Pentágono adota inteligência artificial para auxiliar tropas no combate a drones

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Pentágono adota inteligência artificial para auxiliar tropas no combate a drones

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O Departamento de Defesa dos Estados Unidos está intensificando seus esforços para integrar tecnologias avançadas de inteligência artificial (IA) no teatro de operações, visando aprimorar a capacidade de suas forças armadas de detectar e neutralizar ameaças aéreas não tripuladas. O projeto, denominado "C-UAS Close-In Kinetic Defeat Enhancement", foca no reconhecimento de alvos assistido por IA (AiTR), uma abordagem que combina inteligência artificial, aprendizado de máquina e visão computacional para criar sistemas capazes de identificar e diferenciar ameaças – como drones – de elementos não hostis, como pássaros, com uma velocidade e precisão superiores às capacidades humanas.

A fase inicial deste ambicioso projeto concentra-se na integração do AiTR em estações de armas remotas, com especial atenção às amplamente utilizadas torres Common Remotely Operated Weapon Station (CROWS), que equipam uma vasta gama de veículos militares. Conforme detalhado no edital da Defense Innovation Unit (DIU), o objetivo primordial é acelerar significativamente o tempo de engajamento, inicialmente contra Sistemas de Aeronaves Não Tripuladas (UAS), e secundariamente contra outros tipos de alvos, como veículos e indivíduos. O prazo para a apresentação de protótipos para esta fase foi estabelecido para 15 de maio.

Desenvolvimento e fases do projeto C-UAS

Os protótipos devem demonstrar uma melhoria tangível na capacidade das atuais estações de armas remotas para detectar, rastrear e engajar alvos das categorias Grupo 1 e Grupo 2 – que incluem drones com peso de até 25 quilos (55 libras). As especificações demandam uma capacidade de detecção a distâncias superiores a 600 metros e engajamento a um mínimo de 100 metros. O sistema deve ser eficaz contra drones que se deslocam a velocidades de pelo menos 30 metros por segundo (67 milhas por hora), conforme as exigências do edital, delineando um desafio técnico significativo para os desenvolvedores.

A segunda fase do projeto busca expandir as capacidades C-UAS para uma gama mais ampla de plataformas, abrangendo tanto ambientes terrestres quanto marítimos, em plataformas móveis e estacionárias. As especificações técnicas para esta fase incluem a habilidade de atingir um drone do Grupo 1 – com peso inferior a 9 quilos (20 libras) – que se mova a 7 metros por segundo (16 milhas por hora), em um alcance que varia de 50 a 200 metros. Adicionalmente, as armas devem ser capazes de engajar alvos com uma depressão de até menos 10 graus ou uma elevação de até 90 graus (diretamente acima), exigindo protótipos que possam ser testados em ambientes reais de terra e mar, e não apenas em laboratório.

A integração da inteligência artificial no armamento leve e os desafios éticos

A fase mais notável do projeto, no entanto, é a terceira, que prevê a incorporação do reconhecimento de alvos assistido por IA em armamentos leves portáteis utilizados por tropas desmontadas. A DIU busca soluções que incluam sistemas capazes de desviar ou realizar a autovisada de munições padrão para aumentar a probabilidade de acerto contra alvos transientes selecionados manualmente, integrando-se a sistemas de controle de tiro e sensores em rede. O sistema deve ser eficaz contra drones que se movem a pelo menos 7 metros por segundo, além de ser adaptável a armamentos leves legados, escalável em diferentes calibres e configurações, e capaz de manter o desempenho original da arma em caso de degradação ou falha do sistema. Para esta etapa, é necessário um protótipo semiautomático capaz de disparo real.

A fase final do projeto se concentra na otimização da integração entre sensores e sistemas de armamento. Uma arquitetura de rede de borda sem fio comercial que faça a ponte com os sistemas militares e vice-versa é considerada essencial em todas as etapas deste esforço. Essa integração é crucial para garantir a gestão eficiente da transferência de dados dos sensores e dos sistemas de controle de armas e tiro, assegurando uma coordenação fluida e eficaz no campo de batalha moderno.

O militarismo dos EUA está cada vez mais adotando o reconhecimento de alvos assistido por IA. O Exército, por exemplo, já está testando pequenos VANTs (veículos aéreos não tripulados) equipados com AiTR para auxiliar esquadrões de infantaria no controle de drones. Contudo, o Pentágono está ciente das controvérsias que cercam a inteligência artificial e a pontaria. O projeto da DIU estipula que deve haver sempre um 'humano no circuito' de decisão, garantindo que as soluções adiram estritamente aos Princípios Éticos de IA do Departamento de Defesa. A não conformidade com essas diretrizes resultará em desqualificação imediata, um indicativo da seriedade com que a questão ética é tratada.

Esta iniciativa do Pentágono representa um passo fundamental na modernização das capacidades de defesa contra ameaças assimétricas e em constante evolução, com a inteligência artificial desempenhando um papel central. Para continuar acompanhando as mais recentes análises e desenvolvimentos em defesa, geopolítica e segurança, siga a OP Magazine em nossas redes sociais e mantenha-se informado com conteúdo aprofundado e relevante.

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O Departamento de Defesa dos Estados Unidos está intensificando seus esforços para integrar tecnologias avançadas de inteligência artificial (IA) no teatro de operações, visando aprimorar a capacidade de suas forças armadas de detectar e neutralizar ameaças aéreas não tripuladas. O projeto, denominado "C-UAS Close-In Kinetic Defeat Enhancement", foca no reconhecimento de alvos assistido por IA (AiTR), uma abordagem que combina inteligência artificial, aprendizado de máquina e visão computacional para criar sistemas capazes de identificar e diferenciar ameaças – como drones – de elementos não hostis, como pássaros, com uma velocidade e precisão superiores às capacidades humanas.

A fase inicial deste ambicioso projeto concentra-se na integração do AiTR em estações de armas remotas, com especial atenção às amplamente utilizadas torres Common Remotely Operated Weapon Station (CROWS), que equipam uma vasta gama de veículos militares. Conforme detalhado no edital da Defense Innovation Unit (DIU), o objetivo primordial é acelerar significativamente o tempo de engajamento, inicialmente contra Sistemas de Aeronaves Não Tripuladas (UAS), e secundariamente contra outros tipos de alvos, como veículos e indivíduos. O prazo para a apresentação de protótipos para esta fase foi estabelecido para 15 de maio.

Desenvolvimento e fases do projeto C-UAS

Os protótipos devem demonstrar uma melhoria tangível na capacidade das atuais estações de armas remotas para detectar, rastrear e engajar alvos das categorias Grupo 1 e Grupo 2 – que incluem drones com peso de até 25 quilos (55 libras). As especificações demandam uma capacidade de detecção a distâncias superiores a 600 metros e engajamento a um mínimo de 100 metros. O sistema deve ser eficaz contra drones que se deslocam a velocidades de pelo menos 30 metros por segundo (67 milhas por hora), conforme as exigências do edital, delineando um desafio técnico significativo para os desenvolvedores.

A segunda fase do projeto busca expandir as capacidades C-UAS para uma gama mais ampla de plataformas, abrangendo tanto ambientes terrestres quanto marítimos, em plataformas móveis e estacionárias. As especificações técnicas para esta fase incluem a habilidade de atingir um drone do Grupo 1 – com peso inferior a 9 quilos (20 libras) – que se mova a 7 metros por segundo (16 milhas por hora), em um alcance que varia de 50 a 200 metros. Adicionalmente, as armas devem ser capazes de engajar alvos com uma depressão de até menos 10 graus ou uma elevação de até 90 graus (diretamente acima), exigindo protótipos que possam ser testados em ambientes reais de terra e mar, e não apenas em laboratório.

A integração da inteligência artificial no armamento leve e os desafios éticos

A fase mais notável do projeto, no entanto, é a terceira, que prevê a incorporação do reconhecimento de alvos assistido por IA em armamentos leves portáteis utilizados por tropas desmontadas. A DIU busca soluções que incluam sistemas capazes de desviar ou realizar a autovisada de munições padrão para aumentar a probabilidade de acerto contra alvos transientes selecionados manualmente, integrando-se a sistemas de controle de tiro e sensores em rede. O sistema deve ser eficaz contra drones que se movem a pelo menos 7 metros por segundo, além de ser adaptável a armamentos leves legados, escalável em diferentes calibres e configurações, e capaz de manter o desempenho original da arma em caso de degradação ou falha do sistema. Para esta etapa, é necessário um protótipo semiautomático capaz de disparo real.

A fase final do projeto se concentra na otimização da integração entre sensores e sistemas de armamento. Uma arquitetura de rede de borda sem fio comercial que faça a ponte com os sistemas militares e vice-versa é considerada essencial em todas as etapas deste esforço. Essa integração é crucial para garantir a gestão eficiente da transferência de dados dos sensores e dos sistemas de controle de armas e tiro, assegurando uma coordenação fluida e eficaz no campo de batalha moderno.

O militarismo dos EUA está cada vez mais adotando o reconhecimento de alvos assistido por IA. O Exército, por exemplo, já está testando pequenos VANTs (veículos aéreos não tripulados) equipados com AiTR para auxiliar esquadrões de infantaria no controle de drones. Contudo, o Pentágono está ciente das controvérsias que cercam a inteligência artificial e a pontaria. O projeto da DIU estipula que deve haver sempre um 'humano no circuito' de decisão, garantindo que as soluções adiram estritamente aos Princípios Éticos de IA do Departamento de Defesa. A não conformidade com essas diretrizes resultará em desqualificação imediata, um indicativo da seriedade com que a questão ética é tratada.

Esta iniciativa do Pentágono representa um passo fundamental na modernização das capacidades de defesa contra ameaças assimétricas e em constante evolução, com a inteligência artificial desempenhando um papel central. Para continuar acompanhando as mais recentes análises e desenvolvimentos em defesa, geopolítica e segurança, siga a OP Magazine em nossas redes sociais e mantenha-se informado com conteúdo aprofundado e relevante.

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