Moskva e Leningrad: o histórico operacional dos porta-helicópteros antissubmarino soviéticos

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Moskva e Leningrad: o histórico operacional dos porta-helicópteros antissubmarino soviéticos

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Os porta-helicópteros antissubmarino Moskva e Leningrad, navios-irmãos de uma classe estratégica para a Marinha Soviética, foram construídos nas instalações do estaleiro Chernomorskiy, localizado na cidade de Nikolayev, então parte da República Socialista Soviética da Ucrânia. Suas carreiras operacionais foram multifacetadas, abrangendo desde missões centrais de guerra antissubmarino até a participação em exercícios navais de grande escala que demonstravam a projeção de poder da União Soviética. Além de suas atribuições militares diretas, os navios também foram empregados em missões diplomáticas, atuando como ferramentas de soft power, e em operações de salvamento, demonstrando sua versatilidade. Contudo, suas trajetórias foram frequentemente interrompidas por extensos períodos de reparos, evidenciando a complexidade inerente à manutenção de plataformas navais avançadas.

Uma vez incorporados à prestigiada Frota do Mar Negro, tanto o Moskva quanto o Leningrad se estabeleceram como elementos constantes e visíveis no estratégico mar Mediterrâneo e nas águas do oceano Atlântico ao longo das décadas de 1970 e 1980, refletindo a expansão da presença naval soviética em áreas de interesse geopolítico crucial durante a Guerra Fria. O histórico detalhado dessas duas unidades navais também expõe os complexos desafios e as dificuldades logísticas inerentes à operação de navios de combate tecnologicamente avançados. Incidentes como incêndios a bordo, avarias em sistemas de navegação, danos significativos provocados por condições meteorológicas extremas e a necessidade de extensas modernizações interromperam repetidamente suas atividades operacionais. Com o colapso da União Soviética no início da década de 1990, a progressiva e severa escassez de recursos orçamentários e de manutenção passou a impactar decisivamente o destino e a viabilidade da continuidade da dupla na ativa.

A construção e os testes iniciais do Moskva

O Moskva, que foi o primeiro navio a ser concebido e construído nesta série de porta-helicópteros, recebeu o número de construção 701, indicando sua posição na linha de produção do estaleiro. Sua quilha foi batida em 15 de dezembro de 1962, marcando o início formal de sua edificação. O lançamento ao mar ocorreu em 14 de janeiro de 1965, um passo crucial que permitiu o prosseguimento das etapas finais de aparelhamento. A conclusão oficial de sua construção e os preparativos para a comissionamento foram registrados em 25 de dezembro de 1967, pouco antes de sua plena integração à frota.

Entre 21 de abril e 3 de novembro de 1967, o navio passou por um rigoroso período de testes de mar no Mar Negro. Esta campanha de avaliações foi abrangente, incluindo a verificação e o comissionamento de todos os seus sistemas de armas. Entre eles, destacou-se o complexo antissubmarino Vikhr-1, um sistema de mísseis antissubmarino crucial para suas capacidades primárias, conhecido pelas designações ocidentais SUW-N-1 (Surface-to-Underwater Missile Naval 1) e FRAS-1 (Free-Rocket Anti-Submarine 1), que indicavam sua função de lançador de foguetes antissubmarinos. Durante essa fase intensiva, mais de cem pousos de helicópteros foram realizados com sucesso em seu convés de voo, validando as capacidades aéreas do navio.

O Moskva foi formalmente aceito pela Frota do Mar Negro em 10 de janeiro de 1968, consolidando sua entrada em serviço, e imediatamente integrado à 21ª Brigada de Guerra Antissubmarino, uma unidade de elite. Ainda no mesmo ano, entre setembro e outubro, o navio conduziu sua primeira operação de destaque no mar Mediterrâneo, uma área de vital interesse estratégico para a União Soviética, sendo acompanhado pelo grande navio antissubmarino Reshitelnyy. Em abril de 1969, participou ativamente do exercício naval Vesna, demonstrando suas capacidades operacionais em um cenário de treinamento. No mesmo ano, realizou outras duas importantes comissões no Mediterrâneo, a primeira estendendo-se de 20 de abril a 16 de maio, e a segunda de 17 de agosto a 14 de setembro, consolidando sua presença regional.

Operações, desafios e modernizações: a trajetória do Moskva

Entre janeiro e abril de 1970, o Moskva expandiu seu raio de ação, operando no oceano Atlântico e na Baía de Biscaia. Durante este período, o navio participou de forma proeminente do exercício Okean-70, uma das maiores e mais complexas manobras navais da história soviética, que visava demonstrar a capacidade de projeção de força global da Marinha Soviética. Como parte dessa comissão, o Moskva fez uma escala em Alexandria, Egito, entre 8 e 13 de abril, ressaltando o alcance diplomático de suas operações.

De 31 de dezembro de 1970 a 8 de agosto de 1971, o navio foi submetido a um período de modernização e reparos no estaleiro Chernomorskiy. Os trabalhos incluíram modificações estruturais significativas no convés de voo, uma alteração que, pouco tempo depois, seria fundamental para uma experiência pioneira e de grande importância para o desenvolvimento da aviação naval soviética. Em 24 de março de 1972, ao retornar de uma área de testes de combate em direção a Sevastopol, o Moskva sofreu uma avaria ao tocar o fundo do mar nas proximidades do cabo Kosa Severnaya. Os danos foram consideráveis e exigiram reparos extensivos, que foram realizados no estaleiro Sevmorzavod, em Sevastopol, prolongando-se até outubro daquele ano.

Poucas semanas após a conclusão dos reparos, entre 18 e 22 de novembro de 1972, o Moskva participou de testes cruciais de pouso e decolagem do Yak-36M, uma aeronave de decolagem e pouso vertical (VTOL – Vertical Take-Off and Landing), em águas adjacentes a Feodosiya. Essa operação colocou o convés de voo modificado do Moskva no centro das experiências soviéticas com aeronaves VTOL, que seriam precursoras do futuro caça naval Yak-38, buscando novas capacidades de projeção aérea. O navio retornou ao Mediterrâneo entre março e maio de 1973, em uma missão de apoio explícito ao Egito, durante a qual visitou novamente o porto de Alexandria. Outra comissão importante ocorreu entre abril e junho de 1974 e incluiu uma escala em Rieka, na então Iugoslávia, demonstrando a presença soviética em portos estratégicos.

Em 2 de fevereiro de 1975, o Moskva foi palco de um grave incidente: um curto-circuito deflagrou um incêndio de grandes proporções enquanto o navio estava atracado no porto de Sevastopol. Foram necessárias sete horas de intenso trabalho para controlar as chamas, uma tarefa que infelizmente resultou em 29 vítimas, incluindo três mortos por intoxicação com monóxido de carbono, além de causar danos materiais consideráveis à estrutura e aos sistemas do navio. Os reparos para restaurar o Moskva, que ocorreram no Sevmorzavod, começaram em 19 de fevereiro de 1975 e se estenderam por um longo período, finalizando apenas em 30 de outubro de 1976. Em novembro de 1977, totalmente recuperado, o navio retornou ao Mediterrâneo, assumindo a importante função de capitânia da 5ª Esquadra Operacional, uma das principais formações navais soviéticas na região, cargo que manteve até junho de 1978. Durante este período, realizou uma visita conjunta a Argel, capital da Argélia, ao lado do Smelyy, uma unidade do Projeto 61MR, que era um destróier de mísseis guiados.

O Moskva realizou uma nova comissão no Mediterrâneo entre agosto de 1979 e março de 1980, período que incluiu uma passagem pelo porto de Dubrovnik, na Iugoslávia. Em 4 de junho de 1980, seu equipamento de sonar, vital para suas missões antissubmarino, foi danificado após colidir com um perigo não mapeado à navegação, obrigando o navio a retornar ao estaleiro Sevmorzavod para mais um período de reparos. Entre março e agosto de 1981, o Moskva voltou a atuar como capitânia da 5ª Esquadra Operacional no Mediterrâneo, reafirmando sua importância tática. Em 1982, expandiu significativamente sua área de atuação para o Atlântico Central, realizando importantes visitas portuárias em Rieka (Iugoslávia), Luanda (Angola) e Lagos (Nigéria), o que sublinhava a projeção de poder naval soviético em regiões estrategicamente sensíveis da África.

Um novo e extenso período de reparos e modernização teve início em outubro de 1982, refletindo a necessidade de atualização de seus sistemas e a recuperação de desgastes operacionais acumulados. Esse ciclo de manutenção foi particularmente longo, estendendo-se até dezembro de 1989. Antes da conclusão oficial e total dos trabalhos, o navio realizou treinamentos no Mar Negro, visando à requalificação da tripulação e à verificação dos sistemas restaurados, e fez uma visita a Varna, na Bulgária, em agosto de 1989, marcando seu retorno gradual às operações ativas após quase uma década de inatividade programada.

O Leningrad e suas primeiras operações

O segundo navio desta classe estratégica, o Leningrad, recebeu o número de construção 702, sucedendo seu irmão Moskva na linha de montagem. Sua quilha foi batida em 15 de janeiro de 1965, com o processo de construção se desenrolando em paralelo ou logo após o Moskva. O lançamento ao mar ocorreu em 31 de julho de 1966, e sua conclusão foi formalmente registrada em 2 de junho de 1969, indicando um período de construção e aparelhamento de aproximadamente quatro anos após o lançamento. A incorporação à Frota do Mar Negro aconteceu em 9 de julho do mesmo ano, sendo também designado para a 21ª Brigada de Guerra Antissubmarino, o que reforçava a capacidade desta unidade de elite no combate submarino.

A primeira grande operação do Leningrad, após seu comissionamento, foi uma missão crucial de salvamento no Mar Negro. Este tipo de engajamento demonstrava a versatilidade operacional dos porta-helicópteros, que, embora primariamente projetados para guerra antissubmarino, podiam ser rapidamente adaptados para missões humanitárias e de resgate, utilizando sua capacidade de operar múltiplos helicópteros para cobrir vastas áreas e auxiliar em situações de emergência marítima.

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Os porta-helicópteros antissubmarino Moskva e Leningrad, navios-irmãos de uma classe estratégica para a Marinha Soviética, foram construídos nas instalações do estaleiro Chernomorskiy, localizado na cidade de Nikolayev, então parte da República Socialista Soviética da Ucrânia. Suas carreiras operacionais foram multifacetadas, abrangendo desde missões centrais de guerra antissubmarino até a participação em exercícios navais de grande escala que demonstravam a projeção de poder da União Soviética. Além de suas atribuições militares diretas, os navios também foram empregados em missões diplomáticas, atuando como ferramentas de soft power, e em operações de salvamento, demonstrando sua versatilidade. Contudo, suas trajetórias foram frequentemente interrompidas por extensos períodos de reparos, evidenciando a complexidade inerente à manutenção de plataformas navais avançadas.

Uma vez incorporados à prestigiada Frota do Mar Negro, tanto o Moskva quanto o Leningrad se estabeleceram como elementos constantes e visíveis no estratégico mar Mediterrâneo e nas águas do oceano Atlântico ao longo das décadas de 1970 e 1980, refletindo a expansão da presença naval soviética em áreas de interesse geopolítico crucial durante a Guerra Fria. O histórico detalhado dessas duas unidades navais também expõe os complexos desafios e as dificuldades logísticas inerentes à operação de navios de combate tecnologicamente avançados. Incidentes como incêndios a bordo, avarias em sistemas de navegação, danos significativos provocados por condições meteorológicas extremas e a necessidade de extensas modernizações interromperam repetidamente suas atividades operacionais. Com o colapso da União Soviética no início da década de 1990, a progressiva e severa escassez de recursos orçamentários e de manutenção passou a impactar decisivamente o destino e a viabilidade da continuidade da dupla na ativa.

A construção e os testes iniciais do Moskva

O Moskva, que foi o primeiro navio a ser concebido e construído nesta série de porta-helicópteros, recebeu o número de construção 701, indicando sua posição na linha de produção do estaleiro. Sua quilha foi batida em 15 de dezembro de 1962, marcando o início formal de sua edificação. O lançamento ao mar ocorreu em 14 de janeiro de 1965, um passo crucial que permitiu o prosseguimento das etapas finais de aparelhamento. A conclusão oficial de sua construção e os preparativos para a comissionamento foram registrados em 25 de dezembro de 1967, pouco antes de sua plena integração à frota.

Entre 21 de abril e 3 de novembro de 1967, o navio passou por um rigoroso período de testes de mar no Mar Negro. Esta campanha de avaliações foi abrangente, incluindo a verificação e o comissionamento de todos os seus sistemas de armas. Entre eles, destacou-se o complexo antissubmarino Vikhr-1, um sistema de mísseis antissubmarino crucial para suas capacidades primárias, conhecido pelas designações ocidentais SUW-N-1 (Surface-to-Underwater Missile Naval 1) e FRAS-1 (Free-Rocket Anti-Submarine 1), que indicavam sua função de lançador de foguetes antissubmarinos. Durante essa fase intensiva, mais de cem pousos de helicópteros foram realizados com sucesso em seu convés de voo, validando as capacidades aéreas do navio.

O Moskva foi formalmente aceito pela Frota do Mar Negro em 10 de janeiro de 1968, consolidando sua entrada em serviço, e imediatamente integrado à 21ª Brigada de Guerra Antissubmarino, uma unidade de elite. Ainda no mesmo ano, entre setembro e outubro, o navio conduziu sua primeira operação de destaque no mar Mediterrâneo, uma área de vital interesse estratégico para a União Soviética, sendo acompanhado pelo grande navio antissubmarino Reshitelnyy. Em abril de 1969, participou ativamente do exercício naval Vesna, demonstrando suas capacidades operacionais em um cenário de treinamento. No mesmo ano, realizou outras duas importantes comissões no Mediterrâneo, a primeira estendendo-se de 20 de abril a 16 de maio, e a segunda de 17 de agosto a 14 de setembro, consolidando sua presença regional.

Operações, desafios e modernizações: a trajetória do Moskva

Entre janeiro e abril de 1970, o Moskva expandiu seu raio de ação, operando no oceano Atlântico e na Baía de Biscaia. Durante este período, o navio participou de forma proeminente do exercício Okean-70, uma das maiores e mais complexas manobras navais da história soviética, que visava demonstrar a capacidade de projeção de força global da Marinha Soviética. Como parte dessa comissão, o Moskva fez uma escala em Alexandria, Egito, entre 8 e 13 de abril, ressaltando o alcance diplomático de suas operações.

De 31 de dezembro de 1970 a 8 de agosto de 1971, o navio foi submetido a um período de modernização e reparos no estaleiro Chernomorskiy. Os trabalhos incluíram modificações estruturais significativas no convés de voo, uma alteração que, pouco tempo depois, seria fundamental para uma experiência pioneira e de grande importância para o desenvolvimento da aviação naval soviética. Em 24 de março de 1972, ao retornar de uma área de testes de combate em direção a Sevastopol, o Moskva sofreu uma avaria ao tocar o fundo do mar nas proximidades do cabo Kosa Severnaya. Os danos foram consideráveis e exigiram reparos extensivos, que foram realizados no estaleiro Sevmorzavod, em Sevastopol, prolongando-se até outubro daquele ano.

Poucas semanas após a conclusão dos reparos, entre 18 e 22 de novembro de 1972, o Moskva participou de testes cruciais de pouso e decolagem do Yak-36M, uma aeronave de decolagem e pouso vertical (VTOL – Vertical Take-Off and Landing), em águas adjacentes a Feodosiya. Essa operação colocou o convés de voo modificado do Moskva no centro das experiências soviéticas com aeronaves VTOL, que seriam precursoras do futuro caça naval Yak-38, buscando novas capacidades de projeção aérea. O navio retornou ao Mediterrâneo entre março e maio de 1973, em uma missão de apoio explícito ao Egito, durante a qual visitou novamente o porto de Alexandria. Outra comissão importante ocorreu entre abril e junho de 1974 e incluiu uma escala em Rieka, na então Iugoslávia, demonstrando a presença soviética em portos estratégicos.

Em 2 de fevereiro de 1975, o Moskva foi palco de um grave incidente: um curto-circuito deflagrou um incêndio de grandes proporções enquanto o navio estava atracado no porto de Sevastopol. Foram necessárias sete horas de intenso trabalho para controlar as chamas, uma tarefa que infelizmente resultou em 29 vítimas, incluindo três mortos por intoxicação com monóxido de carbono, além de causar danos materiais consideráveis à estrutura e aos sistemas do navio. Os reparos para restaurar o Moskva, que ocorreram no Sevmorzavod, começaram em 19 de fevereiro de 1975 e se estenderam por um longo período, finalizando apenas em 30 de outubro de 1976. Em novembro de 1977, totalmente recuperado, o navio retornou ao Mediterrâneo, assumindo a importante função de capitânia da 5ª Esquadra Operacional, uma das principais formações navais soviéticas na região, cargo que manteve até junho de 1978. Durante este período, realizou uma visita conjunta a Argel, capital da Argélia, ao lado do Smelyy, uma unidade do Projeto 61MR, que era um destróier de mísseis guiados.

O Moskva realizou uma nova comissão no Mediterrâneo entre agosto de 1979 e março de 1980, período que incluiu uma passagem pelo porto de Dubrovnik, na Iugoslávia. Em 4 de junho de 1980, seu equipamento de sonar, vital para suas missões antissubmarino, foi danificado após colidir com um perigo não mapeado à navegação, obrigando o navio a retornar ao estaleiro Sevmorzavod para mais um período de reparos. Entre março e agosto de 1981, o Moskva voltou a atuar como capitânia da 5ª Esquadra Operacional no Mediterrâneo, reafirmando sua importância tática. Em 1982, expandiu significativamente sua área de atuação para o Atlântico Central, realizando importantes visitas portuárias em Rieka (Iugoslávia), Luanda (Angola) e Lagos (Nigéria), o que sublinhava a projeção de poder naval soviético em regiões estrategicamente sensíveis da África.

Um novo e extenso período de reparos e modernização teve início em outubro de 1982, refletindo a necessidade de atualização de seus sistemas e a recuperação de desgastes operacionais acumulados. Esse ciclo de manutenção foi particularmente longo, estendendo-se até dezembro de 1989. Antes da conclusão oficial e total dos trabalhos, o navio realizou treinamentos no Mar Negro, visando à requalificação da tripulação e à verificação dos sistemas restaurados, e fez uma visita a Varna, na Bulgária, em agosto de 1989, marcando seu retorno gradual às operações ativas após quase uma década de inatividade programada.

O Leningrad e suas primeiras operações

O segundo navio desta classe estratégica, o Leningrad, recebeu o número de construção 702, sucedendo seu irmão Moskva na linha de montagem. Sua quilha foi batida em 15 de janeiro de 1965, com o processo de construção se desenrolando em paralelo ou logo após o Moskva. O lançamento ao mar ocorreu em 31 de julho de 1966, e sua conclusão foi formalmente registrada em 2 de junho de 1969, indicando um período de construção e aparelhamento de aproximadamente quatro anos após o lançamento. A incorporação à Frota do Mar Negro aconteceu em 9 de julho do mesmo ano, sendo também designado para a 21ª Brigada de Guerra Antissubmarino, o que reforçava a capacidade desta unidade de elite no combate submarino.

A primeira grande operação do Leningrad, após seu comissionamento, foi uma missão crucial de salvamento no Mar Negro. Este tipo de engajamento demonstrava a versatilidade operacional dos porta-helicópteros, que, embora primariamente projetados para guerra antissubmarino, podiam ser rapidamente adaptados para missões humanitárias e de resgate, utilizando sua capacidade de operar múltiplos helicópteros para cobrir vastas áreas e auxiliar em situações de emergência marítima.

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