CPOR-RJ realiza solenidade de passagem de comando

O Centro de Preparação de Oficiais da Reserva do Rio de Janeiro desempenha papel histórico na formação de oficiais R2 do Exército Brasileiro e na preparação de lideranças civis com base em valores militares, disciplina e responsabilidade institucional.

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CPOR-RJ realiza solenidade de passagem de comando

O Centro de Preparação de Oficiais da Reserva do Rio de Janeiro desempenha papel histórico na formação de oficiais R2 do Exército Brasileiro e na preparação de lideranças civis com base em valores militares, disciplina e responsabilidade institucional.

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O Centro de Preparação de Oficias da Reserva do Rio de Janeiro realizou, no dia 16 de janeiro de 2026, a solenidade de Passagem do Comando da Unidade. Na ocasião, o Ten Cel Ícaro Pereira Machado transmitiu o comando da unidade histórica do Exército Brasileiro, ao Ten Cel Rodrigo Bizerra Calado.

A cerimônia foi presidida pelo Diretor de Educação Superior Militar, General-de-Divisão Fernando Bartholomeu Fernandes e contou com a presença de comandantes das organizações militares da guarnição do Rio de Janeiro, antigos comandantes do CPOR-RJ, ex-alunos do CPOR-RJ e representantes do Conselho Nacional de Oficiais da Reserva, Associação dos Oficiais da Reserva do Rio de Janeiro e da Academia de História Militar Terrestre do Brasil.

Durante o evento, foi realizada a tradicional inauguração do retrato do Comandante sucedido na Galeria dos Comandantes do CPOR-RJ, além de uma homenagem aos militares pioneiros que atuaram na mudança da sede do CPOR-RJ para as atuais instalações na Vila Militar do Rio de Janeiro. Em suas palavras, o comandante sucedido agradeceu o apoio da tropa ao longo de sua gestão e destacou os inúmeros resultados alcançados durante o seu comando.

O Ten Cel Ícaro Pereira Machado transmitiu o comando da unidade histórica do Exército Brasileiro. (Ten Leandro/CPOR-RJ)

CPOR-RJ: instrumento estratégico de formação de oficiais R2 e de quadros de liderança para a sociedade brasileira

O Centro de Preparação de Oficiais da Reserva do Rio de Janeiro ocupa posição singular no sistema de formação de recursos humanos do Exército Brasileiro, ao articular a preparação militar de oficiais da reserva com a formação de lideranças civis que atuam em diferentes setores estratégicos da sociedade. Desde sua criação, a unidade cumpre a missão de capacitar aspirantes a oficiais temporários combinando instrução militar, formação ética e desenvolvimento de competências de comando.

A criação dos Centros de Preparação de Oficiais da Reserva remonta ao início do século XX, período marcado por reformas institucionais no Exército Brasileiro e pela busca de padrões profissionais inspirados em experiências internacionais. No Rio de Janeiro, então capital federal e principal polo político-militar do país, o CPOR assumiu papel relevante na formação de quadros aptos a atender às demandas de mobilização e defesa territorial. Ao longo das décadas, o CPOR/RJ acompanhou as transformações doutrinárias e organizacionais do Exército, atualizando métodos de ensino, conteúdos curriculares e práticas de instrução.

Enquadrado contexto histórico da modernização do ensino militar brasileiro, o CPOR/RJ foi concebido para atender à necessidade de ampliar o quadro de oficiais sem romper o vínculo entre as Forças Armadas e a sociedade civil. O modelo permite que jovens universitários recebam formação militar paralelamente à sua trajetória acadêmica, fortalecendo a integração entre defesa nacional e cidadania.

O Ten Cel Rodrigo Bizerra Calado assumiu o comando do CPOR-RJ, elo fundamental entre o Exército Brasileiro e a sociedade. (Ten Leandro/CPOR-RJ)

O oficial R/2 e sua função estratégica na sociedade

O oficial R/2 é um oficial da reserva não oriundo da Academia Militar das Agulhas Negras, formado em centros como o CPOR/RJ para integrar a reserva mobilizável do Exército Brasileiro. Embora não siga carreira militar permanente, esse oficial recebe instrução equivalente, em termos de valores e fundamentos de comando, àquela ministrada aos oficiais de carreira, com ênfase em liderança, responsabilidade e tomada de decisão.

No plano estratégico, os oficiais R/2 ampliam a capacidade de mobilização do Estado em situações de crise, conflito ou calamidade, além de atuarem como vetores de difusão da cultura de defesa no meio civil. A presença desses oficiais em empresas, órgãos públicos, universidades e organizações da sociedade civil contribui para o entendimento mais amplo das questões de segurança e defesa nacional.

Um dos aspectos mais relevantes do sistema CPOR em todo país é o impacto de sua formação para além do ambiente estritamente militar. A instrução recebida, baseada em disciplina, planejamento, trabalho em equipe e liderança sob pressão, tem reflexos diretos na atuação profissional dos egressos em áreas como administração pública, setor privado, segurança, engenharia, saúde e educação. Uma verdadeira “fábrica” de cidadãos com elevada consciência institucional, senso de responsabilidade coletiva e capacidade de liderança, atributos, desenvolvidos no contexto militar, e transferidos para a vida civil, reforçando a coesão social e o respeito às instituições do Estado.

Ao preservar sua tradição e adaptar-se às exigências contemporâneas, o Centro de Preparação de Oficiais da Reserva do Rio de Janeiro permanece como um elo fundamental entre o Exército Brasileiro e a sociedade, reafirmando o papel da formação militar como instrumento de defesa nacional e de desenvolvimento humano.

O Centro de Preparação de Oficiais da Reserva do Rio de Janeiro desempenha papel histórico na formação de oficiais R2 do Exército Brasileiro. (Ten Leandro/CPOR-RJ)
A criação dos Centros de Preparação de Oficiais da Reserva remonta ao início do século XX. (Ten Leandro/CPOR-RJ)

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O Centro de Preparação de Oficias da Reserva do Rio de Janeiro realizou, no dia 16 de janeiro de 2026, a solenidade de Passagem do Comando da Unidade. Na ocasião, o Ten Cel Ícaro Pereira Machado transmitiu o comando da unidade histórica do Exército Brasileiro, ao Ten Cel Rodrigo Bizerra Calado.

A cerimônia foi presidida pelo Diretor de Educação Superior Militar, General-de-Divisão Fernando Bartholomeu Fernandes e contou com a presença de comandantes das organizações militares da guarnição do Rio de Janeiro, antigos comandantes do CPOR-RJ, ex-alunos do CPOR-RJ e representantes do Conselho Nacional de Oficiais da Reserva, Associação dos Oficiais da Reserva do Rio de Janeiro e da Academia de História Militar Terrestre do Brasil.

Durante o evento, foi realizada a tradicional inauguração do retrato do Comandante sucedido na Galeria dos Comandantes do CPOR-RJ, além de uma homenagem aos militares pioneiros que atuaram na mudança da sede do CPOR-RJ para as atuais instalações na Vila Militar do Rio de Janeiro. Em suas palavras, o comandante sucedido agradeceu o apoio da tropa ao longo de sua gestão e destacou os inúmeros resultados alcançados durante o seu comando.

O Ten Cel Ícaro Pereira Machado transmitiu o comando da unidade histórica do Exército Brasileiro. (Ten Leandro/CPOR-RJ)

CPOR-RJ: instrumento estratégico de formação de oficiais R2 e de quadros de liderança para a sociedade brasileira

O Centro de Preparação de Oficiais da Reserva do Rio de Janeiro ocupa posição singular no sistema de formação de recursos humanos do Exército Brasileiro, ao articular a preparação militar de oficiais da reserva com a formação de lideranças civis que atuam em diferentes setores estratégicos da sociedade. Desde sua criação, a unidade cumpre a missão de capacitar aspirantes a oficiais temporários combinando instrução militar, formação ética e desenvolvimento de competências de comando.

A criação dos Centros de Preparação de Oficiais da Reserva remonta ao início do século XX, período marcado por reformas institucionais no Exército Brasileiro e pela busca de padrões profissionais inspirados em experiências internacionais. No Rio de Janeiro, então capital federal e principal polo político-militar do país, o CPOR assumiu papel relevante na formação de quadros aptos a atender às demandas de mobilização e defesa territorial. Ao longo das décadas, o CPOR/RJ acompanhou as transformações doutrinárias e organizacionais do Exército, atualizando métodos de ensino, conteúdos curriculares e práticas de instrução.

Enquadrado contexto histórico da modernização do ensino militar brasileiro, o CPOR/RJ foi concebido para atender à necessidade de ampliar o quadro de oficiais sem romper o vínculo entre as Forças Armadas e a sociedade civil. O modelo permite que jovens universitários recebam formação militar paralelamente à sua trajetória acadêmica, fortalecendo a integração entre defesa nacional e cidadania.

O Ten Cel Rodrigo Bizerra Calado assumiu o comando do CPOR-RJ, elo fundamental entre o Exército Brasileiro e a sociedade. (Ten Leandro/CPOR-RJ)

O oficial R/2 e sua função estratégica na sociedade

O oficial R/2 é um oficial da reserva não oriundo da Academia Militar das Agulhas Negras, formado em centros como o CPOR/RJ para integrar a reserva mobilizável do Exército Brasileiro. Embora não siga carreira militar permanente, esse oficial recebe instrução equivalente, em termos de valores e fundamentos de comando, àquela ministrada aos oficiais de carreira, com ênfase em liderança, responsabilidade e tomada de decisão.

No plano estratégico, os oficiais R/2 ampliam a capacidade de mobilização do Estado em situações de crise, conflito ou calamidade, além de atuarem como vetores de difusão da cultura de defesa no meio civil. A presença desses oficiais em empresas, órgãos públicos, universidades e organizações da sociedade civil contribui para o entendimento mais amplo das questões de segurança e defesa nacional.

Um dos aspectos mais relevantes do sistema CPOR em todo país é o impacto de sua formação para além do ambiente estritamente militar. A instrução recebida, baseada em disciplina, planejamento, trabalho em equipe e liderança sob pressão, tem reflexos diretos na atuação profissional dos egressos em áreas como administração pública, setor privado, segurança, engenharia, saúde e educação. Uma verdadeira “fábrica” de cidadãos com elevada consciência institucional, senso de responsabilidade coletiva e capacidade de liderança, atributos, desenvolvidos no contexto militar, e transferidos para a vida civil, reforçando a coesão social e o respeito às instituições do Estado.

Ao preservar sua tradição e adaptar-se às exigências contemporâneas, o Centro de Preparação de Oficiais da Reserva do Rio de Janeiro permanece como um elo fundamental entre o Exército Brasileiro e a sociedade, reafirmando o papel da formação militar como instrumento de defesa nacional e de desenvolvimento humano.

O Centro de Preparação de Oficiais da Reserva do Rio de Janeiro desempenha papel histórico na formação de oficiais R2 do Exército Brasileiro. (Ten Leandro/CPOR-RJ)
A criação dos Centros de Preparação de Oficiais da Reserva remonta ao início do século XX. (Ten Leandro/CPOR-RJ)

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