USS Theodore Roosevelt navega com marinhas aliadas no Mar das Filipinas durante o Keen Sword

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USS Theodore Roosevelt navega com marinhas aliadas no Mar das Filipinas durante o Keen Sword

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O porta-aviões nuclear americano USS Theodore Roosevelt (CVN-71) tem sido um ponto focal no Mar das Filipinas, operando em conjunto com uma coalizão naval de potências aliadas. Esta manobra estratégica, parte integrante do exercício Keen Sword, demonstra um esforço robusto para fortalecer a interoperabilidade e as alianças regionais em um cenário geopolítico dinâmico. A frota multinacional inclui unidades navais das Forças de Autodefesa do Japão, da Real Marinha Australiana, da Real Marinha Canadense e da Marinha francesa, sublinhando a amplitude do engajamento e da colaboração militar na região. A Marinha dos Estados Unidos, ao divulgar esta operação em suas plataformas sociais, enfatizou a importância destes treinamentos multilaterais na manutenção da estabilidade e segurança do Indo-Pacífico.

Keen Sword: o maior exercício conjunto no Indo-Pacífico

O Keen Sword é reconhecido como o principal exercício de campo conjunto entre o Japão e os Estados Unidos, desempenhando um papel crucial na prontidão defensiva de ambas as nações. A edição atual, que se estendeu de 19 a 29 de outubro, mobilizou aproximadamente 56 mil militares. Destes, cerca de 45 mil pertencem às Forças de Autodefesa do Japão, complementados por 11 mil militares americanos. A magnitude do exercício é ainda mais evidente com o empenho de 6.100 viaturas, 40 navios e 260 aeronaves por parte do Japão, conforme detalhado pelo Estado-Maior Conjunto japonês. Este vasto contingente e equipamento são empregados em uma série de treinamentos realistas, visando aprimorar a capacidade de resposta conjunta a diversas ameaças.

A participação no Keen Sword desta edição é notavelmente expandida, envolvendo sete países parceiros além das forças principais. Além da Austrália, Canadá e França, a Alemanha, os Países Baixos, a Nova Zelândia e as Filipinas contribuíram com suas respectivas forças. Essa ampliação reflete um crescente interesse e engajamento internacional na segurança do Indo-Pacífico. Adicionalmente, a Coreia do Sul e o Reino Unido acompanharam as atividades como observadores, o que, segundo o jornal Stars and Stripes, quase dobrou o número de parceiros em comparação com a edição de 2024. Este aumento na participação de países parceiros e observadores destaca a relevância estratégica do exercício no cenário global.

O comando do exercício é compartilhado por figuras militares de alto escalão: o almirante Tateki Tawara, comandante do Comando de Operações Conjuntas das Forças de Autodefesa do Japão, e o almirante Stephen Koehler, comandante da Frota do Pacífico dos Estados Unidos. Sob a liderança desses oficiais, foram planejados e executados 15 eventos de treinamento específicos. Estes incluem defesa aérea e antimíssil integrada, operações antinavio ofensivas combinadas, operações anfíbias, resposta a ataques cibernéticos, guerra eletromagnética, consciência situacional espacial, logística conjunta e proteção de infraestrutura crítica. A diversidade desses eventos abrange um espectro completo de desafios de segurança modernos, preparando as forças aliadas para cenários complexos e multifacetados.

As atividades do Keen Sword concentram-se predominantemente nas regiões oeste e sul do Japão, abrangendo uma área de importância estratégica crucial. Esta área inclui o arco de ilhas que se estende de Kyushu até as proximidades de Taiwan, passando por Okinawa, além do Mar do Japão e do Mar da China Oriental. Essa localização geográfica sublinha a relevância do exercício na projeção de poder e na dissuasão em uma das regiões mais sensíveis do mundo.

Novas tecnologias e implicações táticas

A edição atual do Keen Sword marcou a estreia de sistemas militares avançados em locais estratégicos. Pela primeira vez, o Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos desdobrou na ilha de Yonaguni, a mais ocidental do Japão, os sistemas de mísseis NMESIS (antinavio) e MADIS (defesa antiaérea de curto alcance). Esses sistemas são operados por cerca de 60 militares do 12º Regimento Litorâneo de Fuzileiros Navais e do Exército americano, demonstrando a capacidade de resposta rápida e a defesa em profundidade em áreas remotas. Simultaneamente, o Japão introduziu no exercício o míssil superfície-navio Tipo 25, participando do treinamento antinavio sem realizar disparos. A integração desses novos sistemas e a realização de exercícios com eles, mesmo sem lançamento real, sublinham a modernização das capacidades defensivas e aprimoramento das táticas conjuntas.

A chegada do USS Theodore Roosevelt à Base Naval de Yokosuka em 16 de outubro, acompanhado pelo cruzador USS Chosin (CG-65) e pelo destróier USS Decatur (DDG-73), representou um evento notável. Segundo o Stars and Stripes, esta foi a primeira vez em mais de quatro anos que um porta-aviões visitante atracou na sede da 7ª Frota, sendo o último o USS Abraham Lincoln, em maio de 2022. O Theodore Roosevelt, que tem como base San Diego, ocupou o cais do USS George Washington, um porta-aviões baseado no Japão que está atualmente desdobrado no Oriente Médio. Após um período de manutenção e reabastecimento na Baía de Tóquio, o grupo de ataque partiu em 19 de outubro para se juntar ao exercício Keen Sword. O Grupo de Ataque de Porta-Aviões 9 compreende aproximadamente 5 mil marinheiros e fuzileiros navais, incluindo os destróieres USS Paul Hamilton (DDG-60) e USS Carl M. Levin (DDG-120). Um aspecto inédito desta força foi a inclusão de um grande veículo de superfície não tripulado, conforme descrito por um funcionário do Pentágono citado pelo site Marine Insight, marcando uma nova fase na colaboração tecnológica entre os dois países. Há a expectativa de que o Theodore Roosevelt siga para o Oriente Médio após o Keen Sword, possivelmente rendendo o George Washington, embora a Marinha dos EUA não tenha confirmado oficialmente este desdobramento.

Em relação à natureza do exercício, o major Ephesian Poinsette, porta-voz do Keen Sword, afirmou ao Stars and Stripes que o treinamento "não é dirigido a um país em particular nem é uma resposta a um único evento regional". Ele enfatizou que se trata de um exercício defensivo e de rotina, concebido para "gerar a prontidão que torna a dissuasão crível". No entanto, a movimentação das forças aliadas foi atentamente monitorada. A Força Marítima de Autodefesa do Japão registrou, entre 17 e 18 de outubro, a passagem de um navio de inteligência chinês da classe Dongdiao, com indicativo visual 798, que cruzou o Estreito de Osumi em direção ao Pacífico, segundo informações do site Zona Militar. Esta vigilância sublinha a complexidade das dinâmicas regionais. O Keen Sword, realizado desde o ano fiscal de 1985, alterna entre exercícios de campo e de posto de comando. A edição atual, conhecida pelo Estado-Maior Conjunto japonês como Keen Sword 27, é a 18ª a ocorrer no formato de campo, consolidando a tradição de treinamento e cooperação militar.

Para aprofundar seu entendimento sobre defesa, geopolítica e segurança, e ficar por dentro das análises mais qualificadas sobre conflitos internacionais, siga a OP Magazine em todas as nossas redes sociais. Mantenha-se informado com conteúdo exclusivo e aprofundado, que vai além das manchetes.

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O porta-aviões nuclear americano USS Theodore Roosevelt (CVN-71) tem sido um ponto focal no Mar das Filipinas, operando em conjunto com uma coalizão naval de potências aliadas. Esta manobra estratégica, parte integrante do exercício Keen Sword, demonstra um esforço robusto para fortalecer a interoperabilidade e as alianças regionais em um cenário geopolítico dinâmico. A frota multinacional inclui unidades navais das Forças de Autodefesa do Japão, da Real Marinha Australiana, da Real Marinha Canadense e da Marinha francesa, sublinhando a amplitude do engajamento e da colaboração militar na região. A Marinha dos Estados Unidos, ao divulgar esta operação em suas plataformas sociais, enfatizou a importância destes treinamentos multilaterais na manutenção da estabilidade e segurança do Indo-Pacífico.

Keen Sword: o maior exercício conjunto no Indo-Pacífico

O Keen Sword é reconhecido como o principal exercício de campo conjunto entre o Japão e os Estados Unidos, desempenhando um papel crucial na prontidão defensiva de ambas as nações. A edição atual, que se estendeu de 19 a 29 de outubro, mobilizou aproximadamente 56 mil militares. Destes, cerca de 45 mil pertencem às Forças de Autodefesa do Japão, complementados por 11 mil militares americanos. A magnitude do exercício é ainda mais evidente com o empenho de 6.100 viaturas, 40 navios e 260 aeronaves por parte do Japão, conforme detalhado pelo Estado-Maior Conjunto japonês. Este vasto contingente e equipamento são empregados em uma série de treinamentos realistas, visando aprimorar a capacidade de resposta conjunta a diversas ameaças.

A participação no Keen Sword desta edição é notavelmente expandida, envolvendo sete países parceiros além das forças principais. Além da Austrália, Canadá e França, a Alemanha, os Países Baixos, a Nova Zelândia e as Filipinas contribuíram com suas respectivas forças. Essa ampliação reflete um crescente interesse e engajamento internacional na segurança do Indo-Pacífico. Adicionalmente, a Coreia do Sul e o Reino Unido acompanharam as atividades como observadores, o que, segundo o jornal Stars and Stripes, quase dobrou o número de parceiros em comparação com a edição de 2024. Este aumento na participação de países parceiros e observadores destaca a relevância estratégica do exercício no cenário global.

O comando do exercício é compartilhado por figuras militares de alto escalão: o almirante Tateki Tawara, comandante do Comando de Operações Conjuntas das Forças de Autodefesa do Japão, e o almirante Stephen Koehler, comandante da Frota do Pacífico dos Estados Unidos. Sob a liderança desses oficiais, foram planejados e executados 15 eventos de treinamento específicos. Estes incluem defesa aérea e antimíssil integrada, operações antinavio ofensivas combinadas, operações anfíbias, resposta a ataques cibernéticos, guerra eletromagnética, consciência situacional espacial, logística conjunta e proteção de infraestrutura crítica. A diversidade desses eventos abrange um espectro completo de desafios de segurança modernos, preparando as forças aliadas para cenários complexos e multifacetados.

As atividades do Keen Sword concentram-se predominantemente nas regiões oeste e sul do Japão, abrangendo uma área de importância estratégica crucial. Esta área inclui o arco de ilhas que se estende de Kyushu até as proximidades de Taiwan, passando por Okinawa, além do Mar do Japão e do Mar da China Oriental. Essa localização geográfica sublinha a relevância do exercício na projeção de poder e na dissuasão em uma das regiões mais sensíveis do mundo.

Novas tecnologias e implicações táticas

A edição atual do Keen Sword marcou a estreia de sistemas militares avançados em locais estratégicos. Pela primeira vez, o Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos desdobrou na ilha de Yonaguni, a mais ocidental do Japão, os sistemas de mísseis NMESIS (antinavio) e MADIS (defesa antiaérea de curto alcance). Esses sistemas são operados por cerca de 60 militares do 12º Regimento Litorâneo de Fuzileiros Navais e do Exército americano, demonstrando a capacidade de resposta rápida e a defesa em profundidade em áreas remotas. Simultaneamente, o Japão introduziu no exercício o míssil superfície-navio Tipo 25, participando do treinamento antinavio sem realizar disparos. A integração desses novos sistemas e a realização de exercícios com eles, mesmo sem lançamento real, sublinham a modernização das capacidades defensivas e aprimoramento das táticas conjuntas.

A chegada do USS Theodore Roosevelt à Base Naval de Yokosuka em 16 de outubro, acompanhado pelo cruzador USS Chosin (CG-65) e pelo destróier USS Decatur (DDG-73), representou um evento notável. Segundo o Stars and Stripes, esta foi a primeira vez em mais de quatro anos que um porta-aviões visitante atracou na sede da 7ª Frota, sendo o último o USS Abraham Lincoln, em maio de 2022. O Theodore Roosevelt, que tem como base San Diego, ocupou o cais do USS George Washington, um porta-aviões baseado no Japão que está atualmente desdobrado no Oriente Médio. Após um período de manutenção e reabastecimento na Baía de Tóquio, o grupo de ataque partiu em 19 de outubro para se juntar ao exercício Keen Sword. O Grupo de Ataque de Porta-Aviões 9 compreende aproximadamente 5 mil marinheiros e fuzileiros navais, incluindo os destróieres USS Paul Hamilton (DDG-60) e USS Carl M. Levin (DDG-120). Um aspecto inédito desta força foi a inclusão de um grande veículo de superfície não tripulado, conforme descrito por um funcionário do Pentágono citado pelo site Marine Insight, marcando uma nova fase na colaboração tecnológica entre os dois países. Há a expectativa de que o Theodore Roosevelt siga para o Oriente Médio após o Keen Sword, possivelmente rendendo o George Washington, embora a Marinha dos EUA não tenha confirmado oficialmente este desdobramento.

Em relação à natureza do exercício, o major Ephesian Poinsette, porta-voz do Keen Sword, afirmou ao Stars and Stripes que o treinamento "não é dirigido a um país em particular nem é uma resposta a um único evento regional". Ele enfatizou que se trata de um exercício defensivo e de rotina, concebido para "gerar a prontidão que torna a dissuasão crível". No entanto, a movimentação das forças aliadas foi atentamente monitorada. A Força Marítima de Autodefesa do Japão registrou, entre 17 e 18 de outubro, a passagem de um navio de inteligência chinês da classe Dongdiao, com indicativo visual 798, que cruzou o Estreito de Osumi em direção ao Pacífico, segundo informações do site Zona Militar. Esta vigilância sublinha a complexidade das dinâmicas regionais. O Keen Sword, realizado desde o ano fiscal de 1985, alterna entre exercícios de campo e de posto de comando. A edição atual, conhecida pelo Estado-Maior Conjunto japonês como Keen Sword 27, é a 18ª a ocorrer no formato de campo, consolidando a tradição de treinamento e cooperação militar.

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