A marinha dos EUA demonstra reabastecimento de USV em alto-mar com conector robótico rebocável

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A marinha dos EUA demonstra reabastecimento de USV em alto-mar com conector robótico rebocável

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Em um avanço significativo para a viabilização de operações não tripuladas persistentes, a Marinha dos Estados Unidos realizou uma demonstração bem-sucedida de reabastecimento em alto-mar. Utilizando um conector robótico rebocável, a equipe conseguiu capturar, reabastecer e liberar repetidamente um veículo de superfície não tripulado (USV). Esta capacidade representa um passo fundamental para estender a autonomia operacional dos USVs, minimizando a necessidade de retorno a portos ou a intervenção de embarcações tripuladas para suporte logístico.

Colaboração estratégica e inovação tecnológica

O projeto, que partiu do conceito à testagem em condições reais em apenas sete meses, é fruto de uma colaboração entre a Marinha e a indústria. A demonstração envolveu o T38, um USV controlado remotamente e de propriedade da Marinha, construído pela Maritime Tactical Systems Inc. (MARTAC), e o dispositivo de captura e conexão rebocável (TCCD) da Sealartec, que é um sistema robótico de reabastecimento. Esta parceria de contratação foi crucial para o Blue Water Instrumentation (BWI) da Naval Air Warfare Center Weapons Division (NAWCWD), permitindo-lhes enfrentar um desafio operacional mais amplo: manter os USVs e seus sensores em posição por períodos prolongados durante testes críticos de capacidades avançadas de longo alcance, sem aumentar a dependência de navios de apoio tripulados.

Spencer Holloway, diretor do Escritório de Capacidades Futuras do BWI, enfatizou a importância desta iniciativa. Ele explicou que, no NAWCWD, o foco imediato é apoiar os testes de sistemas hipersônicos e de disparos de precisão de longo alcance. Esses perfis de voo podem se estender por milhares de milhas além dos limites de alcance fixos, exigindo que os ativos de coleta de dados sejam distribuídos por uma vasta área. Holloway ressaltou que, sempre que um veículo não tripulado precisa retornar ao porto para reabastecer, há uma perda de persistência e cobertura, além de uma interrupção na missão, o que impacta diretamente a coleta contínua de dados e a eficácia operacional.

Detalhes da demonstração e implicações operacionais

Durante a demonstração, realizada em 11 de agosto, a equipe executou dezenas de ciclos completos de captura, reabastecimento e liberação em alto-mar, além de demonstrações no cais, conforme relatado por Holloway. O navio de apoio de treinamento USNS Vindicator (TSV 5) foi o responsável por rebocar o TCCD e transferir um total de 400 galões de combustível para o T38 ao longo do evento. Amitai Peleg, CEO da Sealartec, confirmou que o sistema de reabastecimento completou cerca de 100 ciclos de conexão em poucos dias, evidenciando a robustez e a confiabilidade da tecnologia.

Ronald Raymer, chefe de ramo para integração de capacidade, inovação, ciência e tecnologia no U.S. Fleet Forces Command, também participou da demonstração e destacou que o reabastecimento não tripulado pode fortalecer a prontidão da frota ao possibilitar um uso mais extensivo dos USVs. Raymer explicou que esta capacidade permitirá uma maior dependência de veículos não tripulados em detrimento de embarcações tripuladas, possibilitando o envio de USVs para áreas de maior ameaça sem arriscar tripulações e ativos humanos. Adicionalmente, ele apontou que isso facilitará a distribuição de maior capacidade em uma área sem a necessidade de investir em grandes e caros navios tripulados, sendo o reabastecimento um pilar fundamental para essa estratégia.

O evento ocorreu nas águas próximas à Joint Expeditionary Base Little Creek-Fort Story, na Virgínia, e contou com o patrocínio do U.S. Fleet Forces Command, Naval Surface Warfare Center Dahlgren Division e Naval Surface Warfare Center Carderock Division. Este marco reuniu a BWI, a equipe de gerenciamento de frota do Future Capabilities Office da BWI e os parceiros da indústria MARTAC e Sealartec, que executaram coletivamente a demonstração de reabastecimento em andamento projetada especificamente para USVs. O Escritório de Programa de Módulos de Missão de Navios de Combate Litoral (PMS 420) e o Executivo de Aquisição de Portfólio para Robótica e Sistemas Autônomos da Marinha também forneceram suporte contratual, essencial para a parceria entre BWI, MARTAC e Sealartec e para a realização da demonstração.

Perspectivas futuras e autonomia

Peleg mencionou que a equipe da Sealartec obteve informações valiosas que auxiliarão no refinamento do processo de design do TCCD. Foram identificadas lições importantes sobre processos operacionais mais amplos, incluindo o lançamento, reabastecimento e recuperação de USVs. Um dos principais aprendizados, segundo Peleg, está no roteiro para a transição de um processo de reabastecimento operado remotamente para uma arquitetura totalmente autônoma. No futuro, o USV abordará o dispositivo de reabastecimento, se comunicará por meio de protocolos automatizados e se guiará até a posição correta usando algoritmos de manobra, eliminando virtualmente a dependência humana do ciclo operacional.

Holloway creditou o curto período entre a concepção do TCCD e as demonstrações em água à intensa colaboração entre o governo e a indústria. Essa sinergia permitiu que a equipe respondesse rapidamente a quaisquer mudanças e desafios que surgissem durante o desenvolvimento e os testes do sistema, acelerando significativamente o progresso. Esta abordagem demonstra um modelo eficaz para o desenvolvimento de capacidades tecnológicas críticas no setor de defesa, onde a agilidade e a inovação são imperativas.

Para se manter atualizado sobre os mais recentes avanços em defesa, geopolítica e segurança, siga a OP Magazine em nossas redes sociais e não perca nenhuma análise aprofundada.

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Em um avanço significativo para a viabilização de operações não tripuladas persistentes, a Marinha dos Estados Unidos realizou uma demonstração bem-sucedida de reabastecimento em alto-mar. Utilizando um conector robótico rebocável, a equipe conseguiu capturar, reabastecer e liberar repetidamente um veículo de superfície não tripulado (USV). Esta capacidade representa um passo fundamental para estender a autonomia operacional dos USVs, minimizando a necessidade de retorno a portos ou a intervenção de embarcações tripuladas para suporte logístico.

Colaboração estratégica e inovação tecnológica

O projeto, que partiu do conceito à testagem em condições reais em apenas sete meses, é fruto de uma colaboração entre a Marinha e a indústria. A demonstração envolveu o T38, um USV controlado remotamente e de propriedade da Marinha, construído pela Maritime Tactical Systems Inc. (MARTAC), e o dispositivo de captura e conexão rebocável (TCCD) da Sealartec, que é um sistema robótico de reabastecimento. Esta parceria de contratação foi crucial para o Blue Water Instrumentation (BWI) da Naval Air Warfare Center Weapons Division (NAWCWD), permitindo-lhes enfrentar um desafio operacional mais amplo: manter os USVs e seus sensores em posição por períodos prolongados durante testes críticos de capacidades avançadas de longo alcance, sem aumentar a dependência de navios de apoio tripulados.

Spencer Holloway, diretor do Escritório de Capacidades Futuras do BWI, enfatizou a importância desta iniciativa. Ele explicou que, no NAWCWD, o foco imediato é apoiar os testes de sistemas hipersônicos e de disparos de precisão de longo alcance. Esses perfis de voo podem se estender por milhares de milhas além dos limites de alcance fixos, exigindo que os ativos de coleta de dados sejam distribuídos por uma vasta área. Holloway ressaltou que, sempre que um veículo não tripulado precisa retornar ao porto para reabastecer, há uma perda de persistência e cobertura, além de uma interrupção na missão, o que impacta diretamente a coleta contínua de dados e a eficácia operacional.

Detalhes da demonstração e implicações operacionais

Durante a demonstração, realizada em 11 de agosto, a equipe executou dezenas de ciclos completos de captura, reabastecimento e liberação em alto-mar, além de demonstrações no cais, conforme relatado por Holloway. O navio de apoio de treinamento USNS Vindicator (TSV 5) foi o responsável por rebocar o TCCD e transferir um total de 400 galões de combustível para o T38 ao longo do evento. Amitai Peleg, CEO da Sealartec, confirmou que o sistema de reabastecimento completou cerca de 100 ciclos de conexão em poucos dias, evidenciando a robustez e a confiabilidade da tecnologia.

Ronald Raymer, chefe de ramo para integração de capacidade, inovação, ciência e tecnologia no U.S. Fleet Forces Command, também participou da demonstração e destacou que o reabastecimento não tripulado pode fortalecer a prontidão da frota ao possibilitar um uso mais extensivo dos USVs. Raymer explicou que esta capacidade permitirá uma maior dependência de veículos não tripulados em detrimento de embarcações tripuladas, possibilitando o envio de USVs para áreas de maior ameaça sem arriscar tripulações e ativos humanos. Adicionalmente, ele apontou que isso facilitará a distribuição de maior capacidade em uma área sem a necessidade de investir em grandes e caros navios tripulados, sendo o reabastecimento um pilar fundamental para essa estratégia.

O evento ocorreu nas águas próximas à Joint Expeditionary Base Little Creek-Fort Story, na Virgínia, e contou com o patrocínio do U.S. Fleet Forces Command, Naval Surface Warfare Center Dahlgren Division e Naval Surface Warfare Center Carderock Division. Este marco reuniu a BWI, a equipe de gerenciamento de frota do Future Capabilities Office da BWI e os parceiros da indústria MARTAC e Sealartec, que executaram coletivamente a demonstração de reabastecimento em andamento projetada especificamente para USVs. O Escritório de Programa de Módulos de Missão de Navios de Combate Litoral (PMS 420) e o Executivo de Aquisição de Portfólio para Robótica e Sistemas Autônomos da Marinha também forneceram suporte contratual, essencial para a parceria entre BWI, MARTAC e Sealartec e para a realização da demonstração.

Perspectivas futuras e autonomia

Peleg mencionou que a equipe da Sealartec obteve informações valiosas que auxiliarão no refinamento do processo de design do TCCD. Foram identificadas lições importantes sobre processos operacionais mais amplos, incluindo o lançamento, reabastecimento e recuperação de USVs. Um dos principais aprendizados, segundo Peleg, está no roteiro para a transição de um processo de reabastecimento operado remotamente para uma arquitetura totalmente autônoma. No futuro, o USV abordará o dispositivo de reabastecimento, se comunicará por meio de protocolos automatizados e se guiará até a posição correta usando algoritmos de manobra, eliminando virtualmente a dependência humana do ciclo operacional.

Holloway creditou o curto período entre a concepção do TCCD e as demonstrações em água à intensa colaboração entre o governo e a indústria. Essa sinergia permitiu que a equipe respondesse rapidamente a quaisquer mudanças e desafios que surgissem durante o desenvolvimento e os testes do sistema, acelerando significativamente o progresso. Esta abordagem demonstra um modelo eficaz para o desenvolvimento de capacidades tecnológicas críticas no setor de defesa, onde a agilidade e a inovação são imperativas.

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