Navantia batiza o novo A-21 Poseidón da Marinha Espanhola

|

Navantia batiza o novo A-21 Poseidón da Marinha Espanhola

|

A indústria naval espanhola Navantia realizou a cerimônia de batismo do novo Navio de Ação Marítima para Intervenção Subaquática (BAM-IS) da Marinha Espanhola, o A-21 Poseidón. O evento, que marca um ponto crucial no cronograma do programa, sucede o bem-sucedido lançamento ao mar da embarcação, ocorrido no início da semana, nas instalações do estaleiro de Puerto Real da Navantia. Este programa é projetado para fortalecer substancialmente as capacidades da Marinha Espanhola em resgate de submarinos, apoio a mergulhadores e operações de intervenção em ambientes subaquáticos, consolidando um avanço estratégico para a defesa naval do país.

O Poseidón foi concebido para suceder a embarcação de resgate e salvamento Neptuno, assumindo a posição de plataforma primária da Marinha para todas as operações subaquáticas. A iniciativa para este programa surgiu em resposta direta aos requisitos operacionais emergentes da frota de submarinos S-80, assegurando que haja suporte dedicado e capacidades de resgate avançadas para as tripulações de submarinos ao longo de toda a sua vida operacional. Esta modernização é crucial para manter a prontidão e a segurança das operações submarinas em um contexto de crescente complexidade tecnológica e exigências táticas.

Capacidades multifuncionais para operações subaquáticas

O BAM-IS Poseidón integra uma vasta gama de sistemas avançados em uma única plataforma, destacando-se pela sua versatilidade. Será capaz de realizar o lançamento e operação de veículos de resgate submarino, essenciais para missões de salvamento em profundidade. Adicionalmente, o navio permitirá missões de inspeção e intervenção subaquática utilizando veículos operados remotamente (ROVs) com capacidade de atuação em profundidades de até 3.000 metros, expandindo significativamente o alcance operacional. O projeto da embarcação também inclui a capacidade de realizar intervenções subaquáticas em águas profundas por meio de sistemas de mergulho com mistura de gases, essenciais para operações que excedam os limites do mergulho convencional, e operações de reparo subaquático.

Entre suas funções estratégicas estão a recuperação de objetos submersos, missões de busca e identificação, tratamento hiperbárico para acidentes de mergulho, e a proteção do patrimônio arqueológico subaquático, demonstrando sua importância tanto para a segurança quanto para a preservação histórica. O Poseidón também oferecerá suporte a operações navais convencionais e desempenhará um papel fundamental no treinamento e certificação das unidades de mergulho da Marinha Espanhola, incluindo o apoio direto à Escola Militar de Mergulho, garantindo a qualificação e a prontidão de seu pessoal especializado.

Certificação aliada e interoperabilidade estratégica

Um dos feitos mais notáveis do programa é a obtenção da certificação MOSHIP (Mother Ship for Submarine Rescue Systems) para o Poseidón. Esta certificação designa o navio como a primeira embarcação da Marinha Espanhola capaz de servir como navio-mãe para o Sistema de Resgate de Submarinos da OTAN (NSRS) e para o Sistema de Resgate, Mergulho e Recompressão de Submarinos (SRDRS) da Marinha dos Estados Unidos. Essa capacidade dual é um diferencial estratégico, pois fortalece a contribuição da Espanha para as operações de resgate de submarinos aliadas, elevando seu perfil como parceiro confiável e aprimorando a interoperabilidade com a OTAN e as marinhas de países parceiros em cenários complexos e de alta exigência.

Visão estratégica e colaboração industrial espanhola

O Chefe do Estado-Maior da Marinha Espanhola, Almirante Antonio Piñeiro, ressaltou a relevância do programa como uma “clara demonstração do compromisso com o desenvolvimento tecnológico nacional”. Ele enfatizou o valor intrínseco da cooperação entre a Marinha e a indústria espanhola, afirmando que “tal colaboração constitui uma capacidade estratégica por si só”, sublinhando a importância da autossuficiência e da inovação local para a segurança do país. Ricardo Domínguez, Presidente da Navantia, durante a cerimônia, destacou que o Poseidón “possui capacidades que o tornam verdadeiramente único”. Ele atribuiu este sucesso à estreita colaboração entre a Navantia, o Ministério da Defesa e a Marinha Espanhola, visando assegurar que a Espanha mantenha capacidades de defesa avançadas e adaptáveis em um ambiente estratégico cada vez mais exigente.

Domínguez também afirmou que a embarcação reflete o compromisso com o Plano Marinha 2050, um plano de longo prazo para a modernização da frota, e com o fortalecimento tanto da defesa europeia quanto da autonomia estratégica do continente. A embarcação foi apadrinhada por María Dolores Higueras Rodríguez, a primeira arqueóloga subaquática da Espanha, cuja trajetória profissional está intrinsecamente ligada à exploração e preservação do patrimônio subaquático do país, simbolizando a amplitude das capacidades do navio. A construção do BAM-IS foi iniciada em 2021 e, com o batismo do A-21 Poseidón, o programa atinge mais um marco fundamental em direção à entrega de um dos mais avançados navios de intervenção subaquática e resgate de submarinos em serviço em uma marinha europeia.

Para se manter atualizado sobre os desenvolvimentos mais recentes em defesa, geopolítica e segurança, acompanhe a OP Magazine em nossas redes sociais e não perca nenhuma análise aprofundada. Siga-nos agora e esteja à frente das notícias que moldam o cenário global!

Share this content on your social networks:

Translate your content for a better experience:

A indústria naval espanhola Navantia realizou a cerimônia de batismo do novo Navio de Ação Marítima para Intervenção Subaquática (BAM-IS) da Marinha Espanhola, o A-21 Poseidón. O evento, que marca um ponto crucial no cronograma do programa, sucede o bem-sucedido lançamento ao mar da embarcação, ocorrido no início da semana, nas instalações do estaleiro de Puerto Real da Navantia. Este programa é projetado para fortalecer substancialmente as capacidades da Marinha Espanhola em resgate de submarinos, apoio a mergulhadores e operações de intervenção em ambientes subaquáticos, consolidando um avanço estratégico para a defesa naval do país.

O Poseidón foi concebido para suceder a embarcação de resgate e salvamento Neptuno, assumindo a posição de plataforma primária da Marinha para todas as operações subaquáticas. A iniciativa para este programa surgiu em resposta direta aos requisitos operacionais emergentes da frota de submarinos S-80, assegurando que haja suporte dedicado e capacidades de resgate avançadas para as tripulações de submarinos ao longo de toda a sua vida operacional. Esta modernização é crucial para manter a prontidão e a segurança das operações submarinas em um contexto de crescente complexidade tecnológica e exigências táticas.

Capacidades multifuncionais para operações subaquáticas

O BAM-IS Poseidón integra uma vasta gama de sistemas avançados em uma única plataforma, destacando-se pela sua versatilidade. Será capaz de realizar o lançamento e operação de veículos de resgate submarino, essenciais para missões de salvamento em profundidade. Adicionalmente, o navio permitirá missões de inspeção e intervenção subaquática utilizando veículos operados remotamente (ROVs) com capacidade de atuação em profundidades de até 3.000 metros, expandindo significativamente o alcance operacional. O projeto da embarcação também inclui a capacidade de realizar intervenções subaquáticas em águas profundas por meio de sistemas de mergulho com mistura de gases, essenciais para operações que excedam os limites do mergulho convencional, e operações de reparo subaquático.

Entre suas funções estratégicas estão a recuperação de objetos submersos, missões de busca e identificação, tratamento hiperbárico para acidentes de mergulho, e a proteção do patrimônio arqueológico subaquático, demonstrando sua importância tanto para a segurança quanto para a preservação histórica. O Poseidón também oferecerá suporte a operações navais convencionais e desempenhará um papel fundamental no treinamento e certificação das unidades de mergulho da Marinha Espanhola, incluindo o apoio direto à Escola Militar de Mergulho, garantindo a qualificação e a prontidão de seu pessoal especializado.

Certificação aliada e interoperabilidade estratégica

Um dos feitos mais notáveis do programa é a obtenção da certificação MOSHIP (Mother Ship for Submarine Rescue Systems) para o Poseidón. Esta certificação designa o navio como a primeira embarcação da Marinha Espanhola capaz de servir como navio-mãe para o Sistema de Resgate de Submarinos da OTAN (NSRS) e para o Sistema de Resgate, Mergulho e Recompressão de Submarinos (SRDRS) da Marinha dos Estados Unidos. Essa capacidade dual é um diferencial estratégico, pois fortalece a contribuição da Espanha para as operações de resgate de submarinos aliadas, elevando seu perfil como parceiro confiável e aprimorando a interoperabilidade com a OTAN e as marinhas de países parceiros em cenários complexos e de alta exigência.

Visão estratégica e colaboração industrial espanhola

O Chefe do Estado-Maior da Marinha Espanhola, Almirante Antonio Piñeiro, ressaltou a relevância do programa como uma “clara demonstração do compromisso com o desenvolvimento tecnológico nacional”. Ele enfatizou o valor intrínseco da cooperação entre a Marinha e a indústria espanhola, afirmando que “tal colaboração constitui uma capacidade estratégica por si só”, sublinhando a importância da autossuficiência e da inovação local para a segurança do país. Ricardo Domínguez, Presidente da Navantia, durante a cerimônia, destacou que o Poseidón “possui capacidades que o tornam verdadeiramente único”. Ele atribuiu este sucesso à estreita colaboração entre a Navantia, o Ministério da Defesa e a Marinha Espanhola, visando assegurar que a Espanha mantenha capacidades de defesa avançadas e adaptáveis em um ambiente estratégico cada vez mais exigente.

Domínguez também afirmou que a embarcação reflete o compromisso com o Plano Marinha 2050, um plano de longo prazo para a modernização da frota, e com o fortalecimento tanto da defesa europeia quanto da autonomia estratégica do continente. A embarcação foi apadrinhada por María Dolores Higueras Rodríguez, a primeira arqueóloga subaquática da Espanha, cuja trajetória profissional está intrinsecamente ligada à exploração e preservação do patrimônio subaquático do país, simbolizando a amplitude das capacidades do navio. A construção do BAM-IS foi iniciada em 2021 e, com o batismo do A-21 Poseidón, o programa atinge mais um marco fundamental em direção à entrega de um dos mais avançados navios de intervenção subaquática e resgate de submarinos em serviço em uma marinha europeia.

Para se manter atualizado sobre os desenvolvimentos mais recentes em defesa, geopolítica e segurança, acompanhe a OP Magazine em nossas redes sociais e não perca nenhuma análise aprofundada. Siga-nos agora e esteja à frente das notícias que moldam o cenário global!

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

últimas notícias