Forças armadas dos Países Baixos adicionarão operadores de drones a brigadas de combate

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Forças armadas dos Países Baixos adicionarão operadores de drones a brigadas de combate

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A paisagem da guerra moderna está em constante transformação, impulsionada pelo uso crescente e sofisticado de sistemas aéreos não tripulados (UAS). Neste cenário dinâmico, os Países Baixos anunciam uma iniciativa pioneira. A partir de abril, as Forças Armadas Reais Holandesas integrarão operadores de drones especializados e unidades de contra-drones diretamente em suas brigadas de combate. Essa medida, confirmada pelo Chefe de Defesa holandês, General Onno Eichelsheim, destaca o país como o primeiro a adotar tal abordagem estratégica, refletindo uma adaptação proativa às lições extraídas dos conflitos contemporâneos.

A vanguarda dos Países Baixos na doutrina de drones

A incorporação de drones nas operações militares holandesas não é uma novidade, mas a escala e a especificidade desta expansão representam um marco. O General Eichelsheim, no podcast WNL Op Zondag, detalhou que a capacidade existente será ampliada "significativamente", com o destacamento de 1.000 a 1.200 militares dedicados exclusivamente a operações com drones e contra-drones. Essa força especializada não apenas operará os próprios sistemas não tripulados, mas também desenvolverá e implementará táticas para neutralizar ameaças aéreas semelhantes. A iniciativa visa garantir que as brigadas de combate possuam suporte aéreo tático e proteção contra UAS inimigos.

A evolução da guerra com drones e seus desafios

A ubiquidade dos drones no campo de batalha contemporâneo é um fenômeno impulsionado pela guerra na Ucrânia. No teatro ucraniano, os sistemas aéreos não tripulados (UAS) assumiram um papel central, com o governo estimando que mais de 80% dos alvos inimigos destruídos são atribuídos ao seu uso. Paralelamente, no Oriente Médio, a proliferação dos drones Shahed iranianos, de ataque unidirecional, tem causado destruição, especialmente desde que os Estados Unidos e Israel intensificaram as operações contra o Irã. O General Eichelsheim enfatizou que as "lições identificadas e aprendidas com a guerra na Ucrânia foram, em qualquer caso, que os sistemas não tripulados desempenhariam um papel muito maior". Ele adicionou: "estamos vendo isso agora no Oriente Médio, e o mesmo se aplica ao conflito com o Irã", corroborando a necessidade de revisão da doutrina de guerra.

A complexidade da guerra com drones exige, segundo o General Eichelsheim, uma "abordagem completamente diferente" para a colaboração com a indústria. A inovação no setor de UAS exige modernização e adaptação contínuas. Isso inclui o aprimoramento dos próprios drones e a recalibração constante de tecnologias de contra-drones, como radares, que devem ser ajustados para responder eficazmente às ameaças em evolução. A eficácia de sistemas não tripulados pode flutuar, tornando a adaptabilidade um fator crítico. "Então, você precisa se adaptar continuamente", afirmou o chefe de defesa, observando que "isso também exige uma mudança em como operamos". Essa necessidade é compartilhada por forças armadas em toda a Europa. O conflito Rússia-Ucrânia, em seu quinto ano, ilustra isso, com ambos os lados utilizando milhões de drones anualmente. Em resposta, os Países Baixos, em dezembro, encomendaram canhões anti-drones Skyranger da Rheinmetall, destinados a proteger tropas em manobra e instalações estáticas.

Avaliação estratégica sobre o Irã e a segurança regional

Em relação ao conflito no Oriente Médio, o chefe de defesa holandês ofereceu uma perspectiva que diverge de algumas declarações públicas. Embora tenha reconhecido que as capacidades defensivas do Irã foram impactadas, ele ressaltou que o país persa ainda mantém uma parcela considerável de suas capacidades ofensivas. Essa avaliação contrasta com a afirmação do presidente dos EUA, Donald Trump, que havia declarado que os EUA estavam "chegando muito perto de seus objetivos" no Irã. O General Eichelsheim contestou essa narrativa, afirmando: "O Irã ainda é perfeitamente capaz de lançar mísseis balísticos e manter a mobilidade em relação aos seus locais de lançamento." Ele concluiu: "Não é bem como o senhor Trump diz que o Irã foi completamente neutralizado. Isso absolutamente não é o caso."

A discrepância na avaliação reside na astúcia tática do Irã, segundo o general holandês. Apesar da superioridade aérea de Estados Unidos e Israel, o Irã tem demonstrado notável capacidade em ocultar seus lançadores de mísseis e em mantê-los móveis, dificultando sua neutralização. Eichelsheim observou que o Irã está "longe de ter chegado à metade" de seu estoque de mísseis, o que torna incerta a duração do conflito. Diante desse cenário, os Países Baixos e seus aliados estão ativamente engajados na elaboração de um inventário de capacidades para assegurar a segurança do Estreito de Ormuz. Este esforço visa subsidiar os formuladores de políticas com as opções militares disponíveis, embora o General Eichelsheim tenha enfatizado que o processo de planejamento está "realmente ainda no início".

Para aprofundar-se nas nuances da geopolítica, defesa e segurança internacional, e acompanhar as análises especializadas que moldam o entendimento dos conflitos globais, convidamos você a seguir as redes sociais da OP Magazine. Mantenha-se informado com conteúdo aprofundado e análises estratégicas.

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A paisagem da guerra moderna está em constante transformação, impulsionada pelo uso crescente e sofisticado de sistemas aéreos não tripulados (UAS). Neste cenário dinâmico, os Países Baixos anunciam uma iniciativa pioneira. A partir de abril, as Forças Armadas Reais Holandesas integrarão operadores de drones especializados e unidades de contra-drones diretamente em suas brigadas de combate. Essa medida, confirmada pelo Chefe de Defesa holandês, General Onno Eichelsheim, destaca o país como o primeiro a adotar tal abordagem estratégica, refletindo uma adaptação proativa às lições extraídas dos conflitos contemporâneos.

A vanguarda dos Países Baixos na doutrina de drones

A incorporação de drones nas operações militares holandesas não é uma novidade, mas a escala e a especificidade desta expansão representam um marco. O General Eichelsheim, no podcast WNL Op Zondag, detalhou que a capacidade existente será ampliada "significativamente", com o destacamento de 1.000 a 1.200 militares dedicados exclusivamente a operações com drones e contra-drones. Essa força especializada não apenas operará os próprios sistemas não tripulados, mas também desenvolverá e implementará táticas para neutralizar ameaças aéreas semelhantes. A iniciativa visa garantir que as brigadas de combate possuam suporte aéreo tático e proteção contra UAS inimigos.

A evolução da guerra com drones e seus desafios

A ubiquidade dos drones no campo de batalha contemporâneo é um fenômeno impulsionado pela guerra na Ucrânia. No teatro ucraniano, os sistemas aéreos não tripulados (UAS) assumiram um papel central, com o governo estimando que mais de 80% dos alvos inimigos destruídos são atribuídos ao seu uso. Paralelamente, no Oriente Médio, a proliferação dos drones Shahed iranianos, de ataque unidirecional, tem causado destruição, especialmente desde que os Estados Unidos e Israel intensificaram as operações contra o Irã. O General Eichelsheim enfatizou que as "lições identificadas e aprendidas com a guerra na Ucrânia foram, em qualquer caso, que os sistemas não tripulados desempenhariam um papel muito maior". Ele adicionou: "estamos vendo isso agora no Oriente Médio, e o mesmo se aplica ao conflito com o Irã", corroborando a necessidade de revisão da doutrina de guerra.

A complexidade da guerra com drones exige, segundo o General Eichelsheim, uma "abordagem completamente diferente" para a colaboração com a indústria. A inovação no setor de UAS exige modernização e adaptação contínuas. Isso inclui o aprimoramento dos próprios drones e a recalibração constante de tecnologias de contra-drones, como radares, que devem ser ajustados para responder eficazmente às ameaças em evolução. A eficácia de sistemas não tripulados pode flutuar, tornando a adaptabilidade um fator crítico. "Então, você precisa se adaptar continuamente", afirmou o chefe de defesa, observando que "isso também exige uma mudança em como operamos". Essa necessidade é compartilhada por forças armadas em toda a Europa. O conflito Rússia-Ucrânia, em seu quinto ano, ilustra isso, com ambos os lados utilizando milhões de drones anualmente. Em resposta, os Países Baixos, em dezembro, encomendaram canhões anti-drones Skyranger da Rheinmetall, destinados a proteger tropas em manobra e instalações estáticas.

Avaliação estratégica sobre o Irã e a segurança regional

Em relação ao conflito no Oriente Médio, o chefe de defesa holandês ofereceu uma perspectiva que diverge de algumas declarações públicas. Embora tenha reconhecido que as capacidades defensivas do Irã foram impactadas, ele ressaltou que o país persa ainda mantém uma parcela considerável de suas capacidades ofensivas. Essa avaliação contrasta com a afirmação do presidente dos EUA, Donald Trump, que havia declarado que os EUA estavam "chegando muito perto de seus objetivos" no Irã. O General Eichelsheim contestou essa narrativa, afirmando: "O Irã ainda é perfeitamente capaz de lançar mísseis balísticos e manter a mobilidade em relação aos seus locais de lançamento." Ele concluiu: "Não é bem como o senhor Trump diz que o Irã foi completamente neutralizado. Isso absolutamente não é o caso."

A discrepância na avaliação reside na astúcia tática do Irã, segundo o general holandês. Apesar da superioridade aérea de Estados Unidos e Israel, o Irã tem demonstrado notável capacidade em ocultar seus lançadores de mísseis e em mantê-los móveis, dificultando sua neutralização. Eichelsheim observou que o Irã está "longe de ter chegado à metade" de seu estoque de mísseis, o que torna incerta a duração do conflito. Diante desse cenário, os Países Baixos e seus aliados estão ativamente engajados na elaboração de um inventário de capacidades para assegurar a segurança do Estreito de Ormuz. Este esforço visa subsidiar os formuladores de políticas com as opções militares disponíveis, embora o General Eichelsheim tenha enfatizado que o processo de planejamento está "realmente ainda no início".

Para aprofundar-se nas nuances da geopolítica, defesa e segurança internacional, e acompanhar as análises especializadas que moldam o entendimento dos conflitos globais, convidamos você a seguir as redes sociais da OP Magazine. Mantenha-se informado com conteúdo aprofundado e análises estratégicas.

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