Submarino nuclear russo Arkhangelsk lança míssil Oniks em teste no mar de Barents

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Submarino nuclear russo Arkhangelsk lança míssil Oniks em teste no mar de Barents

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O submarino nuclear Arkhangelsk, o mais recente exemplar do Projeto 885M Yasen-M da Marinha russa, realizou um teste de ataque antinavio bem-sucedido a partir de sua posição submersa. A manobra envolveu o lançamento de um míssil de cruzeiro Oniks no Mar de Barents, que interceptou um alvo com precisão a uma distância superior a 200 quilômetros. Este evento, noticiado pela agência estatal russa TASS em 3 de junho de 2026, sublinha a contínua evolução das capacidades navais da Rússia e aprimora o perfil operacional de sua frota submarina estratégica.

O disparo foi executado no âmbito de um exercício da Frota do Norte russa, com o objetivo primordial de validar a capacidade do submarino em engajar forças de superfície enquanto mantém sua ocultação tática. Tal validação é crucial no cenário da guerra naval moderna, onde a detecção e o engajamento furtivo são fatores determinantes para a superioridade no campo de batalha. O sucesso do lançamento reitera o papel do Arkhangelsk como uma plataforma de ataque de longo alcance, posicionando-o como um elemento chave na dinâmica de poder de uma das regiões marítimas mais críticas em termos de competição estratégica entre a Rússia e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN): o Alto Norte.

A classe Yasen-M: pilar da modernização naval russa

O Arkhangelsk, identificado com o número de casco K-564, é classificado como um submarino nuclear de cruzeiro integrante do Projeto 885M Yasen-M. Esta designação representa uma versão modernizada e aprimorada da classe Yasen original, incorporando avanços tecnológicos e refinamentos de design que buscam otimizar seu desempenho e versatilidade. A construção da embarcação foi conduzida pelo renomado estaleiro Sevmash, um dos maiores complexos navais da Rússia, localizado em Severodvinsk. O submarino foi lançado ao mar em novembro de 2023 e oficialmente incorporado à Marinha da Rússia em dezembro de 2024. Desde janeiro de 2025, o K-564 está operacionalmente atribuído à Frota do Norte, com sua base em Zapadnaya Litsa, uma localidade estratégica na Península de Kola. Esta região é de importância capital para a defesa russa, concentrando uma porção significativa da força submarina estratégica do país, o que a torna um ponto nevrálgico para as operações navais no Ártico.

A classe Yasen-M foi concebida com a missão de substituir progressivamente os submarinos de ataque e de mísseis de cruzeiro legados da era soviética, incluindo plataformas emblemáticas como as classes Akula e Oscar. O design destes submarinos reflete uma nova geração de embarcações nucleares multipropósito, caracterizadas por uma forte ênfase em atributos como a furtividade acústica, que dificulta sua detecção por sonares inimigos, e um elevado grau de automação, que permite a redução da tripulação e otimização das operações. Suas capacidades operacionais abrangem uma vasta gama de missões, desde a guerra antissubmarino até o ataque contra navios de superfície, e o emprego de mísseis de cruzeiro para engajar tanto alvos terrestres quanto navais. Essa versatilidade é crucial para atender às demandas de um ambiente estratégico em constante evolução.

Em sua configuração padrão, os submarinos Yasen-M são descritos como tendo aproximadamente 130 metros de comprimento, com um deslocamento submerso estimado em 13.800 toneladas. A tripulação é composta por cerca de 64 militares, um número relativamente baixo para um submarino nuclear, refletindo o alto nível de automação a bordo. A propulsão nuclear garante uma autonomia virtualmente ilimitada e a capacidade de operar submerso por longos períodos. O armamento desses submarinos é robusto, incluindo silos verticais projetados para o lançamento de mísseis de cruzeiro e tubos de torpedo de 533 mm. Esta capacidade multifuncional permite o emprego de uma variedade de projéteis, como os mísseis antinavio Oniks, os mísseis Kalibr, e, nas versões mais recentes, os avançados mísseis hipersônicos Zircon, conferindo aos Yasen-M uma capacidade de ataque sem precedentes.

O míssil P-800 oniks e o cenário geopolítico no alto norte

O míssil P-800 Oniks, também reconhecido pelo código ocidental SS-N-26, é um míssil de cruzeiro antinavio supersônico desenvolvido pela Rússia. Sua concepção e características técnicas o posicionam como uma arma formidável para o combate naval. Fontes abertas o descrevem como um míssil de aproximadamente 8,9 metros de comprimento e cerca de 3 toneladas de peso. Uma de suas características mais notáveis é a capacidade de atingir velocidades superiores a Mach 2, o que significa mais do que o dobro da velocidade do som. Seu alcance operacional pode variar consideravelmente, dependendo da versão específica e do perfil de voo adotado durante a missão. A trajetória de ataque em alta velocidade do Oniks é projetada especificamente para reduzir drasticamente o tempo de reação das defesas navais adversárias, aumentando as chances de sucesso contra navios de superfície e dificultando as manobras evasivas ou as ações de contramedida.

A conjugação estratégica entre o perfil de baixa detectabilidade, ou furtividade, de um submarino nuclear e a velocidade e poder destrutivo de um míssil antinavio supersônico como o Oniks apresenta um desafio tático e operacional de grande magnitude para qualquer força de superfície. Ao realizar o lançamento de mísseis a partir de uma posição submersa, o submarino adquire a capacidade de operar e atacar sem ser detectado visualmente ou por sistemas de radar de navios inimigos. Isso impõe uma complexa e exaustiva tarefa para as forças adversárias, que se veem obrigadas a dedicar recursos consideráveis para detectar, localizar e acompanhar a plataforma submarina antes que ela possa executar o ataque. A capacidade de operar em sigilo e lançar ataques devastadores de surpresa é um pilar da estratégia naval moderna.

A relevância geoestratégica do Mar de Barents tem crescido exponencialmente nos últimos anos. Esse aumento de importância é impulsionado por dois fatores principais: a intensificação da presença militar da Rússia na região do Ártico, que busca afirmar sua soberania e proteger seus interesses econômicos e de segurança na rota marítima do Norte, e o consequente reforço da vigilância por parte dos aliados da OTAN no Atlântico Norte, no Mar da Noruega e na crucial região de GIUK – o corredor marítimo estratégico formado entre a Groenlândia, a Islândia e o Reino Unido. A recente adesão da Finlândia e da Suécia à OTAN também adicionou uma camada de complexidade e intensificou ainda mais a atenção estratégica sobre o flanco norte europeu, transformando a região em um epicentro de manobras e estratégias de defesa e projeção de poder.

Para se manter atualizado sobre as mais recentes análises em defesa, geopolítica e segurança, acompanhe a OP Magazine em todas as suas redes sociais. Sua fonte de conteúdo aprofundado e insights estratégicos está sempre à frente dos acontecimentos globais.

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O submarino nuclear Arkhangelsk, o mais recente exemplar do Projeto 885M Yasen-M da Marinha russa, realizou um teste de ataque antinavio bem-sucedido a partir de sua posição submersa. A manobra envolveu o lançamento de um míssil de cruzeiro Oniks no Mar de Barents, que interceptou um alvo com precisão a uma distância superior a 200 quilômetros. Este evento, noticiado pela agência estatal russa TASS em 3 de junho de 2026, sublinha a contínua evolução das capacidades navais da Rússia e aprimora o perfil operacional de sua frota submarina estratégica.

O disparo foi executado no âmbito de um exercício da Frota do Norte russa, com o objetivo primordial de validar a capacidade do submarino em engajar forças de superfície enquanto mantém sua ocultação tática. Tal validação é crucial no cenário da guerra naval moderna, onde a detecção e o engajamento furtivo são fatores determinantes para a superioridade no campo de batalha. O sucesso do lançamento reitera o papel do Arkhangelsk como uma plataforma de ataque de longo alcance, posicionando-o como um elemento chave na dinâmica de poder de uma das regiões marítimas mais críticas em termos de competição estratégica entre a Rússia e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN): o Alto Norte.

A classe Yasen-M: pilar da modernização naval russa

O Arkhangelsk, identificado com o número de casco K-564, é classificado como um submarino nuclear de cruzeiro integrante do Projeto 885M Yasen-M. Esta designação representa uma versão modernizada e aprimorada da classe Yasen original, incorporando avanços tecnológicos e refinamentos de design que buscam otimizar seu desempenho e versatilidade. A construção da embarcação foi conduzida pelo renomado estaleiro Sevmash, um dos maiores complexos navais da Rússia, localizado em Severodvinsk. O submarino foi lançado ao mar em novembro de 2023 e oficialmente incorporado à Marinha da Rússia em dezembro de 2024. Desde janeiro de 2025, o K-564 está operacionalmente atribuído à Frota do Norte, com sua base em Zapadnaya Litsa, uma localidade estratégica na Península de Kola. Esta região é de importância capital para a defesa russa, concentrando uma porção significativa da força submarina estratégica do país, o que a torna um ponto nevrálgico para as operações navais no Ártico.

A classe Yasen-M foi concebida com a missão de substituir progressivamente os submarinos de ataque e de mísseis de cruzeiro legados da era soviética, incluindo plataformas emblemáticas como as classes Akula e Oscar. O design destes submarinos reflete uma nova geração de embarcações nucleares multipropósito, caracterizadas por uma forte ênfase em atributos como a furtividade acústica, que dificulta sua detecção por sonares inimigos, e um elevado grau de automação, que permite a redução da tripulação e otimização das operações. Suas capacidades operacionais abrangem uma vasta gama de missões, desde a guerra antissubmarino até o ataque contra navios de superfície, e o emprego de mísseis de cruzeiro para engajar tanto alvos terrestres quanto navais. Essa versatilidade é crucial para atender às demandas de um ambiente estratégico em constante evolução.

Em sua configuração padrão, os submarinos Yasen-M são descritos como tendo aproximadamente 130 metros de comprimento, com um deslocamento submerso estimado em 13.800 toneladas. A tripulação é composta por cerca de 64 militares, um número relativamente baixo para um submarino nuclear, refletindo o alto nível de automação a bordo. A propulsão nuclear garante uma autonomia virtualmente ilimitada e a capacidade de operar submerso por longos períodos. O armamento desses submarinos é robusto, incluindo silos verticais projetados para o lançamento de mísseis de cruzeiro e tubos de torpedo de 533 mm. Esta capacidade multifuncional permite o emprego de uma variedade de projéteis, como os mísseis antinavio Oniks, os mísseis Kalibr, e, nas versões mais recentes, os avançados mísseis hipersônicos Zircon, conferindo aos Yasen-M uma capacidade de ataque sem precedentes.

O míssil P-800 oniks e o cenário geopolítico no alto norte

O míssil P-800 Oniks, também reconhecido pelo código ocidental SS-N-26, é um míssil de cruzeiro antinavio supersônico desenvolvido pela Rússia. Sua concepção e características técnicas o posicionam como uma arma formidável para o combate naval. Fontes abertas o descrevem como um míssil de aproximadamente 8,9 metros de comprimento e cerca de 3 toneladas de peso. Uma de suas características mais notáveis é a capacidade de atingir velocidades superiores a Mach 2, o que significa mais do que o dobro da velocidade do som. Seu alcance operacional pode variar consideravelmente, dependendo da versão específica e do perfil de voo adotado durante a missão. A trajetória de ataque em alta velocidade do Oniks é projetada especificamente para reduzir drasticamente o tempo de reação das defesas navais adversárias, aumentando as chances de sucesso contra navios de superfície e dificultando as manobras evasivas ou as ações de contramedida.

A conjugação estratégica entre o perfil de baixa detectabilidade, ou furtividade, de um submarino nuclear e a velocidade e poder destrutivo de um míssil antinavio supersônico como o Oniks apresenta um desafio tático e operacional de grande magnitude para qualquer força de superfície. Ao realizar o lançamento de mísseis a partir de uma posição submersa, o submarino adquire a capacidade de operar e atacar sem ser detectado visualmente ou por sistemas de radar de navios inimigos. Isso impõe uma complexa e exaustiva tarefa para as forças adversárias, que se veem obrigadas a dedicar recursos consideráveis para detectar, localizar e acompanhar a plataforma submarina antes que ela possa executar o ataque. A capacidade de operar em sigilo e lançar ataques devastadores de surpresa é um pilar da estratégia naval moderna.

A relevância geoestratégica do Mar de Barents tem crescido exponencialmente nos últimos anos. Esse aumento de importância é impulsionado por dois fatores principais: a intensificação da presença militar da Rússia na região do Ártico, que busca afirmar sua soberania e proteger seus interesses econômicos e de segurança na rota marítima do Norte, e o consequente reforço da vigilância por parte dos aliados da OTAN no Atlântico Norte, no Mar da Noruega e na crucial região de GIUK – o corredor marítimo estratégico formado entre a Groenlândia, a Islândia e o Reino Unido. A recente adesão da Finlândia e da Suécia à OTAN também adicionou uma camada de complexidade e intensificou ainda mais a atenção estratégica sobre o flanco norte europeu, transformando a região em um epicentro de manobras e estratégias de defesa e projeção de poder.

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