O Pentágono está elaborando planos para semanas de operações terrestres no Irã, em um cenário de crescente mobilização de forças militares dos Estados Unidos na região. O Washington Post, citando fontes oficiais americanas, reportou que essas operações poderiam incluir infantaria convencional e forças de operações especiais, mas não uma invasão em larga escala. A decisão sobre a ativação dessas ações, que aumentariam substancialmente o risco para as tropas dos EUA diante de ameaças iranianas, cabe agora ao presidente Donald Trump.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, esclareceu ao Military Times que "É função do Pentágono realizar preparativos para oferecer ao comandante em chefe o máximo de opções". Leavitt frisou que a existência desses planos não significa que o presidente tenha tomado uma decisão, enfatizando o papel de planejamento estratégico do Pentágono sem prejulgar a decisão final da presidência.
Aumento da presença militar dos EUA na região
A divulgação do relatório do Washington Post coincide com um intenso deslocamento de ativos militares dos Estados Unidos para o Oriente Médio. Este influxo demonstra uma postura de prontidão e dissuasão de Washington em resposta às tensões com o Irã.
Na última sexta-feira, fuzileiros navais e marinheiros do Grupo de Prontidão Anfíbia Tripoli chegaram às águas do Comando Central dos EUA (CENTCOM). Liderado pelo navio de assalto anfíbio USS Tripoli, o grupo transporta a 31ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais, uma força de resposta rápida. Partindo de Sasebo, Japão, sua mobilização sublinha a capacidade de projeção de poder global dos EUA.
O Pentágono também confirmou o desdobramento de elementos da sede da 82ª Divisão Aerotransportada e de uma brigada de combate associada para o Oriente Médio. A 82ª Divisão, sediada em Fort Bragg, Carolina do Norte, é a força de reação rápida do Exército dos EUA, uma das primeiras unidades enviadas em crises. O envio de uma brigada de combate, formação tática com milhares de soldados, eleva a capacidade terrestre na região.
Ataques iranianos e o contexto da Operação Epic Fury
Este reforço militar ocorre após hostilidades recentes, incluindo um ataque iraniano com mísseis e drones na última sexta-feira. Visando a Base Aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita, instalação crucial para operações americanas, o incidente feriu doze militares dos EUA, dois deles gravemente.
O ataque danificou diversas aeronaves dos EUA, como um E-3 Sentry AWACS, vital para vigilância aérea, e múltiplos aviões-tanque KC-135, essenciais para reabastecimento em voo. Tais danos impactam a capacidade operacional. Este incidente insere-se na "Operação Epic Fury", empreendimento conjunto de forças dos Estados Unidos e de Israel contra a República Islâmica do Irã, iniciado em 28 de fevereiro, que acumulou custos significativos.
Até o momento, a "Operação Epic Fury" resultou na morte de treze militares e no ferimento de quase trezentos. Embora a maioria dos feridos tenha retornado ao serviço, conforme o Comando Central dos EUA (CENTCOM), dez soldados permaneciam em estado grave antes do ataque de sexta-feira, sublinhando a intensidade e o impacto prolongado dos confrontos.
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