Marinha do Brasil conclui expedição de vigilância e assistência à saúde no pantanal sul-mato-grossense

A Marinha do Brasil encerrou entre 1º e 11 de dezembro de 2025 a quinta expedição do Projeto Navio no tramo sul do rio Paraguai (MS), realizando vigilância em saúde e assistência clínica em comunidades ribeirinhas do pantanal em cooperação com a Fiocruz e a Secretaria Estadual de Saúde.

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Marinha do Brasil conclui expedição de vigilância e assistência à saúde no pantanal sul-mato-grossense

A Marinha do Brasil encerrou entre 1º e 11 de dezembro de 2025 a quinta expedição do Projeto Navio no tramo sul do rio Paraguai (MS), realizando vigilância em saúde e assistência clínica em comunidades ribeirinhas do pantanal em cooperação com a Fiocruz e a Secretaria Estadual de Saúde.

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A Marinha do Brasil, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Secretaria de Saúde do Estado de Mato Grosso do Sul, concluiu a quinta expedição do Projeto “Navio” (Navegação Ampliada para Vigilância Intensiva e Otimizada), com foco em vigilância em saúde pública e assistência clínica a comunidades ribeirinhas no tramo sul do rio Paraguai, no Pantanal sul-mato-grossense. A missão foi realizada de 1º a 11 de dezembro de 2025, percorrendo localidades de difícil acesso entre Ladário e Porto Murtinho (MS).

Durante o período de operação, equipes embarcadas a bordo do Navio-Transporte Fluvial (NTrFlu) Almirante Leverger, do Navio de Apoio Logístico Fluvial (NApLogFlu) Potengi e do Navio de Assistência Hospitalar (NAsH) Tenente Maximiano atenderam moradores de quatro comunidades ribeirinhas — Porto da Manga, Porto Morrinho, Porto Esperança e Forte Coimbra — além de proporcionar serviços à população urbana de Porto Murtinho (MS).

Navio-Transporte Fluvial (NTrFlu) Almirante Leverger. – Foto: Reprodução

Vigilância epidemiológica e serviços clínicos

A operação integrou ações de vigilância e assistência em saúde, incluindo aplicação de questionários clínicos, epidemiológicos e socioambientais, coleta de amostras biológicas (sangue e swab naso/orofaríngeo) e a administração de imunizações de rotina e de campanhas vigentes.

No total, foram registrados 72 atendimentos médicos e 61 odontológicos, bem como a execução de 242 exames de hemograma, 266 de glicemia, 267 de perfil lipídico e 266 de função renal, e a aplicação de 184 doses de vacinas. As atividades foram conduzidas por uma equipe multiprofissional, incluindo médicos especialistas (oftalmologista, reumatologista e neurologista comportamental), enfermeira, farmacêutica e técnicos de enfermagem da Marinha.

Integração institucional e produção de conhecimento

Segundo o comandante do 6º Distrito Naval, contra-almirante Emerson Augusto Serafim, a cooperação entre a Marinha do Brasil, Fiocruz e a Secretaria de Saúde estadual fortalece a capacidade de atendimento às populações ribeirinhas e contribui para a formulação de políticas públicas voltadas à região.

O Projeto “Navio” incorpora o conceito de saúde única, que articula aspectos da saúde humana, animal e ambiental, com o objetivo de identificar patógenos virais circulantes nas comunidades ribeirinhas do Pantanal e avaliar os efeitos das mudanças climáticas na saúde pública. Os dados coletados ao longo das expedições são utilizados para subsidiar estudos epidemiológicos e definir prioridades de vigilância sanitária na área.

Laboratórios instalados a bordo do Potengi e do Almirante Leverger permitem a realização de análises laboratoriais in loco, incluindo sequenciamento genético de vírus e bactérias detectados, além da classificação de mosquitos coletados durante a missão.

Navio de Assistência Hospitalar (NAsH) Tenente Maximiano. – Foto: Reprodução

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A Marinha do Brasil, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Secretaria de Saúde do Estado de Mato Grosso do Sul, concluiu a quinta expedição do Projeto “Navio” (Navegação Ampliada para Vigilância Intensiva e Otimizada), com foco em vigilância em saúde pública e assistência clínica a comunidades ribeirinhas no tramo sul do rio Paraguai, no Pantanal sul-mato-grossense. A missão foi realizada de 1º a 11 de dezembro de 2025, percorrendo localidades de difícil acesso entre Ladário e Porto Murtinho (MS).

Durante o período de operação, equipes embarcadas a bordo do Navio-Transporte Fluvial (NTrFlu) Almirante Leverger, do Navio de Apoio Logístico Fluvial (NApLogFlu) Potengi e do Navio de Assistência Hospitalar (NAsH) Tenente Maximiano atenderam moradores de quatro comunidades ribeirinhas — Porto da Manga, Porto Morrinho, Porto Esperança e Forte Coimbra — além de proporcionar serviços à população urbana de Porto Murtinho (MS).

Navio-Transporte Fluvial (NTrFlu) Almirante Leverger. – Foto: Reprodução

Vigilância epidemiológica e serviços clínicos

A operação integrou ações de vigilância e assistência em saúde, incluindo aplicação de questionários clínicos, epidemiológicos e socioambientais, coleta de amostras biológicas (sangue e swab naso/orofaríngeo) e a administração de imunizações de rotina e de campanhas vigentes.

No total, foram registrados 72 atendimentos médicos e 61 odontológicos, bem como a execução de 242 exames de hemograma, 266 de glicemia, 267 de perfil lipídico e 266 de função renal, e a aplicação de 184 doses de vacinas. As atividades foram conduzidas por uma equipe multiprofissional, incluindo médicos especialistas (oftalmologista, reumatologista e neurologista comportamental), enfermeira, farmacêutica e técnicos de enfermagem da Marinha.

Integração institucional e produção de conhecimento

Segundo o comandante do 6º Distrito Naval, contra-almirante Emerson Augusto Serafim, a cooperação entre a Marinha do Brasil, Fiocruz e a Secretaria de Saúde estadual fortalece a capacidade de atendimento às populações ribeirinhas e contribui para a formulação de políticas públicas voltadas à região.

O Projeto “Navio” incorpora o conceito de saúde única, que articula aspectos da saúde humana, animal e ambiental, com o objetivo de identificar patógenos virais circulantes nas comunidades ribeirinhas do Pantanal e avaliar os efeitos das mudanças climáticas na saúde pública. Os dados coletados ao longo das expedições são utilizados para subsidiar estudos epidemiológicos e definir prioridades de vigilância sanitária na área.

Laboratórios instalados a bordo do Potengi e do Almirante Leverger permitem a realização de análises laboratoriais in loco, incluindo sequenciamento genético de vírus e bactérias detectados, além da classificação de mosquitos coletados durante a missão.

Navio de Assistência Hospitalar (NAsH) Tenente Maximiano. – Foto: Reprodução

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