Pentágono e BAE assinam acordo para até 25.000 kits de munição de precisão guiada anualmente

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Pentágono e BAE assinam acordo para até 25.000 kits de munição de precisão guiada anualmente

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O Departamento de Defesa dos Estados Unidos anunciou na segunda-feira a formalização de um acordo-quadro com a BAE Systems, estabelecendo a compra de até 25.000 kits de orientação anuais para o Sistema Avançado de Armas de Precisão (Advanced Precision Kill Weapon System, ou APKWS). Este contrato de longo prazo pode se estender por até sete anos, sinalizando um compromisso estratégico e duradouro com a aquisição dessas capacidades críticas para as forças armadas norte-americanas.

Os kits APKWS representam uma inovação significativa ao transformar foguetes não guiados de 2,75 polegadas, um padrão comum em diversos vetores aéreos, em munições guiadas a laser. Essa tecnologia confere precisão cirúrgica a um armamento antes de área, ampliando drasticamente sua eficácia. Atualmente, todas as quatro forças armadas dos EUA — Exército, Marinha, Força Aérea e Corpo de Fuzileiros Navais — utilizam esses kits. O sistema APKWS consolidou-se como uma alternativa mais econômica e eficiente em comparação com os mísseis ar-ar tradicionais para a interceptação de drones, um cenário de ameaça crescente e de alta relevância estratégica.

É importante notar que, para que a aquisição seja efetivada e os fundos liberados, o acordo ainda depende da aprovação e do financiamento do Congresso dos EUA, conforme declarado pelo Departamento de Defesa. A BAE Systems, por sua vez, já comunicou que intensificará sua capacidade de produção enquanto as negociações para um contrato plurianual definitivo prosseguem. Até o momento, o custo total desta nova transação não foi divulgado por nenhuma das partes envolvidas.

Expansão da produção para aliados internacionais

O acordo-quadro também prevê um plano para expandir a produção anual de kits APKWS para 35.000 unidades, visando atender à demanda de países aliados dos Estados Unidos. O Departamento de Defesa especificou que essa capacidade adicional será ativada e disponibilizada à medida que as nações parceiras formalizarem suas solicitações por meio do programa de Vendas Militares Estrangeiras (Foreign Military Sales, ou FMS). Essa iniciativa sublinha a importância da cooperação em defesa e o fortalecimento das capacidades militares de aliados estratégicos.

Michael Duffey, subsecretário de aquisição e sustentação do Pentágono, destacou o impacto do acordo no anúncio oficial. Segundo ele, "Ao garantir a demanda de vários anos, este acordo mantém as linhas de produção operando em sua capacidade máxima, fornece às nossas forças um inventário de interceptadores e inverte o cálculo de custos a favor do contribuinte". Essa declaração ressalta os múltiplos benefícios, incluindo a estabilidade industrial, a prontidão operacional e a otimização dos recursos fiscais.

A BAE Systems, que fabrica os kits APKWS em suas instalações em Hudson, New Hampshire, e Austin, Texas, anunciou em fevereiro que já havia entregue o seu 100.000º kit. O volume de 25.000 unidades por ano estabelecido neste novo acordo-quadro está alinhado com a capacidade de produção que a BAE já havia mencionado anteriormente. Em 2023, um representante da empresa afirmou que o APKWS estava em plena produção, com margem para expandir para 25.000 unidades anuais.

Tom Arseneault, presidente e CEO da BAE Systems Inc., reiterou a relevância do sistema. "O APKWS oferece precisão comprovada, confiável e acessível em escala para neutralizar ameaças em evolução e garantir que nossos combatentes mantenham uma vantagem decisiva", declarou Arseneault, enfatizando as características que o tornam um ativo valioso no cenário de segurança contemporâneo.

Contexto de contratos anteriores e acordos estratégicos

Este novo acordo-quadro segue um contrato anterior da Marinha dos EUA para o APKWS com a BAE, concedido em agosto de 2025 (sic). Avaliado em até US$ 1,74 bilhão, esse contrato cobre até 55.000 kits destinados à Marinha, ao Exército e a clientes estrangeiros, com a expectativa de que os trabalhos sejam concluídos até dezembro de 2031. Entre os compradores aliados, a Arábia Saudita recebeu aprovação do Departamento de Estado em julho para um possível pacote de US$ 1,96 bilhão, que inclui até 20.000 kits APKWS, divididos igualmente entre versões ar-ar e ar-terra. A Itália também está avaliando a compra de 5.031 kits especificamente para defesa contra drones.

O acordo APKWS é o mais recente em uma série de pactos-quadro que o Pentágono assinou este ano com o objetivo de impulsionar significativamente a produção de munições e sistemas de defesa. Em janeiro, a Lockheed Martin firmou um compromisso para mais do que triplicar a produção do interceptador Patriot Advanced Capability-3 Missile Segment Enhancement (PAC-3 MSE), uma peça fundamental na defesa aérea e de mísseis. Em março, a BAE e a Lockheed concordaram em quadruplicar a produção de buscadores para o interceptador Terminal High Altitude Area Defense (THAAD). Um acordo-quadro separado para o THAAD, assinado em janeiro, resultou em um contrato em junho avaliado em mais de US$ 35 bilhões para os próprios interceptadores, evidenciando a escala e a urgência de fortalecer a capacidade de defesa estratégica.

Para se manter atualizado sobre os desenvolvimentos mais recentes em defesa, geopolítica e segurança, e para análises aprofundadas como esta, siga a OP Magazine em nossas redes sociais e não perca nenhum dos nossos conteúdos exclusivos. Sua compreensão sobre o cenário global começa aqui.

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O Departamento de Defesa dos Estados Unidos anunciou na segunda-feira a formalização de um acordo-quadro com a BAE Systems, estabelecendo a compra de até 25.000 kits de orientação anuais para o Sistema Avançado de Armas de Precisão (Advanced Precision Kill Weapon System, ou APKWS). Este contrato de longo prazo pode se estender por até sete anos, sinalizando um compromisso estratégico e duradouro com a aquisição dessas capacidades críticas para as forças armadas norte-americanas.

Os kits APKWS representam uma inovação significativa ao transformar foguetes não guiados de 2,75 polegadas, um padrão comum em diversos vetores aéreos, em munições guiadas a laser. Essa tecnologia confere precisão cirúrgica a um armamento antes de área, ampliando drasticamente sua eficácia. Atualmente, todas as quatro forças armadas dos EUA — Exército, Marinha, Força Aérea e Corpo de Fuzileiros Navais — utilizam esses kits. O sistema APKWS consolidou-se como uma alternativa mais econômica e eficiente em comparação com os mísseis ar-ar tradicionais para a interceptação de drones, um cenário de ameaça crescente e de alta relevância estratégica.

É importante notar que, para que a aquisição seja efetivada e os fundos liberados, o acordo ainda depende da aprovação e do financiamento do Congresso dos EUA, conforme declarado pelo Departamento de Defesa. A BAE Systems, por sua vez, já comunicou que intensificará sua capacidade de produção enquanto as negociações para um contrato plurianual definitivo prosseguem. Até o momento, o custo total desta nova transação não foi divulgado por nenhuma das partes envolvidas.

Expansão da produção para aliados internacionais

O acordo-quadro também prevê um plano para expandir a produção anual de kits APKWS para 35.000 unidades, visando atender à demanda de países aliados dos Estados Unidos. O Departamento de Defesa especificou que essa capacidade adicional será ativada e disponibilizada à medida que as nações parceiras formalizarem suas solicitações por meio do programa de Vendas Militares Estrangeiras (Foreign Military Sales, ou FMS). Essa iniciativa sublinha a importância da cooperação em defesa e o fortalecimento das capacidades militares de aliados estratégicos.

Michael Duffey, subsecretário de aquisição e sustentação do Pentágono, destacou o impacto do acordo no anúncio oficial. Segundo ele, "Ao garantir a demanda de vários anos, este acordo mantém as linhas de produção operando em sua capacidade máxima, fornece às nossas forças um inventário de interceptadores e inverte o cálculo de custos a favor do contribuinte". Essa declaração ressalta os múltiplos benefícios, incluindo a estabilidade industrial, a prontidão operacional e a otimização dos recursos fiscais.

A BAE Systems, que fabrica os kits APKWS em suas instalações em Hudson, New Hampshire, e Austin, Texas, anunciou em fevereiro que já havia entregue o seu 100.000º kit. O volume de 25.000 unidades por ano estabelecido neste novo acordo-quadro está alinhado com a capacidade de produção que a BAE já havia mencionado anteriormente. Em 2023, um representante da empresa afirmou que o APKWS estava em plena produção, com margem para expandir para 25.000 unidades anuais.

Tom Arseneault, presidente e CEO da BAE Systems Inc., reiterou a relevância do sistema. "O APKWS oferece precisão comprovada, confiável e acessível em escala para neutralizar ameaças em evolução e garantir que nossos combatentes mantenham uma vantagem decisiva", declarou Arseneault, enfatizando as características que o tornam um ativo valioso no cenário de segurança contemporâneo.

Contexto de contratos anteriores e acordos estratégicos

Este novo acordo-quadro segue um contrato anterior da Marinha dos EUA para o APKWS com a BAE, concedido em agosto de 2025 (sic). Avaliado em até US$ 1,74 bilhão, esse contrato cobre até 55.000 kits destinados à Marinha, ao Exército e a clientes estrangeiros, com a expectativa de que os trabalhos sejam concluídos até dezembro de 2031. Entre os compradores aliados, a Arábia Saudita recebeu aprovação do Departamento de Estado em julho para um possível pacote de US$ 1,96 bilhão, que inclui até 20.000 kits APKWS, divididos igualmente entre versões ar-ar e ar-terra. A Itália também está avaliando a compra de 5.031 kits especificamente para defesa contra drones.

O acordo APKWS é o mais recente em uma série de pactos-quadro que o Pentágono assinou este ano com o objetivo de impulsionar significativamente a produção de munições e sistemas de defesa. Em janeiro, a Lockheed Martin firmou um compromisso para mais do que triplicar a produção do interceptador Patriot Advanced Capability-3 Missile Segment Enhancement (PAC-3 MSE), uma peça fundamental na defesa aérea e de mísseis. Em março, a BAE e a Lockheed concordaram em quadruplicar a produção de buscadores para o interceptador Terminal High Altitude Area Defense (THAAD). Um acordo-quadro separado para o THAAD, assinado em janeiro, resultou em um contrato em junho avaliado em mais de US$ 35 bilhões para os próprios interceptadores, evidenciando a escala e a urgência de fortalecer a capacidade de defesa estratégica.

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