Em resposta à rápida evolução das ameaças representadas por sistemas aéreos não tripulados (UAS), a EOS Defense Systems USA anunciou novos aprimoramentos no sistema remoto de armas Slinger (RWS). As melhorias incluem a integração de Reconhecimento Assistido de Alvos (AiTR) e níveis seletivos de autonomia, voltados a fortalecer operações de defesa em camadas contra ameaças aéreas.
De acordo com o CEO da empresa, Shawn Baerlocher, as atualizações têm como foco aumentar a precisão, reduzir o tempo de reação e minimizar a carga de trabalho do operador por meio de automação avançada e fusão de sensores.
“O Slinger é o sistema de armas remotamente operado mais preciso do mercado. A adição do nosso conjunto de automação permite detecção, classificação e engajamento assistido de ameaças aéreas, aumentando significativamente a eficácia contra drones e reduzindo o esforço do combatente”, afirmou Baerlocher.
Flexibilidade operacional e integração em rede
O Slinger atualizado pode operar de forma autônoma, utilizando sensores passivos próprios, ou ser integrado a sistemas de defesa em rede, recebendo dados de radares ou sensores ópticos externos.
Essa flexibilidade permite operações autônomas de autodefesa ou ações coordenadas em ambientes de combate integrados, conforme as necessidades táticas da missão.
Produção nacional fortalece cadeia de suprimentos
Para atender à crescente demanda nos Estados Unidos, a EOS confirmou que a produção do Slinger será iniciada em Huntsville, Alabama, consolidando um novo polo industrial de defesa.
A medida reforça o compromisso da empresa com a manufatura local, escalabilidade rápida e redução de dependências logísticas, alinhando-se às metas nacionais de fortalecimento da cadeia de suprimentos de defesa.
O centro de Huntsville atuará como hub de produção e integração para programas norte-americanos e aliados, além de apoiar pesquisa, testes e desenvolvimento de sistemas de armas avançados adaptados às exigências do campo de batalha moderno.
Precisão e autonomia comprovadas em campo
Durante testes de fogo real, o Slinger demonstrou altas taxas de probabilidade de acerto (PKill) contra drones do Grupo 1, validando sua performance em condições operacionais complexas.
O sistema combina controle de fogo de alta precisão, interceptores cinéticos de baixo custo e autonomia baseada em IA, oferecendo uma solução escalável e econômica para proteger formações terrestres, bases e ativos móveis contra ameaças de pequeno porte.
Sua arquitetura aberta facilita a integração com sistemas existentes de comando e controle (C2), permitindo sincronização de dados entre múltiplas camadas de defesa — desde a detecção e rastreamento até o engajamento final — resultando em uma rede anti-UAS multidomínio coesa.
Implantação global e confiabilidade comprovada
O Slinger faz parte da família de sistemas remotos de armas da EOS, já implantada em forças armadas da Austrália, Oriente Médio, América do Norte, Europa e Sudeste Asiático.
Até o momento, a empresa já entregou mais de 2.500 sistemas de armas remotos em todo o mundo, reconhecidos por sua precisão, confiabilidade e adaptabilidade operacional.
Com os novos recursos de automação e inteligência artificial, a EOS busca posicionar o Slinger como elemento central nas futuras arquiteturas de defesa em camadas, apto a enfrentar ameaças aéreas emergentes e em rápida evolução.












