PM do Rio de Janeiro ultrapassa 700 fuzis apreendidos em 2025 e estabelece novo recorde histórico

A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) alcançou, entre 1º de janeiro e 10 de novembro de 2025, um total de 705 fuzis apreendidos em operações em todo o território fluminense.

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PM do Rio de Janeiro ultrapassa 700 fuzis apreendidos em 2025 e estabelece novo recorde histórico

A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) alcançou, entre 1º de janeiro e 10 de novembro de 2025, um total de 705 fuzis apreendidos em operações em todo o território fluminense.

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Só neste ano, mais de 700 fuzis foram retirados das mãos de narcotraficantes – Foto: Reprodução

A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) alcançou, entre 1º de janeiro e 10 de novembro de 2025, um total de 705 fuzis apreendidos em operações em todo o território fluminense, superando o recorde anual anterior de 638 armas registrado em 2024. Os dados, consolidados pela Subsecretaria de Inteligência da corporação, indicam que o volume já configura a maior marca da série histórica iniciada em 2016, mesmo antes do encerramento do ano, com implicações diretas para o cenário de segurança pública e para o debate sobre o combate ao tráfico de armas no país.

Escalada das apreensões e impacto de operações concentradas

O crescimento acelerado das apreensões ao longo de 2025 foi intensificado no último trimestre, especialmente após a megaoperação realizada em 28 de outubro nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte da capital. Apenas nessa ação, policiais militares apreenderam 90 fuzis, contribuindo de forma decisiva para o pico registrado no período.

Segundo a PMERJ, o volume excepcional de outubro aprofundou uma tendência de alta observada desde 2020. Entre aquele ano e 11 de novembro de 2025, o número de fuzis retirados de circulação apresentou aumento acumulado de 181%, indicando a persistência — e possível expansão — do armamento pesado em poder de organizações criminosas no estado.

As apreensões de fuzis ao longo deste ano de 2025 representam um marco histórico no enfrentamento ao crime organizado. O resultado é fruto do planejamento estratégico, do trabalho de inteligência e da atuação integrada das unidades especializadas da Polícia Militar, que seguem firmes na missão de reduzir a circulação de armas de guerra e proteger a população — destacou o secretário de Estado de Polícia Militar, Coronel Marcelo de Menezes Nogueira.

Coronel Menezes, Secretário de Estado de Polícia Militar – Foto: Reprodução

Leitura institucional e limites da atuação estadual

Para o secretário de Estado de Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes Nogueira, os números refletem simultaneamente o empenho operacional da tropa e a complexidade estrutural do problema. Em declaração institucional, o oficial avaliou que o volume de armas apreendidas evidencia a necessidade de uma atuação mais integrada com as forças de segurança federais, especialmente no enfrentamento ao tráfico internacional de armas, cuja repressão extrapola as atribuições estaduais.

A avaliação aponta para um desafio recorrente da segurança pública fluminense: a capacidade de apreensão no nível local não elimina, por si só, os fluxos logísticos que abastecem o crime organizado com armamento de uso restrito.

Distribuição territorial das apreensões

A região sob responsabilidade do 2º Comando de Policiamento de Área (CPA) — que engloba as zonas Oeste, Sudoeste e parte da Zona Norte da capital — concentrou o maior número de apreensões em 2025, com 263 fuzis. Entre as unidades operacionais, destacam-se o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), com 111 armas apreendidas, e o 41º Batalhão de Polícia Militar (Irajá), com 110.

As ações mais recentes ocorreram no início desta semana, quando diferentes unidades operacionais apreenderam mais de 17 armas de uso restrito durante operações contra o crime organizado em comunidades da Zona Norte do Rio de Janeiro e nos municípios de Niterói e São Gonçalo, na Região Metropolitana Leste Fluminense.

Fuzis apreendidos pela Polícia Militra durante a brilhante megaoperação do Alemão e Penha — Foto: Polícia Militar

Outubro como marco estatístico

O balanço consolidado de 2025 revela picos significativos ao longo do ano, com destaque para o mês de outubro. No período, foram apreendidos 196 fuzis em apenas 31 dias, estabelecendo um marco mensal inédito. O volume representa um aumento de 201,5% em relação a períodos anteriores e corresponde a uma média aproximada de seis armas de guerra retiradas de circulação por dia.

Origem do armamento e rotas de abastecimento

De acordo com a Subsecretaria de Inteligência da PMERJ, parcela relevante dos fuzis apreendidos em 2025 foi montada em oficinas clandestinas associadas ao crime organizado. Até 2024, mais de 90% das armas desse tipo retiradas das ruas no estado eram de fabricação estrangeira, o que reforça a dimensão transnacional do problema.

Levantamentos da corporação indicam que muitos desses fuzis ingressam no país ou no próprio estado de forma fragmentada, em partes e componentes separados, sendo posteriormente montados por armeiros vinculados a facções criminosas. Nesse contexto, o tráfico internacional de armas segue identificado pela PM como um dos principais vetores estruturais da violência armada no Rio de Janeiro.

Áreas de conflito e unidades com maior volume de apreensões

As maiores apreensões continuam ocorrendo em áreas marcadas por disputas territoriais intensas entre organizações criminosas, como os complexos do Chapadão e da Pedreira, além do Morro do Juramento, no bairro de Vicente de Carvalho.

No ranking por unidades, o 41º BPM (Irajá) aparece na liderança em 2025, com 127 fuzis apreendidos. Em seguida, o Bope contabiliza 112 armas retiradas de circulação em diferentes regiões do estado, muitas delas em áreas consideradas de alto risco operacional. Outros batalhões com números expressivos incluem o 15º BPM (Duque de Caxias), com 68 fuzis; o 9º BPM (Rocha Miranda), com 62; o 21º BPM (São João de Meriti), com 58; além do Batalhão de Polícia de Choque e do 7º BPM (São Gonçalo), ambos com 35 apreensões cada.

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Só neste ano, mais de 700 fuzis foram retirados das mãos de narcotraficantes – Foto: Reprodução

A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) alcançou, entre 1º de janeiro e 10 de novembro de 2025, um total de 705 fuzis apreendidos em operações em todo o território fluminense, superando o recorde anual anterior de 638 armas registrado em 2024. Os dados, consolidados pela Subsecretaria de Inteligência da corporação, indicam que o volume já configura a maior marca da série histórica iniciada em 2016, mesmo antes do encerramento do ano, com implicações diretas para o cenário de segurança pública e para o debate sobre o combate ao tráfico de armas no país.

Escalada das apreensões e impacto de operações concentradas

O crescimento acelerado das apreensões ao longo de 2025 foi intensificado no último trimestre, especialmente após a megaoperação realizada em 28 de outubro nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte da capital. Apenas nessa ação, policiais militares apreenderam 90 fuzis, contribuindo de forma decisiva para o pico registrado no período.

Segundo a PMERJ, o volume excepcional de outubro aprofundou uma tendência de alta observada desde 2020. Entre aquele ano e 11 de novembro de 2025, o número de fuzis retirados de circulação apresentou aumento acumulado de 181%, indicando a persistência — e possível expansão — do armamento pesado em poder de organizações criminosas no estado.

As apreensões de fuzis ao longo deste ano de 2025 representam um marco histórico no enfrentamento ao crime organizado. O resultado é fruto do planejamento estratégico, do trabalho de inteligência e da atuação integrada das unidades especializadas da Polícia Militar, que seguem firmes na missão de reduzir a circulação de armas de guerra e proteger a população — destacou o secretário de Estado de Polícia Militar, Coronel Marcelo de Menezes Nogueira.

Coronel Menezes, Secretário de Estado de Polícia Militar – Foto: Reprodução

Leitura institucional e limites da atuação estadual

Para o secretário de Estado de Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes Nogueira, os números refletem simultaneamente o empenho operacional da tropa e a complexidade estrutural do problema. Em declaração institucional, o oficial avaliou que o volume de armas apreendidas evidencia a necessidade de uma atuação mais integrada com as forças de segurança federais, especialmente no enfrentamento ao tráfico internacional de armas, cuja repressão extrapola as atribuições estaduais.

A avaliação aponta para um desafio recorrente da segurança pública fluminense: a capacidade de apreensão no nível local não elimina, por si só, os fluxos logísticos que abastecem o crime organizado com armamento de uso restrito.

Distribuição territorial das apreensões

A região sob responsabilidade do 2º Comando de Policiamento de Área (CPA) — que engloba as zonas Oeste, Sudoeste e parte da Zona Norte da capital — concentrou o maior número de apreensões em 2025, com 263 fuzis. Entre as unidades operacionais, destacam-se o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), com 111 armas apreendidas, e o 41º Batalhão de Polícia Militar (Irajá), com 110.

As ações mais recentes ocorreram no início desta semana, quando diferentes unidades operacionais apreenderam mais de 17 armas de uso restrito durante operações contra o crime organizado em comunidades da Zona Norte do Rio de Janeiro e nos municípios de Niterói e São Gonçalo, na Região Metropolitana Leste Fluminense.

Fuzis apreendidos pela Polícia Militra durante a brilhante megaoperação do Alemão e Penha — Foto: Polícia Militar

Outubro como marco estatístico

O balanço consolidado de 2025 revela picos significativos ao longo do ano, com destaque para o mês de outubro. No período, foram apreendidos 196 fuzis em apenas 31 dias, estabelecendo um marco mensal inédito. O volume representa um aumento de 201,5% em relação a períodos anteriores e corresponde a uma média aproximada de seis armas de guerra retiradas de circulação por dia.

Origem do armamento e rotas de abastecimento

De acordo com a Subsecretaria de Inteligência da PMERJ, parcela relevante dos fuzis apreendidos em 2025 foi montada em oficinas clandestinas associadas ao crime organizado. Até 2024, mais de 90% das armas desse tipo retiradas das ruas no estado eram de fabricação estrangeira, o que reforça a dimensão transnacional do problema.

Levantamentos da corporação indicam que muitos desses fuzis ingressam no país ou no próprio estado de forma fragmentada, em partes e componentes separados, sendo posteriormente montados por armeiros vinculados a facções criminosas. Nesse contexto, o tráfico internacional de armas segue identificado pela PM como um dos principais vetores estruturais da violência armada no Rio de Janeiro.

Áreas de conflito e unidades com maior volume de apreensões

As maiores apreensões continuam ocorrendo em áreas marcadas por disputas territoriais intensas entre organizações criminosas, como os complexos do Chapadão e da Pedreira, além do Morro do Juramento, no bairro de Vicente de Carvalho.

No ranking por unidades, o 41º BPM (Irajá) aparece na liderança em 2025, com 127 fuzis apreendidos. Em seguida, o Bope contabiliza 112 armas retiradas de circulação em diferentes regiões do estado, muitas delas em áreas consideradas de alto risco operacional. Outros batalhões com números expressivos incluem o 15º BPM (Duque de Caxias), com 68 fuzis; o 9º BPM (Rocha Miranda), com 62; o 21º BPM (São João de Meriti), com 58; além do Batalhão de Polícia de Choque e do 7º BPM (São Gonçalo), ambos com 35 apreensões cada.

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