A Alemanha recorre a mísseis Tomahawk dos EUA enquanto a Europa expande suas capacidades de ataque de longo alcance

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A Alemanha recorre a mísseis Tomahawk dos EUA enquanto a Europa expande suas capacidades de ataque de longo alcance

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O governo alemão, através do chanceler Friedrich Merz, anunciou a formalização de um acordo com os Estados Unidos para a aquisição de mísseis de cruzeiro de longo alcance Tomahawk. Esta medida, descrita por Merz na quinta-feira, representa um passo fundamental para o preenchimento de uma lacuna estratégica nas capacidades de defesa da Alemanha. O acordo foi finalizado à margem da Cúpula da OTAN em Ancara, realizada em 7 e 8 de julho, conforme declarado pelo chanceler perante o Bundestag, reforçando o compromisso com a segurança nacional e a coordenação transatlântica.

Merz enfatizou que a aquisição dos mísseis Tomahawk e seu estacionamento em território alemão são cruciais para "fechar uma importante lacuna estratégica em nossa defesa". Ele adicionou que, paralelamente a esta aquisição imediata dos EUA, a Alemanha continuará a trabalhar com parceiros europeus para desenvolver sistemas de ataque de longo alcance próprios, com o objetivo de os posicionar na Europa. Essa estratégia dual reflete a necessidade de capacidades imediatas e o compromisso com a autonomia estratégica europeia. A decisão alemã de comprar os mísseis diretamente de Washington segue a reversão de um plano de 2024, acordado sob o ex-presidente Joe Biden, que previa o desdobramento de mísseis Tomahawk de propriedade dos EUA na Alemanha até 2026, uma iniciativa que o então presidente Donald Trump decidiu abandonar.

Acordo estratégico e lacuna de defesa alemã

Os mísseis de cruzeiro Tomahawk possuem um alcance notável de até 2.500 quilômetros, uma característica que permite ataques contra alvos situados profundamente em território hostil. Essa capacidade técnica confere à Bundeswehr, as forças armadas alemãs, uma significativa vantagem tática, proporcionando uma ferramenta eficaz para dissuasão e para a projeção de força em cenários complexos de segurança.

Ameaças à segurança e a resposta de longo alcance

A Alemanha tem consistentemente justificado a necessidade dessas capacidades devido às crescentes preocupações de segurança impostas pela Rússia. Em 2024, o Ministério da Defesa alemão já havia relatado o desdobramento de sistemas de mísseis Iskander, com capacidade nuclear, e aeronaves armadas com mísseis hipersônicos no enclave de Kaliningrado, que faz fronteira com a Polônia e a Lituânia. Os planos de Moscou de estacionar armas nucleares em Belarus também foram citados. Considerando que Moscou está a aproximadamente 1.600 quilômetros de Berlim, os mísseis Tomahawk posicionados na Alemanha oferecerão à Bundeswehr uma capacidade de ataque convencional de longo alcance crucial para a defesa regional.

A estratégia europeia e o legado do tratado INF

Atualmente, os membros europeus da OTAN não possuem sistemas de mísseis terrestres de médio alcance desenvolvidos internamente. Em resposta a essa lacuna, várias nações aliadas participam da iniciativa European Long-Range Strike Approach (ELSA), lançada na Cúpula da OTAN de 2024 em Washington. O objetivo é desenvolver conjuntamente um novo míssil de cruzeiro europeu com alcance superior a 2.000 quilômetros. O Ministério da Defesa alemão já confirmou o início dos trabalhos para essa futura capacidade, demonstrando o empenho em reforçar a autossuficiência europeia.

A proibição de mísseis balísticos e de cruzeiro terrestres com alcances entre 500 e 5.500 quilômetros estava em vigor sob o Tratado sobre Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF), assinado em 1987 entre os Estados Unidos e a União Soviética. No entanto, os Estados Unidos se retiraram do tratado em 2019, após acusarem a Rússia de violar o acordo com o desenvolvimento do míssil de cruzeiro 9M729, de lançamento terrestre e com capacidade nuclear. A obsolescência deste tratado fundamental redefiniu o panorama da segurança, impulsionando a necessidade de novas estratégias e capacidades de longo alcance na Europa.

A aquisição dos mísseis Tomahawk pela Alemanha marca um ponto de virada na defesa europeia, equilibrando a necessidade de capacidades imediatas com a visão de uma autonomia estratégica de longo prazo. Para análises aprofundadas sobre defesa, geopolítica e segurança internacional, siga a OP Magazine em nossas redes sociais e mantenha-se informado.

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O governo alemão, através do chanceler Friedrich Merz, anunciou a formalização de um acordo com os Estados Unidos para a aquisição de mísseis de cruzeiro de longo alcance Tomahawk. Esta medida, descrita por Merz na quinta-feira, representa um passo fundamental para o preenchimento de uma lacuna estratégica nas capacidades de defesa da Alemanha. O acordo foi finalizado à margem da Cúpula da OTAN em Ancara, realizada em 7 e 8 de julho, conforme declarado pelo chanceler perante o Bundestag, reforçando o compromisso com a segurança nacional e a coordenação transatlântica.

Merz enfatizou que a aquisição dos mísseis Tomahawk e seu estacionamento em território alemão são cruciais para "fechar uma importante lacuna estratégica em nossa defesa". Ele adicionou que, paralelamente a esta aquisição imediata dos EUA, a Alemanha continuará a trabalhar com parceiros europeus para desenvolver sistemas de ataque de longo alcance próprios, com o objetivo de os posicionar na Europa. Essa estratégia dual reflete a necessidade de capacidades imediatas e o compromisso com a autonomia estratégica europeia. A decisão alemã de comprar os mísseis diretamente de Washington segue a reversão de um plano de 2024, acordado sob o ex-presidente Joe Biden, que previa o desdobramento de mísseis Tomahawk de propriedade dos EUA na Alemanha até 2026, uma iniciativa que o então presidente Donald Trump decidiu abandonar.

Acordo estratégico e lacuna de defesa alemã

Os mísseis de cruzeiro Tomahawk possuem um alcance notável de até 2.500 quilômetros, uma característica que permite ataques contra alvos situados profundamente em território hostil. Essa capacidade técnica confere à Bundeswehr, as forças armadas alemãs, uma significativa vantagem tática, proporcionando uma ferramenta eficaz para dissuasão e para a projeção de força em cenários complexos de segurança.

Ameaças à segurança e a resposta de longo alcance

A Alemanha tem consistentemente justificado a necessidade dessas capacidades devido às crescentes preocupações de segurança impostas pela Rússia. Em 2024, o Ministério da Defesa alemão já havia relatado o desdobramento de sistemas de mísseis Iskander, com capacidade nuclear, e aeronaves armadas com mísseis hipersônicos no enclave de Kaliningrado, que faz fronteira com a Polônia e a Lituânia. Os planos de Moscou de estacionar armas nucleares em Belarus também foram citados. Considerando que Moscou está a aproximadamente 1.600 quilômetros de Berlim, os mísseis Tomahawk posicionados na Alemanha oferecerão à Bundeswehr uma capacidade de ataque convencional de longo alcance crucial para a defesa regional.

A estratégia europeia e o legado do tratado INF

Atualmente, os membros europeus da OTAN não possuem sistemas de mísseis terrestres de médio alcance desenvolvidos internamente. Em resposta a essa lacuna, várias nações aliadas participam da iniciativa European Long-Range Strike Approach (ELSA), lançada na Cúpula da OTAN de 2024 em Washington. O objetivo é desenvolver conjuntamente um novo míssil de cruzeiro europeu com alcance superior a 2.000 quilômetros. O Ministério da Defesa alemão já confirmou o início dos trabalhos para essa futura capacidade, demonstrando o empenho em reforçar a autossuficiência europeia.

A proibição de mísseis balísticos e de cruzeiro terrestres com alcances entre 500 e 5.500 quilômetros estava em vigor sob o Tratado sobre Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF), assinado em 1987 entre os Estados Unidos e a União Soviética. No entanto, os Estados Unidos se retiraram do tratado em 2019, após acusarem a Rússia de violar o acordo com o desenvolvimento do míssil de cruzeiro 9M729, de lançamento terrestre e com capacidade nuclear. A obsolescência deste tratado fundamental redefiniu o panorama da segurança, impulsionando a necessidade de novas estratégias e capacidades de longo alcance na Europa.

A aquisição dos mísseis Tomahawk pela Alemanha marca um ponto de virada na defesa europeia, equilibrando a necessidade de capacidades imediatas com a visão de uma autonomia estratégica de longo prazo. Para análises aprofundadas sobre defesa, geopolítica e segurança internacional, siga a OP Magazine em nossas redes sociais e mantenha-se informado.

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