
A Argentina iniciou um marco histórico para sua Força Aérea com o deslocamento de seis caças F-16 Fighting Falcon da Dinamarca rumo à América do Sul. Essa movimentação é parte de um acordo maior que prevê a aquisição de 24 aeronaves da mesma geração, visando recompor a capacidade supersônica do país, perdida desde a aposentadoria dos jatos Mirage em 2015.
A operação de translado, iniciada em 28 de novembro de 2025 a partir da base aérea de Skrydstrup, na Dinamarca, incluiu uma escala na Espanha antes da crucial travessia do Oceano Atlântico. As aeronaves, compreendendo modelos monopostos e bipostos (F-16AM/BM Block 15 MLU), estão sendo transportadas com o suporte logístico de aeronaves de reabastecimento, que desempenham um papel essencial para garantir a autonomia durante toda a rota.
Segundo apurado, a escolta dos F-16 inclui um Boeing 737-700 T-99, um KC-130H Hercules TC-69 e um Boeing KC-135R Stratotanker da USAF (Força Aérea dos Estados Unidos), demonstrando a complexidade e a importância estratégica da operação.
O cronograma estabelecido prevê que as primeiras unidades cheguem à Argentina por volta do dia 5 de dezembro, com destino à base da Área de Material Río Cuarto, localizada na província de Córdoba. Nessa base, foram realizadas adaptações e preparações para receber a nova frota de caças F-16, assegurando a infraestrutura necessária para sua operação e manutenção.

Recomposição da capacidade supersônica e impacto na defesa aérea da Argentina
Para a Força Aérea Argentina, a chegada dos caças F-16 representa um marco significativo, marcando a retomada da capacidade supersônica perdida há quase uma década. Autoridades militares enfatizam que a introdução dos novos caças F-16 sinaliza o início de uma nova era para a aviação de combate do país, abrindo caminho para a renovação de doutrinas, a reestruturação das unidades aéreas e a modernização da capacidade de defesa do espaço aéreo nacional. A modernização impulsionada pela aquisição dos caças F-16 é vista como crucial para a segurança do país.
A chegada dos primeiros caças F-16 à Argentina marca o início de um processo de modernização e fortalecimento da Força Aérea do país. Espera-se que a incorporação das restantes aeronaves e a implementação das novas doutrinas e estruturas operacionais contribuam significativamente para a capacidade de defesa aérea da Argentina nos próximos anos.









