MBDA oferece SM39 block 2 mod 2 para os submarinos scorpène da Indonésia

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MBDA oferece SM39 block 2 mod 2 para os submarinos scorpène da Indonésia

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Durante a EURONAVAL 2026 Press Tour, um evento de destaque organizado pela GICAN (French Maritime Industry Association), a MBDA, líder global em mísseis e sistemas de mísseis, confirmou oficialmente a sua proposta de fornecimento do míssil antinavio Exocet para lançamento submarino, destinado aos futuros submarinos Scorpène Evolved da Indonésia. Esta iniciativa sublinha a contínua modernização das Forças Armadas indonésias e a relevância estratégica da parceria com a indústria de defesa francesa no aprimoramento das suas capacidades navais, especialmente no contexto da segurança regional do Sudeste Asiático.

Em resposta a questionamentos específicos da Naval News, a MBDA detalhou que a variante oferecida é o SM39 block 2 mod 2. Esta versão representa a mais recente iteração do Exocet otimizado para lançamento submerso e encontra-se atualmente em fase de produção plena, garantindo disponibilidade e tecnologia de ponta. Adicionalmente, a empresa reiterou que o contrato em curso para a aquisição dos dois submarinos Scorpène Evolved já contempla a capacidade inerente de lançar o míssil SM39, uma informação previamente divulgada, que simplifica a integração do sistema.

A decisão estratégica da MBDA de oferecer o SM39 em detrimento do SM40, o míssil de próxima geração que ainda está em desenvolvimento, foi fundamentalmente ditada pelo cronograma de produção dos submarinos indonésios. Com a entrega do primeiro e segundo submarinos Scorpène Evolved prevista para 2032 e 2033, respectivamente, a empresa prioriza a garantia de que a Marinha da Indonésia (TNI AL) possa equipar estas embarcações com uma capacidade antinavio submarina eficaz logo após a entrega, ou em um período muito próximo, atendendo a requisitos operacionais imediatos.

O SM40, devido ao seu status de desenvolvimento em andamento, pode não estar disponível a tempo de cumprir o cronograma de entrega dos submarinos, o que introduziria um hiato crítico na capacidade defensiva. No entanto, a MBDA enfatizou que a Indonésia mantém a possibilidade de adquirir o SM40 no futuro, como uma atualização. A transição para o míssil mais novo exigiria ajustes mínimos, uma vez que tanto o SM39 quanto o SM40 compartilham a mesma cápsula de armazenamento e lançamento e são compatíveis com os tubos de torpedos padrão de 533 mm. O SM40 promete um alcance de 120 km e incorpora um buscador de banda J de nova geração, inicialmente concebido para o míssil MM40 B3c, o que representa um avanço significativo em termos de capacidade de engajamento e resistência a contramedidas.

Especificações técnicas do míssil SM39 block 2 mod 2

O míssil SM39 é lançado de um tubo de torpedo a partir de uma cápsula estanque, que transporta o míssil até a superfície. Após a liberação da cápsula, o míssil inicia seu voo em baixa altitude, no modo “sea-skimming”, a velocidades subônicas elevadas. Esta trajetória de voo, muito próxima da superfície do mar, dificulta significativamente a detecção e a interceptação por sistemas de defesa antiaérea, aumentando a probabilidade de sucesso contra alvos de superfície.

Em termos de características físicas, a MBDA lista o míssil SM39 block 2 mod 2 com um peso de 655 quilogramas, um comprimento de 4,69 metros e um diâmetro de 350 milímetros. Sua autonomia operacional excede os 50 quilômetros, conferindo uma capacidade de engajamento a distâncias consideráveis. O sistema de guiamento do míssil emprega navegação inercial para a fase de meio curso, um método robusto e resistente a interferências, seguido por um buscador de RF ativo para a fase terminal. Esta combinação assegura alta precisão na aquisição e no engajamento do alvo. O míssil é equipado com uma ogiva de alto explosivo, dotada de espoletas de impacto e de proximidade, permitindo a otimização da detonação conforme o tipo de alvo e o perfil de ataque.

A designação “block 2 mod 2” representa o padrão de produção mais recente do SM39. Esta versão integra uma série de aprimoramentos significativos, incluindo a atualização de componentes eletrônicos, melhorias no desempenho do buscador e uma capacidade superior de contramedidas eletrônicas (ECCM). Tais avanços são cruciais para a operação em ambientes de guerra eletrônica complexos, aumentando a resiliência do míssil contra tentativas de interferência e enganche eletrônico por parte do inimigo.

Contexto operacional e uso existente

A eficácia e a confiabilidade do SM39 block 2 mod 2 são comprovadas pelo seu histórico de implantação. O míssil já equipa submarinos da família Scorpène em outras marinhas, como a classe Riachuelo do Brasil, além de ser um componente padrão nos submarinos nucleares da Marinha Francesa. Essa vasta experiência operacional em plataformas de ponta atesta a capacidade do míssil de se integrar e operar eficazmente em diversos cenários navais. A MBDA projeta que a Indonésia formalize o pedido do SM39 no início de 2027, alinhando-se com o cronograma de entrega e equipagem de sua frota de submarinos.

A aquisição do SM39 block 2 mod 2 pela Indonésia para seus submarinos Scorpène Evolved representa um passo fundamental no fortalecimento de suas capacidades de defesa marítima. Este investimento estratégico garante à TNI AL uma capacidade antinavio submarina comprovada e tecnologicamente avançada, essencial para a segurança regional. A OP Magazine continuará a cobrir os desenvolvimentos nesse setor vital da defesa. Para análises aprofundadas sobre geopolítica, segurança e conflitos internacionais, siga a OP Magazine em nossas redes sociais e mantenha-se informado.

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Durante a EURONAVAL 2026 Press Tour, um evento de destaque organizado pela GICAN (French Maritime Industry Association), a MBDA, líder global em mísseis e sistemas de mísseis, confirmou oficialmente a sua proposta de fornecimento do míssil antinavio Exocet para lançamento submarino, destinado aos futuros submarinos Scorpène Evolved da Indonésia. Esta iniciativa sublinha a contínua modernização das Forças Armadas indonésias e a relevância estratégica da parceria com a indústria de defesa francesa no aprimoramento das suas capacidades navais, especialmente no contexto da segurança regional do Sudeste Asiático.

Em resposta a questionamentos específicos da Naval News, a MBDA detalhou que a variante oferecida é o SM39 block 2 mod 2. Esta versão representa a mais recente iteração do Exocet otimizado para lançamento submerso e encontra-se atualmente em fase de produção plena, garantindo disponibilidade e tecnologia de ponta. Adicionalmente, a empresa reiterou que o contrato em curso para a aquisição dos dois submarinos Scorpène Evolved já contempla a capacidade inerente de lançar o míssil SM39, uma informação previamente divulgada, que simplifica a integração do sistema.

A decisão estratégica da MBDA de oferecer o SM39 em detrimento do SM40, o míssil de próxima geração que ainda está em desenvolvimento, foi fundamentalmente ditada pelo cronograma de produção dos submarinos indonésios. Com a entrega do primeiro e segundo submarinos Scorpène Evolved prevista para 2032 e 2033, respectivamente, a empresa prioriza a garantia de que a Marinha da Indonésia (TNI AL) possa equipar estas embarcações com uma capacidade antinavio submarina eficaz logo após a entrega, ou em um período muito próximo, atendendo a requisitos operacionais imediatos.

O SM40, devido ao seu status de desenvolvimento em andamento, pode não estar disponível a tempo de cumprir o cronograma de entrega dos submarinos, o que introduziria um hiato crítico na capacidade defensiva. No entanto, a MBDA enfatizou que a Indonésia mantém a possibilidade de adquirir o SM40 no futuro, como uma atualização. A transição para o míssil mais novo exigiria ajustes mínimos, uma vez que tanto o SM39 quanto o SM40 compartilham a mesma cápsula de armazenamento e lançamento e são compatíveis com os tubos de torpedos padrão de 533 mm. O SM40 promete um alcance de 120 km e incorpora um buscador de banda J de nova geração, inicialmente concebido para o míssil MM40 B3c, o que representa um avanço significativo em termos de capacidade de engajamento e resistência a contramedidas.

Especificações técnicas do míssil SM39 block 2 mod 2

O míssil SM39 é lançado de um tubo de torpedo a partir de uma cápsula estanque, que transporta o míssil até a superfície. Após a liberação da cápsula, o míssil inicia seu voo em baixa altitude, no modo “sea-skimming”, a velocidades subônicas elevadas. Esta trajetória de voo, muito próxima da superfície do mar, dificulta significativamente a detecção e a interceptação por sistemas de defesa antiaérea, aumentando a probabilidade de sucesso contra alvos de superfície.

Em termos de características físicas, a MBDA lista o míssil SM39 block 2 mod 2 com um peso de 655 quilogramas, um comprimento de 4,69 metros e um diâmetro de 350 milímetros. Sua autonomia operacional excede os 50 quilômetros, conferindo uma capacidade de engajamento a distâncias consideráveis. O sistema de guiamento do míssil emprega navegação inercial para a fase de meio curso, um método robusto e resistente a interferências, seguido por um buscador de RF ativo para a fase terminal. Esta combinação assegura alta precisão na aquisição e no engajamento do alvo. O míssil é equipado com uma ogiva de alto explosivo, dotada de espoletas de impacto e de proximidade, permitindo a otimização da detonação conforme o tipo de alvo e o perfil de ataque.

A designação “block 2 mod 2” representa o padrão de produção mais recente do SM39. Esta versão integra uma série de aprimoramentos significativos, incluindo a atualização de componentes eletrônicos, melhorias no desempenho do buscador e uma capacidade superior de contramedidas eletrônicas (ECCM). Tais avanços são cruciais para a operação em ambientes de guerra eletrônica complexos, aumentando a resiliência do míssil contra tentativas de interferência e enganche eletrônico por parte do inimigo.

Contexto operacional e uso existente

A eficácia e a confiabilidade do SM39 block 2 mod 2 são comprovadas pelo seu histórico de implantação. O míssil já equipa submarinos da família Scorpène em outras marinhas, como a classe Riachuelo do Brasil, além de ser um componente padrão nos submarinos nucleares da Marinha Francesa. Essa vasta experiência operacional em plataformas de ponta atesta a capacidade do míssil de se integrar e operar eficazmente em diversos cenários navais. A MBDA projeta que a Indonésia formalize o pedido do SM39 no início de 2027, alinhando-se com o cronograma de entrega e equipagem de sua frota de submarinos.

A aquisição do SM39 block 2 mod 2 pela Indonésia para seus submarinos Scorpène Evolved representa um passo fundamental no fortalecimento de suas capacidades de defesa marítima. Este investimento estratégico garante à TNI AL uma capacidade antinavio submarina comprovada e tecnologicamente avançada, essencial para a segurança regional. A OP Magazine continuará a cobrir os desenvolvimentos nesse setor vital da defesa. Para análises aprofundadas sobre geopolítica, segurança e conflitos internacionais, siga a OP Magazine em nossas redes sociais e mantenha-se informado.

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