Aos rotores, o Sabre! Aviação de Asas Rotativas completa 62 anos de história

Atualmente, a frota da FAB opera com helicópteros modernos, como o H-60 Black Hawk, o H-36 Caracal e a nova aeronave de treinamento, o H-125 Esquilo.

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Aos rotores, o Sabre! Aviação de Asas Rotativas completa 62 anos de história

Atualmente, a frota da FAB opera com helicópteros modernos, como o H-60 Black Hawk, o H-36 Caracal e a nova aeronave de treinamento, o H-125 Esquilo.

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A Força Aérea Brasileira operou 47 helicópteros BELL 47G-2 em missões de treinamento, ligação e observação, de 1959 a 1993. (SO Johnson / Força Aérea Brasileira)

Em seus 85 anos de atuação, a Força Aérea Brasileira (FAB) edificou uma trajetória guiada pelo espírito de coragem, pela busca contínua da inovação e pelo compromisso inabalável com a sociedade brasileira. Dentro desse caminho de evolução contínua, a Aviação de Asas Rotativas consolidou-se como um dos pilares mais versáteis, multifacetados e estratégicos do Poder Aeroespacial Brasileiro, sendo, muitas vezes, o primeiro elo entre a esperança e a vida em cenários extremos. 

Antes mesmo de a FAB completar mais de oito décadas de existência, os helicópteros já escreviam capítulos decisivos da história militar e humanitária do país. Um marco importante aconteceu em 3 de fevereiro de 1964, quando militares brasileiros, em missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU), na República do Congo, protagonizaram um resgate heroico, a bordo de um helicóptero H-19. A bravura dos Tenentes Aviadores Ércio Braga e Milton Naranjo, bem como os Sargentos João Martins Capela Junior e Wilibaldo Moreira Santos não apenas salvou vidas, mas eternizou o espírito das Asas Rotativas na FAB: operar onde ninguém mais consegue chegar. Desde então, a data tornou-se símbolo de uma aviação vocacionada à prontidão, à abnegação e ao serviço à sociedade.

Décadas depois, já no contexto de uma Força Aérea madura e tecnologicamente avançada, as Asas Rotativas seguem evoluindo e ampliando suas capacidades. Nos primeiros anos do século XX, a incorporação de aeronaves modernas, como o H-36 Caracal e o H-60 Black Hawk, ampliou a capacidade de atuação da FAB em missões de resgate, defesa e apoio humanitário em todo o território nacional. A tecnologia embarcada nesses meios, como o sensor de visão frontal infravermelha (do inglês, Forward Looking Infra-Red – FLIR) e óculos de visão noturna (do inglês, Night Vision Goggles – NVG), permitem que os tripulantes realizem, além das missões de Busca e Salvamento (SAR), Busca e Salvamento em Combate (CSAR), Exfiltração e Infiltração Aérea, Transporte Aéreo Logístico, Transporte Especial, Evacuação Aeromédica (EVAM) e Ensaios em Voo. Essa evolução tecnológica, no entanto, nunca se sobrepôs ao fator humano — pelo contrário, potencializou a atuação de tripulações altamente treinadas, capazes de tomar decisões críticas em segundos. 

Ao longo dos seus 62 anos, a Aviação de Asas Rotativas da FAB tem estado presente em todo o território nacional, por meio de Esquadrões que se tornaram referência operacional. São eles, o Primeiro Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (1°/8° GAV) – Esquadrão Falcão – sediado na Base Aérea de Natal (RN); o Segundo Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (2°/8° GAV) – Esquadrão Poti – sediado na Base Aérea de Porto Velho (RO); o Terceiro Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (3°/8° GAV) – Esquadrão Puma – sediado na Base Aérea de Santa Cruz (RJ); o Quinto Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (5°/8° GAV) – Esquadrão Pantera – sediado na Base Aérea de Santa Maria (RS); o Sétimo Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (7°/8° GAV) – Esquadrão Harpia – sediado na Base Aérea de Manaus (AM); o Segundo Esquadrão do Décimo Grupo de Aviação (2°/10° GAV) – Esquadrão Pelicano – sediado na Base Aérea de Campo Grande (MT); e o Primeiro Esquadrão do Décimo Primeiro Grupo de Aviação (1°/11° GAV) – Esquadrão Gavião – sediado na Base Aérea de Natal (RN). Além disso, atualmente, a frota da FAB opera com helicópteros modernos, como o H-125 Esquilo, o H-60 Black Hawk e do H-36 Caracal.

Entre as inúmeras missões cumpridas, a Busca e Salvamento se destaca como uma das mais emblemáticas. É nessa atividade que a aviação de asas rotativas revela seu lado mais humano, como visto durante a Operação Taquari I e II, realizada no final de 2023 e no primeiro semestre de 2024, em apoio às vítimas das enchentes que assolaram o Rio Grande do Sul. Diante de um quadro devastador, o H-36 Caracal e o H-60 Black Hawk da FAB operaram em centenas de missões entre EVAMs, entregas de donativos a comunidades ilhadas e restabelecimento de serviços essenciais, transportando geradores e bombas de drenagem de água.

O Comandante do Esquadrão Pantera no período da Operação, Tenente-Coronel Aviador Kleison Roni Reolon, relatou como ocorreu a fase inicial da Operação. 

“Nos primeiros dias, fizemos muitos sobrevoos, o que possibilitou o resgate de centenas de pessoas ilhadas, em cima de casas e até de árvores. O trabalho foi ininterrupto em busca de sobreviventes, a meta sempre foi não deixar ninguém para trás”, relembra o Comandante.

A versatilidade das aeronaves de asas rotativas da Força Aérea Brasileira garantiram a realização de diversas missões de evacuação aeromédica (EVAM). (Sgt Müller Marin / Força Aérea Brasileira)

Ainda na área de Busca e Salvamento, essa aviação também atua em resgates de vítimas de acidentes aeronáuticos e embarcações à deriva, como no resgate realizado, por meio do Esquadrão Falcão, de um tripulante grego em estado grave a bordo de uma embarcação no litoral de Pernambuco. Essas operações demonstram a alta capacidade e treinamento das tripulações, como nas Infiltrações Aéreas, que fazem uso, por exemplo, de descida por cordas (seja por rapel ou com o método de descida rápida fast rope), que por vezes ocorrem com auxílio do NVG.

Na frente humanitária, o emprego intenso de helicópteros da FAB no apoio humanitário à Terra Indígena Yanomami (TIY), em Roraima, tem sido fundamental para levar médicos, medicamentos, alimentos e esperança a aldeias inacessíveis por outros meios. Na Operação Catrimani II, por exemplo, a FAB tem empregado meios da Aviação de Asas Rotativas para atuarem, de forma conjunta interagências e as Forças Armadas, contra o garimpo ilegal, ilícitos transfronteiriços e crimes ambientais na região.

Legado que atravessa gerações

Ao longo da história da Aviação de Asas Rotativas, algumas aeronaves tornaram-se verdadeiros ícones. O lendário H-1H, também chamado de “Sapão” ou “Hzão”, por exemplo, marcou gerações de aviadores e cumpriu incontáveis missões antes de ser aposentado, deixando um legado de robustez, confiabilidade e dedicação ao serviço. Dentre muitas operações, o H-1H realizou missões de busca e salvamento, de emprego armado, operações de vacinação no interior da Amazônia, demarcações de fronteira, apoio à população em catástrofes naturais e ações cívico-sociais. Sua saída de cena, em 2018, simboliza não um fim, mas a transição natural de uma aviação que honra seu passado, enquanto se projeta para o futuro. Outro helicóptero que também consolidou um legado na FAB, foi o AH-2 Sabre (Mi-35M), o qual atuou, entre 2010 e 2022, contribuindo de forma significativa para o fortalecimento da doutrina de emprego da Aviação.

O lendário “Hzão” marcou gerações de aviadores e cumpriu incontáveis missões. (SO Johnson / Força Aérea Brasileira)

Evolução contínua com foco no amanhã

No presente, a Aviação de Asas Rotativas vive um momento de elevada proficiência operacional. A doutrina é constantemente atualizada, o treinamento é rigoroso e contínuo, colocando o Brasil em posição de destaque no cenário internacional. O preparo das tripulações segue como prioridade absoluta, garantindo segurança, eficiência e prontidão para qualquer tipo de missão, seja ela de combate, logística, evacuação aeromédica ou apoio humanitário. Olhando para o futuro, a projeção é clara: ampliar capacidades, incorporar tecnologias emergentes e manter o foco no atendimento à Nação. A exemplo disso, a FAB tem conduzido o Projeto TH-X, por meio da Comissão Coordenadora do Projeto Aeronave de Combate (COPAC), com o objetivo de aprimorar o treinamento inicial dos pilotos de Asas Rotativas da FAB. Nesse projeto, foram adquiridos 27 helicópteros H125, sendo 15 para a Marinha do Brasil (MB) e 12 para a FAB.

A intenção do projeto é modernizar a frota de helicópteros da FAB, oferecendo uma aeronave mais moderna, com melhor desempenho, capacidades ampliadas e mais adequadas às necessidades da Força”, destacou o Gerente Logístico do Projeto TH-X, Major Aviador Guilherme José Ramos de Sanctis.

As 12 aeronaves H125 do Projeto TH-X destinadas a FAB serão produzidas na linha de montagem da Helibras em Itajubá. (Sgt Carlos Eduardo / Força Aérea Brasileira)

Texto: Tenente Myrea Calazans / Agência Força Aérea

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A Força Aérea Brasileira operou 47 helicópteros BELL 47G-2 em missões de treinamento, ligação e observação, de 1959 a 1993. (SO Johnson / Força Aérea Brasileira)

Em seus 85 anos de atuação, a Força Aérea Brasileira (FAB) edificou uma trajetória guiada pelo espírito de coragem, pela busca contínua da inovação e pelo compromisso inabalável com a sociedade brasileira. Dentro desse caminho de evolução contínua, a Aviação de Asas Rotativas consolidou-se como um dos pilares mais versáteis, multifacetados e estratégicos do Poder Aeroespacial Brasileiro, sendo, muitas vezes, o primeiro elo entre a esperança e a vida em cenários extremos. 

Antes mesmo de a FAB completar mais de oito décadas de existência, os helicópteros já escreviam capítulos decisivos da história militar e humanitária do país. Um marco importante aconteceu em 3 de fevereiro de 1964, quando militares brasileiros, em missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU), na República do Congo, protagonizaram um resgate heroico, a bordo de um helicóptero H-19. A bravura dos Tenentes Aviadores Ércio Braga e Milton Naranjo, bem como os Sargentos João Martins Capela Junior e Wilibaldo Moreira Santos não apenas salvou vidas, mas eternizou o espírito das Asas Rotativas na FAB: operar onde ninguém mais consegue chegar. Desde então, a data tornou-se símbolo de uma aviação vocacionada à prontidão, à abnegação e ao serviço à sociedade.

Décadas depois, já no contexto de uma Força Aérea madura e tecnologicamente avançada, as Asas Rotativas seguem evoluindo e ampliando suas capacidades. Nos primeiros anos do século XX, a incorporação de aeronaves modernas, como o H-36 Caracal e o H-60 Black Hawk, ampliou a capacidade de atuação da FAB em missões de resgate, defesa e apoio humanitário em todo o território nacional. A tecnologia embarcada nesses meios, como o sensor de visão frontal infravermelha (do inglês, Forward Looking Infra-Red – FLIR) e óculos de visão noturna (do inglês, Night Vision Goggles – NVG), permitem que os tripulantes realizem, além das missões de Busca e Salvamento (SAR), Busca e Salvamento em Combate (CSAR), Exfiltração e Infiltração Aérea, Transporte Aéreo Logístico, Transporte Especial, Evacuação Aeromédica (EVAM) e Ensaios em Voo. Essa evolução tecnológica, no entanto, nunca se sobrepôs ao fator humano — pelo contrário, potencializou a atuação de tripulações altamente treinadas, capazes de tomar decisões críticas em segundos. 

Ao longo dos seus 62 anos, a Aviação de Asas Rotativas da FAB tem estado presente em todo o território nacional, por meio de Esquadrões que se tornaram referência operacional. São eles, o Primeiro Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (1°/8° GAV) – Esquadrão Falcão – sediado na Base Aérea de Natal (RN); o Segundo Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (2°/8° GAV) – Esquadrão Poti – sediado na Base Aérea de Porto Velho (RO); o Terceiro Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (3°/8° GAV) – Esquadrão Puma – sediado na Base Aérea de Santa Cruz (RJ); o Quinto Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (5°/8° GAV) – Esquadrão Pantera – sediado na Base Aérea de Santa Maria (RS); o Sétimo Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (7°/8° GAV) – Esquadrão Harpia – sediado na Base Aérea de Manaus (AM); o Segundo Esquadrão do Décimo Grupo de Aviação (2°/10° GAV) – Esquadrão Pelicano – sediado na Base Aérea de Campo Grande (MT); e o Primeiro Esquadrão do Décimo Primeiro Grupo de Aviação (1°/11° GAV) – Esquadrão Gavião – sediado na Base Aérea de Natal (RN). Além disso, atualmente, a frota da FAB opera com helicópteros modernos, como o H-125 Esquilo, o H-60 Black Hawk e do H-36 Caracal.

Entre as inúmeras missões cumpridas, a Busca e Salvamento se destaca como uma das mais emblemáticas. É nessa atividade que a aviação de asas rotativas revela seu lado mais humano, como visto durante a Operação Taquari I e II, realizada no final de 2023 e no primeiro semestre de 2024, em apoio às vítimas das enchentes que assolaram o Rio Grande do Sul. Diante de um quadro devastador, o H-36 Caracal e o H-60 Black Hawk da FAB operaram em centenas de missões entre EVAMs, entregas de donativos a comunidades ilhadas e restabelecimento de serviços essenciais, transportando geradores e bombas de drenagem de água.

O Comandante do Esquadrão Pantera no período da Operação, Tenente-Coronel Aviador Kleison Roni Reolon, relatou como ocorreu a fase inicial da Operação. 

“Nos primeiros dias, fizemos muitos sobrevoos, o que possibilitou o resgate de centenas de pessoas ilhadas, em cima de casas e até de árvores. O trabalho foi ininterrupto em busca de sobreviventes, a meta sempre foi não deixar ninguém para trás”, relembra o Comandante.

A versatilidade das aeronaves de asas rotativas da Força Aérea Brasileira garantiram a realização de diversas missões de evacuação aeromédica (EVAM). (Sgt Müller Marin / Força Aérea Brasileira)

Ainda na área de Busca e Salvamento, essa aviação também atua em resgates de vítimas de acidentes aeronáuticos e embarcações à deriva, como no resgate realizado, por meio do Esquadrão Falcão, de um tripulante grego em estado grave a bordo de uma embarcação no litoral de Pernambuco. Essas operações demonstram a alta capacidade e treinamento das tripulações, como nas Infiltrações Aéreas, que fazem uso, por exemplo, de descida por cordas (seja por rapel ou com o método de descida rápida fast rope), que por vezes ocorrem com auxílio do NVG.

Na frente humanitária, o emprego intenso de helicópteros da FAB no apoio humanitário à Terra Indígena Yanomami (TIY), em Roraima, tem sido fundamental para levar médicos, medicamentos, alimentos e esperança a aldeias inacessíveis por outros meios. Na Operação Catrimani II, por exemplo, a FAB tem empregado meios da Aviação de Asas Rotativas para atuarem, de forma conjunta interagências e as Forças Armadas, contra o garimpo ilegal, ilícitos transfronteiriços e crimes ambientais na região.

Legado que atravessa gerações

Ao longo da história da Aviação de Asas Rotativas, algumas aeronaves tornaram-se verdadeiros ícones. O lendário H-1H, também chamado de “Sapão” ou “Hzão”, por exemplo, marcou gerações de aviadores e cumpriu incontáveis missões antes de ser aposentado, deixando um legado de robustez, confiabilidade e dedicação ao serviço. Dentre muitas operações, o H-1H realizou missões de busca e salvamento, de emprego armado, operações de vacinação no interior da Amazônia, demarcações de fronteira, apoio à população em catástrofes naturais e ações cívico-sociais. Sua saída de cena, em 2018, simboliza não um fim, mas a transição natural de uma aviação que honra seu passado, enquanto se projeta para o futuro. Outro helicóptero que também consolidou um legado na FAB, foi o AH-2 Sabre (Mi-35M), o qual atuou, entre 2010 e 2022, contribuindo de forma significativa para o fortalecimento da doutrina de emprego da Aviação.

O lendário “Hzão” marcou gerações de aviadores e cumpriu incontáveis missões. (SO Johnson / Força Aérea Brasileira)

Evolução contínua com foco no amanhã

No presente, a Aviação de Asas Rotativas vive um momento de elevada proficiência operacional. A doutrina é constantemente atualizada, o treinamento é rigoroso e contínuo, colocando o Brasil em posição de destaque no cenário internacional. O preparo das tripulações segue como prioridade absoluta, garantindo segurança, eficiência e prontidão para qualquer tipo de missão, seja ela de combate, logística, evacuação aeromédica ou apoio humanitário. Olhando para o futuro, a projeção é clara: ampliar capacidades, incorporar tecnologias emergentes e manter o foco no atendimento à Nação. A exemplo disso, a FAB tem conduzido o Projeto TH-X, por meio da Comissão Coordenadora do Projeto Aeronave de Combate (COPAC), com o objetivo de aprimorar o treinamento inicial dos pilotos de Asas Rotativas da FAB. Nesse projeto, foram adquiridos 27 helicópteros H125, sendo 15 para a Marinha do Brasil (MB) e 12 para a FAB.

A intenção do projeto é modernizar a frota de helicópteros da FAB, oferecendo uma aeronave mais moderna, com melhor desempenho, capacidades ampliadas e mais adequadas às necessidades da Força”, destacou o Gerente Logístico do Projeto TH-X, Major Aviador Guilherme José Ramos de Sanctis.

As 12 aeronaves H125 do Projeto TH-X destinadas a FAB serão produzidas na linha de montagem da Helibras em Itajubá. (Sgt Carlos Eduardo / Força Aérea Brasileira)

Texto: Tenente Myrea Calazans / Agência Força Aérea

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