A Fincantieri, um dos principais grupos globais na construção naval, realizou hoje a cerimônia de lançamento do navio-patrulha offshore (OPV) de nova geração “Ugolino Vivaldi” em seu estaleiro de Riva Trigoso. Este evento representa um avanço estratégico para a Marinha italiana, pois o “Ugolino Vivaldi” é a primeira de quatro unidades que a Fincantieri está construindo para reforçar as capacidades navais do país. Os navios integram um programa abrangente, cuja gestão foi atribuída à Orizzonte Sistemi Navali, uma joint venture composta pela Fincantieri (com 51% de participação) e pela Leonardo (com 49%). A supervisão e coordenação do programa são de responsabilidade da Diretoria de Armamentos Navais, vinculada à Diretoria Nacional de Armamentos, sublinhando a colaboração estreita entre a indústria e o setor de defesa. A solenidade contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o vice-chefe do Estado-Maior da Marinha italiana, vice-almirante Fabio Gregori, e representantes de instituições regionais e municipais como Massimiliano Nannini, da Região da Ligúria, e Francesco Solinas, prefeito de Sestri Levante. A escolha de Alessandra Marsigli Cavriani, neta do tenente-comandante Alessandro Cavriani, para ser a madrinha do lançamento, confere uma significativa homenagem à história e ao heroísmo militar italiano, conectando a nova embarcação ao legado de valor do oficial que afundou o navio “Ugolino Vivaldi” em setembro de 1943.
Inovações tecnológicas e capacidade operacional multifuncional
Com um comprimento aproximado de 95 metros, um deslocamento de cerca de 2.400 toneladas e capacidade para acomodar até 93 membros, incluindo a tripulação, o “Ugolino Vivaldi” distingue-se pela concentração de soluções tecnológicas de ponta. A embarcação estabelece padrões de excelência em termos de automação e capacidade de manobra, características que a tornam intrinsecamente apta para operar em uma ampla variedade de cenários táticos e sob diversas condições meteorológicas, garantindo sua eficácia em operações de patrulha e segurança marítima. Uma das inovações mais notáveis é o cockpit naval integrado, um sistema que representa um salto geracional na interface de controle. Desenvolvido pela Fincantieri NexTech em colaboração com a Leonardo, este sistema é derivado dos Navios de Combate Multiuso (PPA) da Marinha italiana. Ele centraliza o controle de motores, lemes e sistemas da plataforma, bem como de algumas funções do sistema de combate, permitindo que apenas dois operadores — o piloto e o copiloto — gerenciem estas operações complexas. Tal arranjo otimiza significativamente a eficiência operacional e a segurança da navegação. O design do casco, caracterizado por uma proa bulbosa e aletas estabilizadoras ativas na seção central, foi concebido para assegurar uma capacidade operacional robusta mesmo em condições de mar agitado e clima adverso.
Propósito estratégico e o papel da Fincantieri na defesa naval
O programa de navios-patrulha offshore (OPV) aborda uma série de necessidades estratégicas para a Marinha italiana. Estes navios são cruciais para assegurar uma presença e vigilância adequadas, realizar patrulhas marítimas, controlar o tráfego mercante e proteger as linhas de comunicação e a vasta zona econômica exclusiva do país. Adicionalmente, as embarcações são capacitadas para atuar em missões de combate a ameaças de poluição marinha, como o derramamento de líquidos tóxicos, demonstrando sua versatilidade em funções de segurança e proteção ambiental. Para a Fincantieri, o programa OPV, que inclui os navios da família de produtos FCX, marca um importante avanço que solidifica sua posição como líder global no setor de defesa naval. Este projeto também reafirma o papel da empresa como parceiro estratégico fundamental da Marinha italiana no fornecimento de soluções navais avançadas. A quilha do “Ugolino Vivaldi”, a primeira unidade do programa PPX da Marinha italiana, foi assentada em dezembro de 2024. Com um calado máximo de 5,4 metros, o navio pode operar em uma ampla gama de portos, enquanto suas acomodações para até 93 pessoas, incluindo uma tripulação base de aproximadamente 70 elementos e destacamentos para operações de voo e forças especiais, garantem a resiliência e a flexibilidade necessárias para missões contínuas e complexas, apesar do alto grau de automação a bordo.
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