A Marinha dos EUA desvenda a peça central não tripulada da iniciativa Golden Fleet

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A Marinha dos EUA desvenda a peça central não tripulada da iniciativa Golden Fleet

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A Marinha dos Estados Unidos da América (EUA) anunciou a revelação de mais uma embarcação estratégica no âmbito de sua iniciativa de aquisição acelerada, denominada Golden Fleet. O foco atual reside no Medium Unmanned Surface Vessel (MUSV) Family of Systems (FoS), que representa um novo paradigma na estratégia naval, visando a entrega de sistemas de produção prontos para uso até 2027, sem passar pelas tradicionais fases de prototipagem. Esta abordagem reflete a intenção da Marinha em incorporar rapidamente capacidades autônomas à sua frota, alinhando-se com a visão de um cenário de guerra em constante evolução e exigindo agilidade na adaptação de suas forças.

Avançando a aquisição e o design de força

A apresentação do MUSV FoS, que ocorreu em um encontro com a mídia na última quinta-feira, abre um novo caminho para a aquisição no contexto da Golden Fleet, um esforço que busca a implementação de navios multiuso já em estágio de produção. Tais embarcações são projetadas para operar em conjunto com o plano de campanha de capacidade conteinerizada do Chefe de Operações Navais. Rebecca Gassler, Executiva de Aquisição de Portfólio para Sistemas Robóticos e Autônomos (RAS), e o Capitão Jeremiah Daley, Vice-Secretário Adjunto da Marinha para RAS, foram os responsáveis por detalhar as características desta nova classe de navios. Gassler enfatizou a abertura de um "mercado MUSV" que visa acelerar a integração de capacidades autônomas à frota, descrevendo-o como um novo modelo onde as capacidades podem ser oferecidas diretamente ao seu escritório. Esta iniciativa sublinha o objetivo da Marinha de reformular seus processos de negócios, com a meta explícita de qualificar o maior número possível de fornecedores de MUSV, fomentando a inovação e a concorrência no setor.

Da MASC à MUSV: uma evolução estratégica

O programa MUSV substitui o esforço de prototipagem Modular Attack Surface Craft (MASC), anunciado pela Marinha dos EUA no ano anterior. Essa transição reflete uma reavaliação estratégica, impulsionada pela percepção, por parte dos oficiais da Marinha, da vasta e profunda capacidade de investimento da indústria em sistemas que superavam em muito os requisitos e as capacidades inicialmente concebidas para o MASC. Enquanto o MASC foi concebido para um caso de uso singular e um número limitado de embarcações, o MUSV expande significativamente o conceito de operações possíveis. Conforme explicado por Rebecca Gassler, a compreensão de que esses veículos poderiam ser empregados em uma multiplicidade de missões levou à realocação de recursos e foco. Esta mudança estratégica permite que o MUSV opere com uma gama mais ampla de sistemas conteinerizados, que foram testados e implementados na frota nos últimos anos, incluindo testes bem-sucedidos de sistemas de mísseis de longo alcance e interceptadores de mísseis antibalísticos a partir de plataformas não tripuladas ao longo dos últimos cinco anos. O MUSV foi projetado com uma capacidade e adaptabilidade que transcende as restrições inerentes ao projeto MASC, que limitava cada variante de navio em seu esforço de prototipagem a funções muito específicas.

Capacidades modularizadas e o futuro da frota

De acordo com os documentos divulgados na solicitação de mercado via SAM.gov, o MUSV da Marinha dos EUA será capaz de transportar pelo menos duas cargas úteis estilo contêiner ISO de 40 pés, lado a lado. Com um requisito mais amplo estabelecido pelo serviço para essas embarcações, cargas úteis ainda maiores são factíveis com diferentes fornecedores. A modularidade é um pilar central: como salientou Gassler, "dentro dos contêineres, é possível ter um sensor, equipamento de reparo, ou qualquer número de cargas úteis que podem ser trocadas como em um navio porta-contêineres". Essa flexibilidade é crucial para o suporte a perfis de missão específicos, alguns dos quais exigem autonomia mais complexa, adaptando-se às necessidades variadas da frota dentro da iniciativa Golden Fleet. A Marinha prevê uma campanha de testes dramaticamente reduzida neste verão, com toda a validação e testes de sistemas não tripulados alinhados com as Regras Internacionais para Evitar Abalroamentos no Mar (COLREGs) sendo concluídos até o final do ano. Embarcações de produção estão programadas para serem entregues no Ano Fiscal de 2027, com a projeção de que entre cinco e dez MUSVs sejam incorporados à frota até essa data. O Capitão Ron Flanders, porta-voz do Escritório do Secretário Adjunto da Marinha para Pesquisa, Desenvolvimento e Aquisição (RDA), afirmou que "o MUSV é a peça central não tripulada da frota global". O Secretário da Marinha, John Phelan, reiterou essa visão em uma postagem na plataforma X, descrevendo a nova classe de navios como uma resposta à rápida mudança na natureza da guerra. Phelan destacou que "o Departamento da Marinha está adaptando seu sistema de aquisição para entregar capacidade aos nossos combatentes mais rapidamente", buscando aproveitar o talento e a engenhosidade do setor de tecnologia americano por meio de uma competição de mercado para o MUSV FoS. Ele concluiu afirmando que essa nova abordagem "alavancará o investimento privado e acelerará a entrega de capacidades reais à Frota", recompensando as empresas que puderem entregar essas capacidades na velocidade da relevância.

A introdução do MUSV FoS marca um passo decisivo da Marinha dos EUA em direção a uma frota mais autônoma, modular e ágil. Para aprofundar-se nas últimas tendências e análises em defesa, geopolítica e segurança, e manter-se atualizado sobre como essas inovações moldarão o futuro dos conflitos, siga a OP Magazine em nossas redes sociais e esteja sempre à frente do conhecimento estratégico.

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A Marinha dos Estados Unidos da América (EUA) anunciou a revelação de mais uma embarcação estratégica no âmbito de sua iniciativa de aquisição acelerada, denominada Golden Fleet. O foco atual reside no Medium Unmanned Surface Vessel (MUSV) Family of Systems (FoS), que representa um novo paradigma na estratégia naval, visando a entrega de sistemas de produção prontos para uso até 2027, sem passar pelas tradicionais fases de prototipagem. Esta abordagem reflete a intenção da Marinha em incorporar rapidamente capacidades autônomas à sua frota, alinhando-se com a visão de um cenário de guerra em constante evolução e exigindo agilidade na adaptação de suas forças.

Avançando a aquisição e o design de força

A apresentação do MUSV FoS, que ocorreu em um encontro com a mídia na última quinta-feira, abre um novo caminho para a aquisição no contexto da Golden Fleet, um esforço que busca a implementação de navios multiuso já em estágio de produção. Tais embarcações são projetadas para operar em conjunto com o plano de campanha de capacidade conteinerizada do Chefe de Operações Navais. Rebecca Gassler, Executiva de Aquisição de Portfólio para Sistemas Robóticos e Autônomos (RAS), e o Capitão Jeremiah Daley, Vice-Secretário Adjunto da Marinha para RAS, foram os responsáveis por detalhar as características desta nova classe de navios. Gassler enfatizou a abertura de um "mercado MUSV" que visa acelerar a integração de capacidades autônomas à frota, descrevendo-o como um novo modelo onde as capacidades podem ser oferecidas diretamente ao seu escritório. Esta iniciativa sublinha o objetivo da Marinha de reformular seus processos de negócios, com a meta explícita de qualificar o maior número possível de fornecedores de MUSV, fomentando a inovação e a concorrência no setor.

Da MASC à MUSV: uma evolução estratégica

O programa MUSV substitui o esforço de prototipagem Modular Attack Surface Craft (MASC), anunciado pela Marinha dos EUA no ano anterior. Essa transição reflete uma reavaliação estratégica, impulsionada pela percepção, por parte dos oficiais da Marinha, da vasta e profunda capacidade de investimento da indústria em sistemas que superavam em muito os requisitos e as capacidades inicialmente concebidas para o MASC. Enquanto o MASC foi concebido para um caso de uso singular e um número limitado de embarcações, o MUSV expande significativamente o conceito de operações possíveis. Conforme explicado por Rebecca Gassler, a compreensão de que esses veículos poderiam ser empregados em uma multiplicidade de missões levou à realocação de recursos e foco. Esta mudança estratégica permite que o MUSV opere com uma gama mais ampla de sistemas conteinerizados, que foram testados e implementados na frota nos últimos anos, incluindo testes bem-sucedidos de sistemas de mísseis de longo alcance e interceptadores de mísseis antibalísticos a partir de plataformas não tripuladas ao longo dos últimos cinco anos. O MUSV foi projetado com uma capacidade e adaptabilidade que transcende as restrições inerentes ao projeto MASC, que limitava cada variante de navio em seu esforço de prototipagem a funções muito específicas.

Capacidades modularizadas e o futuro da frota

De acordo com os documentos divulgados na solicitação de mercado via SAM.gov, o MUSV da Marinha dos EUA será capaz de transportar pelo menos duas cargas úteis estilo contêiner ISO de 40 pés, lado a lado. Com um requisito mais amplo estabelecido pelo serviço para essas embarcações, cargas úteis ainda maiores são factíveis com diferentes fornecedores. A modularidade é um pilar central: como salientou Gassler, "dentro dos contêineres, é possível ter um sensor, equipamento de reparo, ou qualquer número de cargas úteis que podem ser trocadas como em um navio porta-contêineres". Essa flexibilidade é crucial para o suporte a perfis de missão específicos, alguns dos quais exigem autonomia mais complexa, adaptando-se às necessidades variadas da frota dentro da iniciativa Golden Fleet. A Marinha prevê uma campanha de testes dramaticamente reduzida neste verão, com toda a validação e testes de sistemas não tripulados alinhados com as Regras Internacionais para Evitar Abalroamentos no Mar (COLREGs) sendo concluídos até o final do ano. Embarcações de produção estão programadas para serem entregues no Ano Fiscal de 2027, com a projeção de que entre cinco e dez MUSVs sejam incorporados à frota até essa data. O Capitão Ron Flanders, porta-voz do Escritório do Secretário Adjunto da Marinha para Pesquisa, Desenvolvimento e Aquisição (RDA), afirmou que "o MUSV é a peça central não tripulada da frota global". O Secretário da Marinha, John Phelan, reiterou essa visão em uma postagem na plataforma X, descrevendo a nova classe de navios como uma resposta à rápida mudança na natureza da guerra. Phelan destacou que "o Departamento da Marinha está adaptando seu sistema de aquisição para entregar capacidade aos nossos combatentes mais rapidamente", buscando aproveitar o talento e a engenhosidade do setor de tecnologia americano por meio de uma competição de mercado para o MUSV FoS. Ele concluiu afirmando que essa nova abordagem "alavancará o investimento privado e acelerará a entrega de capacidades reais à Frota", recompensando as empresas que puderem entregar essas capacidades na velocidade da relevância.

A introdução do MUSV FoS marca um passo decisivo da Marinha dos EUA em direção a uma frota mais autônoma, modular e ágil. Para aprofundar-se nas últimas tendências e análises em defesa, geopolítica e segurança, e manter-se atualizado sobre como essas inovações moldarão o futuro dos conflitos, siga a OP Magazine em nossas redes sociais e esteja sempre à frente do conhecimento estratégico.

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