Trump já foi cauteloso sobre mudança de regime no Irã: o que o fez mudar de ideia

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Trump já foi cauteloso sobre mudança de regime no Irã: o que o fez mudar de ideia

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A operação militar de sábado contra o Irã, desencadeada sob a presidência de Donald Trump, marcou uma evolução dramática na sua tolerância ao risco estratégico. Em questão de poucos meses, a administração Trump ajustou significativamente a extensão do uso do poderio militar americano para confrontar o regime clerical de Teerã. Esta mudança de postura representou um afastamento notável das abordagens anteriores, indicando uma reavaliação fundamental das linhas vermelhas previamente estabelecidas em relação às ações contra a liderança iraniana.

Neste contexto de escalada, as salvaguardas que outrora definiam os limites da intervenção foram postas de lado. O presidente Trump, em coordenação estratégica com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, autorizou um plano de batalha que incluía ataques direcionados à cúpula da liderança iraniana. Entre os alvos estava o Aiatolá Ali Khamenei, Líder Supremo de 86 anos, cuja morte foi anunciada triunfalmente por Trump numa publicação em redes sociais, horas após o lançamento da operação militar, sublinhando a natureza ousada e sem precedentes da iniciativa.

A decisão de Trump contrastou acentuadamente com a sua posição de apenas oito meses antes. Durante o conflito de 12 dias entre Israel e Irã, ocorrido em junho do ano anterior, e sob forte pressão israelense, Trump havia concordado em empregar bombardeiros B-2 para atingir três instalações nucleares iranianas cruciais. No entanto, ele traçou uma linha vermelha explícita quando a administração israelense apresentou um plano que visava a eliminação de Khamenei, indicando uma distinção clara entre a destruição de infraestrutura e o assassinato de uma figura religiosa e política de tal proeminência.

Naquela ocasião, em junho, o presidente americano havia endereçado ao Líder Supremo ameaças veladas, sugerindo a capacidade de eliminá-lo caso fosse essa a sua vontade. Contudo, rejeitou o plano israelense especificamente pela preocupação com a potencial desestabilização regional que tal ato poderia acarretar. A morte do Aiatolá Khamenei, uma figura central na estrutura de poder e na coesão do Irã, poderia, de fato, criar um vácuo de poder imprevisível, incitando conflitos internos ou retaliatórios em uma região já volátil.

Essa cautela, entretanto, foi abandonada no sábado. Trump não apenas anunciou a morte de Khamenei, mas, em um movimento coordenado, o exército israelense confirmou a eliminação do ministro da Defesa do Irã e do comandante da Guarda Revolucionária. Em um desenvolvimento posterior na madrugada de domingo, a mídia estatal iraniana reportou a morte do Líder Supremo de 86 anos, embora sem oferecer detalhes sobre a causa, o que adicionou uma camada de ambiguidade à narrativa oficial e consolidou a percepção de uma operação de alta envergadura com alvos estratégicos.

Em sua declaração pública, o então presidente Trump afirmou: “Khamenei não conseguiu evitar nossos sistemas de inteligência e rastreamento altamente sofisticados e, trabalhando em estreita colaboração com Israel, não havia nada que ele, ou os outros líderes que foram mortos junto com ele, pudessem fazer.” A declaração, veiculada com tom de triunfo, reforçou a capacidade conjunta de inteligência e operação entre os Estados Unidos e Israel. Ele prosseguiu, descrevendo o evento como “a maior chance para o povo iraniano retomar seu país”, uma clara tentativa de fomentar dissidência interna e impulsionar uma mudança de regime a partir de dentro.

A perda da paciência de Trump com Teerã

Apesar da ação militar decisiva, Trump havia buscado negociações com o Irã por muitos meses antes da operação. Autoridades da administração informaram à imprensa, sob condição de anonimato dada a sensibilidade das conversações, que foram oferecidas a Teerã diversas alternativas para desenvolver um programa nuclear pacífico, estritamente para fins civis. Essas propostas incluíam até mesmo a oferta de combustível nuclear gratuito em caráter perpétuo, o que representaria um incentivo substancial para a adesão iraniana a um acordo transparente e verificável, sem o risco de proliferação de armas.

Contudo, essas mesmas autoridades, que não estavam autorizadas a comentar publicamente, expressaram que se tornou evidente a intenção do Irã de enriquecer urânio para a produção de uma arma nuclear, e não apenas para uso civil. Um dos interlocutores chegou a afirmar que as propostas americanas foram recebidas com “jogos, truques e táticas de protelação” por parte dos negociadores iranianos. Essa percepção de má-fé e a aparente inflexibilidade iraniana corroeram a confiança e a paciência da administração Trump, que interpretou as ações de Teerã como um obstáculo deliberado ao progresso diplomático.

A ordem para lançar os ataques surgiu apenas dois dias após Trump ter enviado seus emissários especiais, Steve Witkoff e Jared Kushner, para uma nova rodada de negociações com autoridades iranianas. Aliados no Oriente Médio e na Europa, cientes da escalada de tensões, estavam urgindo a administração americana a conceder mais tempo às negociações. No entanto, o envio dos emissários e a subsequente ordem de ataque evidenciaram que Trump estava chegando ao limite de sua paciência diplomática, sinalizando que a janela para soluções negociadas estava se fechando rapidamente.

Ali Vaez, diretor do projeto Irã no International Crisis Group, comentou sobre as implicações dessa escalada, advertindo que “as consequências provavelmente serão tão amplas quanto incertas: dentro do sistema que detém o poder por quase cinco décadas, entre o governo e uma população insatisfeita, e entre o Irã e seus adversários.” Ele enfatizou que, embora o regime iraniano estivesse enfraquecido por fatores internos e externos, a percepção de que este confronto representava uma luta de tudo ou nada pela sua própria sobrevivência poderia impelir Teerã a reagir com todas as ferramentas ainda disponíveis, aumentando o risco de uma conflagração regional.

A reavaliação do cálculo de risco

Os ataques de sábado não foram um evento isolado, mas o culminar de uma série de ações provocativas anteriores contra o Irã que, segundo a análise de Aaron David Miller, ex-conselheiro em questões do Oriente Médio para administrações Democratas e Republicanas ao longo de duas décadas, resultaram em reações limitadas. Essa percepção de “pouco custo ou consequência” pareceu moldar a recalibração do cálculo de risco de Trump, levando-o a crer que poderia agir com maior audácia sem provocar uma retaliação devastadora.

Um marco crucial nessa escalada foi a retirada de Trump, em 2018, do acordo nuclear com o Irã, o Plano de Ação Abrangente Conjunto (JCPOA), negociado pela administração do presidente Democrata Barack Obama. Essa decisão unilateral representou uma reversão da política externa anterior e reimplantou sanções severas, aumentando a pressão econômica sobre Teerã e elevando o nível de antagonismo entre os dois países.

Em 2020, Trump ordenou um ataque de drone que resultou na morte do general Qassem Soleimani, uma figura proeminente e líder da Força Quds, a unidade de elite da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. Na época, a eliminação de Soleimani foi considerada a ação militar mais provocativa dos EUA no Oriente Médio desde a invasão do Iraque em 2003, sob o presidente George W. Bush, para derrubar Saddam Hussein, demonstrando uma escalada sem precedentes na confrontação direta.

Subsequentemente, em junho do ano passado, Trump ordenou ataques às instalações nucleares do Irã, declarando publicamente que tais ações haviam “obliterado” o programa nuclear iraniano. Embora a veracidade e a extensão do impacto dessa declaração sejam objeto de debate entre especialistas, a proclamação serviu para reforçar a imagem de uma administração disposta a usar a força para desmantelar as capacidades nucleares de Teerã.

Aaron David Miller, atualmente pesquisador sênior no Carnegie Endowment for International Peace, observou que “ele [Trump] fez todas essas coisas sem custo ou consequência para ele.” Miller caracterizou o comportamento de Trump como “pronto para o risco”, sugerindo que essa disposição é uma parte intrínseca de sua personalidade e estilo de liderança. Essa leitura sugere que a falta de uma resposta iraniana robusta e eficaz a ações anteriores encorajou o presidente a avançar com medidas mais drásticas.

Autoridades da administração Trump haviam publicamente exigido que Teerã abandonasse seus programas de armas nucleares e mísseis balísticos, além de encerrar o apoio a seus representantes armados regionais. Contudo, relataram que Teerã se recusou a engajar em discussões significativas sobre as preocupações relativas aos mísseis e aos proxies, que são cruciais para a projeção de poder iraniano e a desestabilização regional, incluindo o apoio a grupos como o Hezbollah no Líbano e os Houthis no Iêmen.

A rigidez do Irã, manifestada em um momento de extrema vulnerabilidade – com sua economia em colapso devido a décadas de sanções e seu aparato militar desgastado pela guerra do ano anterior – surpreendeu a administração Trump. Esta intransigência, apesar da fragilidade interna e externa, foi interpretada como um sinal de que a diplomacia tradicional não surtiria efeito, reforçando a inclinação para uma abordagem mais assertiva.

Mesmo antes do encerramento da última rodada de negociações, que terminou na quinta-feira, havia sinais claros de que Trump estava se inclinando para a ação militar. A decisão final não parece ter sido precipitada, mas sim o resultado de uma acumulação de frustrações diplomáticas e uma reavaliação estratégica de longo prazo, culminando na escolha por uma intervenção direta.

Na terça-feira anterior aos ataques, durante seu discurso do Estado da União, Trump já havia afirmado que o Irã estava desenvolvendo mísseis balísticos capazes de alcançar o território americano. Essa declaração serviu como uma justificativa pública e reiterada para a intensificação das ações contra Teerã, ao apresentar o programa de mísseis como uma ameaça direta à segurança nacional dos Estados Unidos, solidificando a narrativa que antecedeu a operação militar.

Para aprofundar a compreensão sobre os complexos desdobramentos na geopolítica do Oriente Médio e as estratégias de segurança global, siga a OP Magazine em nossas redes sociais. Mantenha-se informado com análises aprofundadas e conteúdo exclusivo que desvenda os bastidores dos conflitos e decisões que moldam o cenário internacional.

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A operação militar de sábado contra o Irã, desencadeada sob a presidência de Donald Trump, marcou uma evolução dramática na sua tolerância ao risco estratégico. Em questão de poucos meses, a administração Trump ajustou significativamente a extensão do uso do poderio militar americano para confrontar o regime clerical de Teerã. Esta mudança de postura representou um afastamento notável das abordagens anteriores, indicando uma reavaliação fundamental das linhas vermelhas previamente estabelecidas em relação às ações contra a liderança iraniana.

Neste contexto de escalada, as salvaguardas que outrora definiam os limites da intervenção foram postas de lado. O presidente Trump, em coordenação estratégica com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, autorizou um plano de batalha que incluía ataques direcionados à cúpula da liderança iraniana. Entre os alvos estava o Aiatolá Ali Khamenei, Líder Supremo de 86 anos, cuja morte foi anunciada triunfalmente por Trump numa publicação em redes sociais, horas após o lançamento da operação militar, sublinhando a natureza ousada e sem precedentes da iniciativa.

A decisão de Trump contrastou acentuadamente com a sua posição de apenas oito meses antes. Durante o conflito de 12 dias entre Israel e Irã, ocorrido em junho do ano anterior, e sob forte pressão israelense, Trump havia concordado em empregar bombardeiros B-2 para atingir três instalações nucleares iranianas cruciais. No entanto, ele traçou uma linha vermelha explícita quando a administração israelense apresentou um plano que visava a eliminação de Khamenei, indicando uma distinção clara entre a destruição de infraestrutura e o assassinato de uma figura religiosa e política de tal proeminência.

Naquela ocasião, em junho, o presidente americano havia endereçado ao Líder Supremo ameaças veladas, sugerindo a capacidade de eliminá-lo caso fosse essa a sua vontade. Contudo, rejeitou o plano israelense especificamente pela preocupação com a potencial desestabilização regional que tal ato poderia acarretar. A morte do Aiatolá Khamenei, uma figura central na estrutura de poder e na coesão do Irã, poderia, de fato, criar um vácuo de poder imprevisível, incitando conflitos internos ou retaliatórios em uma região já volátil.

Essa cautela, entretanto, foi abandonada no sábado. Trump não apenas anunciou a morte de Khamenei, mas, em um movimento coordenado, o exército israelense confirmou a eliminação do ministro da Defesa do Irã e do comandante da Guarda Revolucionária. Em um desenvolvimento posterior na madrugada de domingo, a mídia estatal iraniana reportou a morte do Líder Supremo de 86 anos, embora sem oferecer detalhes sobre a causa, o que adicionou uma camada de ambiguidade à narrativa oficial e consolidou a percepção de uma operação de alta envergadura com alvos estratégicos.

Em sua declaração pública, o então presidente Trump afirmou: “Khamenei não conseguiu evitar nossos sistemas de inteligência e rastreamento altamente sofisticados e, trabalhando em estreita colaboração com Israel, não havia nada que ele, ou os outros líderes que foram mortos junto com ele, pudessem fazer.” A declaração, veiculada com tom de triunfo, reforçou a capacidade conjunta de inteligência e operação entre os Estados Unidos e Israel. Ele prosseguiu, descrevendo o evento como “a maior chance para o povo iraniano retomar seu país”, uma clara tentativa de fomentar dissidência interna e impulsionar uma mudança de regime a partir de dentro.

A perda da paciência de Trump com Teerã

Apesar da ação militar decisiva, Trump havia buscado negociações com o Irã por muitos meses antes da operação. Autoridades da administração informaram à imprensa, sob condição de anonimato dada a sensibilidade das conversações, que foram oferecidas a Teerã diversas alternativas para desenvolver um programa nuclear pacífico, estritamente para fins civis. Essas propostas incluíam até mesmo a oferta de combustível nuclear gratuito em caráter perpétuo, o que representaria um incentivo substancial para a adesão iraniana a um acordo transparente e verificável, sem o risco de proliferação de armas.

Contudo, essas mesmas autoridades, que não estavam autorizadas a comentar publicamente, expressaram que se tornou evidente a intenção do Irã de enriquecer urânio para a produção de uma arma nuclear, e não apenas para uso civil. Um dos interlocutores chegou a afirmar que as propostas americanas foram recebidas com “jogos, truques e táticas de protelação” por parte dos negociadores iranianos. Essa percepção de má-fé e a aparente inflexibilidade iraniana corroeram a confiança e a paciência da administração Trump, que interpretou as ações de Teerã como um obstáculo deliberado ao progresso diplomático.

A ordem para lançar os ataques surgiu apenas dois dias após Trump ter enviado seus emissários especiais, Steve Witkoff e Jared Kushner, para uma nova rodada de negociações com autoridades iranianas. Aliados no Oriente Médio e na Europa, cientes da escalada de tensões, estavam urgindo a administração americana a conceder mais tempo às negociações. No entanto, o envio dos emissários e a subsequente ordem de ataque evidenciaram que Trump estava chegando ao limite de sua paciência diplomática, sinalizando que a janela para soluções negociadas estava se fechando rapidamente.

Ali Vaez, diretor do projeto Irã no International Crisis Group, comentou sobre as implicações dessa escalada, advertindo que “as consequências provavelmente serão tão amplas quanto incertas: dentro do sistema que detém o poder por quase cinco décadas, entre o governo e uma população insatisfeita, e entre o Irã e seus adversários.” Ele enfatizou que, embora o regime iraniano estivesse enfraquecido por fatores internos e externos, a percepção de que este confronto representava uma luta de tudo ou nada pela sua própria sobrevivência poderia impelir Teerã a reagir com todas as ferramentas ainda disponíveis, aumentando o risco de uma conflagração regional.

A reavaliação do cálculo de risco

Os ataques de sábado não foram um evento isolado, mas o culminar de uma série de ações provocativas anteriores contra o Irã que, segundo a análise de Aaron David Miller, ex-conselheiro em questões do Oriente Médio para administrações Democratas e Republicanas ao longo de duas décadas, resultaram em reações limitadas. Essa percepção de “pouco custo ou consequência” pareceu moldar a recalibração do cálculo de risco de Trump, levando-o a crer que poderia agir com maior audácia sem provocar uma retaliação devastadora.

Um marco crucial nessa escalada foi a retirada de Trump, em 2018, do acordo nuclear com o Irã, o Plano de Ação Abrangente Conjunto (JCPOA), negociado pela administração do presidente Democrata Barack Obama. Essa decisão unilateral representou uma reversão da política externa anterior e reimplantou sanções severas, aumentando a pressão econômica sobre Teerã e elevando o nível de antagonismo entre os dois países.

Em 2020, Trump ordenou um ataque de drone que resultou na morte do general Qassem Soleimani, uma figura proeminente e líder da Força Quds, a unidade de elite da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. Na época, a eliminação de Soleimani foi considerada a ação militar mais provocativa dos EUA no Oriente Médio desde a invasão do Iraque em 2003, sob o presidente George W. Bush, para derrubar Saddam Hussein, demonstrando uma escalada sem precedentes na confrontação direta.

Subsequentemente, em junho do ano passado, Trump ordenou ataques às instalações nucleares do Irã, declarando publicamente que tais ações haviam “obliterado” o programa nuclear iraniano. Embora a veracidade e a extensão do impacto dessa declaração sejam objeto de debate entre especialistas, a proclamação serviu para reforçar a imagem de uma administração disposta a usar a força para desmantelar as capacidades nucleares de Teerã.

Aaron David Miller, atualmente pesquisador sênior no Carnegie Endowment for International Peace, observou que “ele [Trump] fez todas essas coisas sem custo ou consequência para ele.” Miller caracterizou o comportamento de Trump como “pronto para o risco”, sugerindo que essa disposição é uma parte intrínseca de sua personalidade e estilo de liderança. Essa leitura sugere que a falta de uma resposta iraniana robusta e eficaz a ações anteriores encorajou o presidente a avançar com medidas mais drásticas.

Autoridades da administração Trump haviam publicamente exigido que Teerã abandonasse seus programas de armas nucleares e mísseis balísticos, além de encerrar o apoio a seus representantes armados regionais. Contudo, relataram que Teerã se recusou a engajar em discussões significativas sobre as preocupações relativas aos mísseis e aos proxies, que são cruciais para a projeção de poder iraniano e a desestabilização regional, incluindo o apoio a grupos como o Hezbollah no Líbano e os Houthis no Iêmen.

A rigidez do Irã, manifestada em um momento de extrema vulnerabilidade – com sua economia em colapso devido a décadas de sanções e seu aparato militar desgastado pela guerra do ano anterior – surpreendeu a administração Trump. Esta intransigência, apesar da fragilidade interna e externa, foi interpretada como um sinal de que a diplomacia tradicional não surtiria efeito, reforçando a inclinação para uma abordagem mais assertiva.

Mesmo antes do encerramento da última rodada de negociações, que terminou na quinta-feira, havia sinais claros de que Trump estava se inclinando para a ação militar. A decisão final não parece ter sido precipitada, mas sim o resultado de uma acumulação de frustrações diplomáticas e uma reavaliação estratégica de longo prazo, culminando na escolha por uma intervenção direta.

Na terça-feira anterior aos ataques, durante seu discurso do Estado da União, Trump já havia afirmado que o Irã estava desenvolvendo mísseis balísticos capazes de alcançar o território americano. Essa declaração serviu como uma justificativa pública e reiterada para a intensificação das ações contra Teerã, ao apresentar o programa de mísseis como uma ameaça direta à segurança nacional dos Estados Unidos, solidificando a narrativa que antecedeu a operação militar.

Para aprofundar a compreensão sobre os complexos desdobramentos na geopolítica do Oriente Médio e as estratégias de segurança global, siga a OP Magazine em nossas redes sociais. Mantenha-se informado com análises aprofundadas e conteúdo exclusivo que desvenda os bastidores dos conflitos e decisões que moldam o cenário internacional.

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