões sobre superioridade multidomínio, o aprimoramento do combate à distância, a gestão de crises e a resiliência industrial são reflexos diretos dos desafios geopolíticos atuais. A participação crescente e a diversidade de tecnologias apresentadas, desde veículos blindados avançados até sistemas cibernéticos complexos, sublinham a importância de uma defesa integrada e cooperativa. Para continuar acompanhando as análises mais aprofundadas sobre defesa, geopolítica e segurança, convidamos você a seguir as redes sociais da OP Magazine e manter-se atualizado com as últimas notícias e tendências do setor.

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