A recente interdição do petroleiro Veronica no Mar do Caribe pelas forças dos Estados Unidos representa mais um capítulo na estratégia abrangente da administração norte-americana para controlar a produção, o refino e a distribuição global de produtos petrolíferos venezuelanos. Esta ação, que marca a sexta apreensão de um navio-tanque sancionado com vínculos à Venezuela, reforça o objetivo declarado de reprimir atividades ilícitas e aplicar as sanções impostas ao regime venezuelano.
A operação que culminou na abordagem do Veronica, realizada pela Guarda Costeira dos EUA na quinta-feira, demonstrou a coordenação multissetorial das agências de segurança e defesa estadunidenses. O Comando Sul dos EUA informou que fuzileiros navais e marinheiros foram desdobrados a partir do porta-aviões USS Gerald R. Ford para participar da ação, trabalhando em conjunto com uma equipe tática da Guarda Costeira. O sucesso da interdição, realizada “sem incidentes”, é atribuído a essa sinergia operacional.
O Departamento de Defesa, através da iniciativa #OpSouthernSpear, reafirmou seu compromisso inabalável com a missão de erradicar atividades ilícitas no Hemisfério Ocidental, em parceria com a Guarda Costeira dos EUA, o Departamento de Segurança Interna e o Departamento de Justiça. Essa colaboração interinstitucional é fundamental para a execução das diretrizes políticas que visam manter as restrições a embarcações sancionadas no Caribe, conforme estabelecido pela administração presidencial.
A interceptação do Veronica, o quarto petroleiro apreendido desde o afastamento do presidente venezuelano Nicolás Maduro em uma incursão noturna há quase duas semanas, sublinha a intensificação dessas operações. O navio, que transmitiu sua última localização em 3 de janeiro ancorado ao largo da costa de Aruba, é identificado como parte de uma frota clandestina que move carregamentos de petróleo em violação às sanções dos EUA. Com bandeira guianense e anteriormente conhecido como Gallileo e Pegas, o navio possui registro de propriedade e gerenciamento por uma empresa russa e já havia sido sancionado pelo Departamento do Tesouro dos EUA por transportar petróleo russo ilícito.
As autoridades estadunidenses, incluindo a Secretária de Segurança Interna Kristi Noem, têm consistentemente enquadrado essas apreensões como esforços de aplicação da lei. A continuidade dessas ações, conforme destacado por Noem, serve como um aviso de que “não há como fugir ou escapar da justiça americana”, sinalizando a determinação dos EUA em manter a pressão sobre as operações petrolíferas consideradas ilegítimas.

Detalhamento da operação de interceptação do veronica
O petroleiro Veronica foi interceptado e abordado por forças da Guarda Costeira dos Estados Unidos na madrugada de quinta-feira, no mar do Caribe. A ação representa a sexta apreensão de um navio-tanque sancionado com ligações à Venezuela, como parte dos esforços mais amplos da administração Trump para assumir o controle do setor petrolífero do país sul-americano.
A Secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, confirmou a ação via redes sociais, afirmando que a embarcação havia transitado previamente por águas venezuelanas e operava em desafio à “quarentena estabelecida pelo Presidente Donald Trump para navios sancionados no Caribe”.
Contexto operacional e forças envolvidas
A operação foi executada pelo Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM), que informou que fuzileiros navais e marinheiros foram lançados do porta-aviões USS Gerald R. Ford para participar da ação. Estes atuaram em conjunto com uma equipe tática da Guarda Costeira dos EUA, a qual, segundo Noem, conduziu a abordagem, replicando o padrão de incursões anteriores. O comando militar declarou que a apreensão do navio ocorreu “sem incidentes”.
Através da #OpSouthernSpear, o Departamento de Guerra reafirma sua missão de combater atividades ilícitas no Hemisfério Ocidental, em parceria com a Guarda Costeira (USCG), o Departamento de Segurança Interna (DHS) e o Departamento de Justiça (DOJ). Publicações em contas oficiais do governo dos EUA nas redes sociais incluíram breves vídeos que aparentemente documentaram fases da interdição. Filmagem em preto e branco exibiu a aproximação de ao menos quatro helicópteros que, após pairar sobre o convés, permitiram o desembarque de tropas armadas por corda. Pelo menos nove indivíduos foram observados no convés da embarcação durante a ação.
Histórico e perfil do petroleiro Veronica
O Veronica é o sexto petroleiro sancionado apreendido pelas forças dos EUA, inserido na estratégia da administração Trump para controlar a produção, refino e distribuição global de produtos petrolíferos da Venezuela. Esta é a quarta apreensão desde a remoção do Presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos EUA em uma incursão noturna surpresa, ocorrida há quase duas semanas.
A última transmissão de localização do Veronica ocorreu em 3 de janeiro, indicando que o navio estava ancorado na costa de Aruba, ao norte do principal terminal petrolífero da Venezuela. Na ocasião, os dados transmitidos apontavam que estava parcialmente carregado com petróleo bruto. Atualmente, o navio está registrado com bandeira da Guiana e é classificado como parte da ‘frota sombra’, responsável pelo transporte de cargas de petróleo em violação às sanções impostas pelos EUA.
De acordo com seus dados de registro, a embarcação também foi conhecida como Gallileo, de propriedade e gerenciamento de uma empresa russa. Adicionalmente, um petroleiro com o mesmo número de registro já havia navegado sob o nome Pegas e foi sancionado pelo Departamento do Tesouro dos EUA por movimentar carregamentos de petróleo russo ilícito.
Declarações oficiais e implicações
Assim como em comunicações anteriores sobre operações similares, a Secretária Noem e o comando militar enquadraram a apreensão como parte de um esforço de aplicação da lei. Noem reiterou que as múltiplas interceptações demonstram que ‘não há como fugir ou escapar da justiça americana’.
Ao falar com jornalistas na Casa Branca mais tarde na quinta-feira, Noem recusou-se a detalhar quantos petroleiros sancionados os EUA estão monitorando ou se o governo acompanha outras embarcações de carga além do Caribe.









