O Exército dos EUA cria o Comando Multidomínio do Pacífico, unindo a 7ª Divisão de Infantaria e a 1ª Força-Tarefa Multidomínio

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O Exército dos EUA cria o Comando Multidomínio do Pacífico, unindo a 7ª Divisão de Infantaria e a 1ª Força-Tarefa Multidomínio

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O Exército dos EUA prossegue com a readequação estratégica de suas formações militares, visando garantir a eficácia e o sucesso em futuros cenários de combate. A mais recente iniciativa nesse sentido é a criação do Comando Multidomínio do Pacífico (MDC-PAC), uma estrutura de comando de nível duas estrelas que representa um avanço significativo na doutrina de operações multidomínio. Conforme anunciado por líderes militares durante o Simpósio e Exposição Forças Terrestres do Pacífico de 2026 (LANPAC), realizado no Havaí, esta nova entidade resultará da fusão da 7ª Divisão de Infantaria e da 1ª Força-Tarefa Multidomínio, otimizando capacidades e sinergias operacionais na vasta e complexa região do Indo-Pacífico.

A gênese do Comando Multidomínio do Pacífico (MDC-PAC)

Em coletiva de imprensa no simpósio, o tenente-general Matthew McFarlane, comandante-geral do I Corpo de Exército e da Joint Base Lewis-McChord, em Washington – onde as unidades envolvidas na fusão estão sediadas –, destacou a natureza inovadora dessa transformação. McFarlane enfatizou que a mudança representa um afastamento de abordagens passadas, nas quais se aguardava a produção e entrega de todo o equipamento antes da formação das unidades. Atualmente, a estratégia inverte essa lógica: “Nós criamos as formações para testar e integrar o equipamento, e estamos nos ajustando. Estamos mantendo uma postura ágil com as mudanças organizacionais”, explicou o general, sublinhando a adaptabilidade como um pilar fundamental da modernização do Exército.

Embora os detalhes organizacionais finais ainda estejam sendo trabalhados, o tenente-general McFarlane confirmou que o Comando Multidomínio do Pacífico integrará as duas brigadas Stryker e uma brigada de aviação de combate da 7ª Divisão de Infantaria com uma ou mais forças-tarefa multidomínio. Essa combinação permitirá o compartilhamento de capacidades essenciais em áreas como fogos, espaço, guerra eletrônica, cibersegurança e inteligência com outros comandos e serviços em toda a região do Indo-Pacífico. Como parte do processo de transição, previsto para ter início em meados de junho, os militares da 1ª Força-Tarefa Multidomínio serão realocados e incorporados à 7ª Divisão de Infantaria.

A oportunidade para essa fusão, segundo McFarlane, é reflexo dos êxitos alcançados em exercícios recentes e jogos de guerra no nível de Corpo de Exército, que simularam os resultados e o formato de uma fusão entre comandos de nível duas estrelas. “Temos oportunidades de garantir que tenhamos a combinação certa de capacidades com um comando de duas estrelas”, afirmou. A integração das brigadas Stryker, que fornecem segurança e mobilidade no terreno, transformará o novo comando em uma verdadeira “divisão de detecção e ataque de longo alcance”. Essa evolução é de grande importância, pois os efeitos operacionais do MDC-PAC poderão se estender por toda a área operacional conjunta, transcendendo o escopo de um campo de batalha limitado ao nível de Corpo de Exército. “Isso é animador para o Exército”, concluiu o tenente-general, evidenciando o potencial estratégico ampliado.

Colaboração estratégica no Indo-Pacífico e o papel dos aliados

O estabelecimento do Comando Multidomínio do Pacífico, com sua vasta capacidade de alcance e impacto, surge em um momento crucial, enquanto líderes do Exército dos EUA continuam a reiterar a importância vital da colaboração no Indo-Pacífico. Tal colaboração é vista como essencial para mitigar e conter as crescentes ameaças emergentes de nações como a China e a Coreia do Norte. No mesmo simpósio LANPAC, o brigadeiro-general William Parker, comandante do 94º Comando de Defesa Aérea e de Mísseis do Exército, enfatizou a indispensabilidade dos aliados e parceiros militares, declarando que as forças armadas norte-americanas “não podem fazer nada do que fazemos hoje sem aliados e parceiros”.

“Não lutamos sozinhos, e não lutamos sozinhos há muito tempo”, ressaltou Parker, destacando a natureza inerente das operações militares modernas. Ele explicou que os parceiros são cruciais para proteger os ativos e as formações críticas que os Estados Unidos mantêm dentro do teatro de operações do Indo-Pacífico, reforçando a interoperabilidade e a defesa coletiva como pilares da segurança regional. A relevância dessa colaboração foi demonstrada dias antes do simpósio, com a conclusão da 41ª edição do Exercício Balikatan, a maior manobra bilateral anual entre as forças militares dos EUA e das Filipinas.

O Balikatan deste ano, com duração de 19 dias, contou com a participação de múltiplos países além dos anfitriões. Austrália, Japão, Nova Zelândia, França e Canadá se juntaram às nações principais, com as quatro últimas enviando tropas terrestres pela primeira vez para o exercício. O almirante Samuel J. Paparo, comandante do Comando Indo-Pacífico dos EUA, descreveu o evento como um marco, afirmando que “o Balikatan 2026 marcou uma evolução estratégica de um exercício bilateral para um ensaio de missão multinacional em grande escala para a defesa das Filipinas”. Ele concluiu que “esse crescimento reflete o ambiente de segurança e as escolhas soberanas de nações livres”, sublinhando a adaptação das alianças à dinâmica geopolítica e aos imperativos de defesa na região.

A criação do Comando Multidomínio do Pacífico e a contínua valorização das alianças no Indo-Pacífico ressaltam a adaptabilidade e a visão de longo prazo das Forças Armadas dos EUA diante dos desafios de segurança global. Para análises mais aprofundadas sobre defesa, geopolítica e os mais recentes desenvolvimentos em conflitos internacionais, siga a OP Magazine em nossas redes sociais e mantenha-se atualizado com o jornalismo especializado que molda o debate estratégico.

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O Exército dos EUA prossegue com a readequação estratégica de suas formações militares, visando garantir a eficácia e o sucesso em futuros cenários de combate. A mais recente iniciativa nesse sentido é a criação do Comando Multidomínio do Pacífico (MDC-PAC), uma estrutura de comando de nível duas estrelas que representa um avanço significativo na doutrina de operações multidomínio. Conforme anunciado por líderes militares durante o Simpósio e Exposição Forças Terrestres do Pacífico de 2026 (LANPAC), realizado no Havaí, esta nova entidade resultará da fusão da 7ª Divisão de Infantaria e da 1ª Força-Tarefa Multidomínio, otimizando capacidades e sinergias operacionais na vasta e complexa região do Indo-Pacífico.

A gênese do Comando Multidomínio do Pacífico (MDC-PAC)

Em coletiva de imprensa no simpósio, o tenente-general Matthew McFarlane, comandante-geral do I Corpo de Exército e da Joint Base Lewis-McChord, em Washington – onde as unidades envolvidas na fusão estão sediadas –, destacou a natureza inovadora dessa transformação. McFarlane enfatizou que a mudança representa um afastamento de abordagens passadas, nas quais se aguardava a produção e entrega de todo o equipamento antes da formação das unidades. Atualmente, a estratégia inverte essa lógica: “Nós criamos as formações para testar e integrar o equipamento, e estamos nos ajustando. Estamos mantendo uma postura ágil com as mudanças organizacionais”, explicou o general, sublinhando a adaptabilidade como um pilar fundamental da modernização do Exército.

Embora os detalhes organizacionais finais ainda estejam sendo trabalhados, o tenente-general McFarlane confirmou que o Comando Multidomínio do Pacífico integrará as duas brigadas Stryker e uma brigada de aviação de combate da 7ª Divisão de Infantaria com uma ou mais forças-tarefa multidomínio. Essa combinação permitirá o compartilhamento de capacidades essenciais em áreas como fogos, espaço, guerra eletrônica, cibersegurança e inteligência com outros comandos e serviços em toda a região do Indo-Pacífico. Como parte do processo de transição, previsto para ter início em meados de junho, os militares da 1ª Força-Tarefa Multidomínio serão realocados e incorporados à 7ª Divisão de Infantaria.

A oportunidade para essa fusão, segundo McFarlane, é reflexo dos êxitos alcançados em exercícios recentes e jogos de guerra no nível de Corpo de Exército, que simularam os resultados e o formato de uma fusão entre comandos de nível duas estrelas. “Temos oportunidades de garantir que tenhamos a combinação certa de capacidades com um comando de duas estrelas”, afirmou. A integração das brigadas Stryker, que fornecem segurança e mobilidade no terreno, transformará o novo comando em uma verdadeira “divisão de detecção e ataque de longo alcance”. Essa evolução é de grande importância, pois os efeitos operacionais do MDC-PAC poderão se estender por toda a área operacional conjunta, transcendendo o escopo de um campo de batalha limitado ao nível de Corpo de Exército. “Isso é animador para o Exército”, concluiu o tenente-general, evidenciando o potencial estratégico ampliado.

Colaboração estratégica no Indo-Pacífico e o papel dos aliados

O estabelecimento do Comando Multidomínio do Pacífico, com sua vasta capacidade de alcance e impacto, surge em um momento crucial, enquanto líderes do Exército dos EUA continuam a reiterar a importância vital da colaboração no Indo-Pacífico. Tal colaboração é vista como essencial para mitigar e conter as crescentes ameaças emergentes de nações como a China e a Coreia do Norte. No mesmo simpósio LANPAC, o brigadeiro-general William Parker, comandante do 94º Comando de Defesa Aérea e de Mísseis do Exército, enfatizou a indispensabilidade dos aliados e parceiros militares, declarando que as forças armadas norte-americanas “não podem fazer nada do que fazemos hoje sem aliados e parceiros”.

“Não lutamos sozinhos, e não lutamos sozinhos há muito tempo”, ressaltou Parker, destacando a natureza inerente das operações militares modernas. Ele explicou que os parceiros são cruciais para proteger os ativos e as formações críticas que os Estados Unidos mantêm dentro do teatro de operações do Indo-Pacífico, reforçando a interoperabilidade e a defesa coletiva como pilares da segurança regional. A relevância dessa colaboração foi demonstrada dias antes do simpósio, com a conclusão da 41ª edição do Exercício Balikatan, a maior manobra bilateral anual entre as forças militares dos EUA e das Filipinas.

O Balikatan deste ano, com duração de 19 dias, contou com a participação de múltiplos países além dos anfitriões. Austrália, Japão, Nova Zelândia, França e Canadá se juntaram às nações principais, com as quatro últimas enviando tropas terrestres pela primeira vez para o exercício. O almirante Samuel J. Paparo, comandante do Comando Indo-Pacífico dos EUA, descreveu o evento como um marco, afirmando que “o Balikatan 2026 marcou uma evolução estratégica de um exercício bilateral para um ensaio de missão multinacional em grande escala para a defesa das Filipinas”. Ele concluiu que “esse crescimento reflete o ambiente de segurança e as escolhas soberanas de nações livres”, sublinhando a adaptação das alianças à dinâmica geopolítica e aos imperativos de defesa na região.

A criação do Comando Multidomínio do Pacífico e a contínua valorização das alianças no Indo-Pacífico ressaltam a adaptabilidade e a visão de longo prazo das Forças Armadas dos EUA diante dos desafios de segurança global. Para análises mais aprofundadas sobre defesa, geopolítica e os mais recentes desenvolvimentos em conflitos internacionais, siga a OP Magazine em nossas redes sociais e mantenha-se atualizado com o jornalismo especializado que molda o debate estratégico.

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